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Preço do GNV deve registrar queda no início de junho


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

04/05/2009 | 07:00


O GNV (Gás Natural Veicular) deve ter seu preço reduzido na região metropolitana de São Paulo, no início de junho. A previsão no setor é de que o valor do combustível será reduzido em 15% a 20%, o que poderá dar mais competitividade ao produto, em relação à gasolina e ao álcool.

Dia 31 deste mês é data-base de reajuste das tarifas do gás para a Comgás, que em dezembro, excepcionalmente, elevou - com autorização da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) - o preço do gás veicular em 22%.

O aumento, naquela data, ocorreu, segundo a concessionária, em função da forte alta do dólar frente ao real a partir de outubro. Isso porque a cotação da moeda norte-americana é parte importante da composição do preço do gás boliviano, que abastece o Estado - junto com o insumo vindo das Bacias de Campos e do Espírito Santo.

Depois disso, o câmbio voltou a se desvalorizar um pouco neste ano. Caiu de R$ 2,35 para a faixa de R$ 2,20. Outros fatores também contribuem para a diminuição do valor do combustível, entre os quais, a retração do preço do petróleo no mercado internacional e a redução da demanda interna.

O volume de vendas da concessionária (10 milhões de m³ por dia) caiu 32,2% no primeiro trimestre, frente a igual período do ano passado. Com isso, a empresa viu seu lucro líquido despencar 20%.

"De meados de 2007 até agora, o preço teve aumentos substanciais, o que levou muitas pessoas a abandonarem o gás veicular", afirmou o presidente da Associação Latino-Americana de GNV, Rosalino Fernandes.

Embora não tenha controle sobre o preço, que é regulado pela Arsesp, a companhia admite que o valor pode cair, já que apresentou à agência planilha de custos mostrando a necessidade de diminuição.

Incluindo tributos, o GNV da Comgás é vendido por R$ 1,12. Sobre isso, ainda incidem as margens de lucro colocados por distribuidoras e pelos postos de combustível.

Levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo) para o Estado de São Paulo mostra que o produto chega para o consumidor, em média, a R$ 1,725. É bem mais do que o cobrado, por exemplo, no Rio de Janeiro (R$ 1,539), que é abastecido exclusivamente com insumo nacional.

Mesmo em outros Estados, haveria interesse da estatal do petróleo de que o preço caia para reativar a demanda. A Petrobras foi procurada pelo Diário mas não respondeu essa questão.

ÁLCOOL - Ao mesmo tempo em que o gás veicular registra fortes aumentos, o álcool se torna mais atrativo. Isso ocorre tanto pela adoção dos motores flex fuel (bicombustíveis) pelas montadoras de veículos, quanto pelo fato de os preços desse combustível verde vir em queda neste ano - em razão da safra da cana-de-açúcar.



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