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Política

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Assembleia aponta
36% de renovação


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

19/12/2010 | 07:03


A nova composição da Assembleia Legislativa pode começar a ser desenhada após a diplomação dos deputados estaduais eleitos. A lista divulgada pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) na cerimônia de sexta-feira aponta a manutenção de 63,82% do quadro. Entre os 94 eleitos, que tomarão posse em março de 2011, apenas 34 não exercem mandato na atual legislatura, enquanto 60 conseguiram a reeleição.

O índice de conservação dos integrantes da Casa é superior à média histórica de reeleição no Legislativo paulista, que é de 43%, se considerado o período de 1950 a 2006. Na penúltima eleição, foram reeleitos 50 deputados estaduais e eleitos 44 novos parlamentares. Na ocasião houve renovação de 47% das 94 cadeiras do Legislativo paulista. A taxa de reeleição ficou em 53,19%.

Segundo o deputado estadual reeleito Alex Manente (PPS-SãoBernardo), a população está mais consciente, buscando votar em candidato próximo para obter o direito e acesso de cobrar mais tarde. "A população concentrou os votos em representantes da comunidade. Assim pode acompanhar resultado."

O bloco oposicionista teve a melhor configuração do cenário atual. O PT subiu sua bancada de 20 para 24 deputados, conquistando pela segunda vez na história o maior número de cadeiras - a última tinha sido em 2002, com 23. Além disso, o PCdoB garantiu dois representantes (Leci Brandão e Pedro Bigardi), sendo que não tem deputado atualmente, e o Psol assegurou um, apesar de nesta legislatura possuir duas cadeiras.

Os partidos da aliança governista em São Paulo - PSDB, DEM, PV, PTB, PSC, PPS, PRB, PR e PP - terão 56 deputados. O PV, por exemplo, que tinha oito representantes, agora na onda do bom momento por conta da senadora Marina Silva (PV), conquistou ainda outra cadeira. Já o PRB alcançou duas vagas, o que anteriormente não contabilizava.

A bancada feminina, por sua vez, encolheu: perdeu uma representante, passando de 11 para dez parlamentares, assim como também outros partidos que desencantou no pleito: O DEM, anteriormente com 12, abocanhou oito, trazendo crise de identificação na sigla que já cogitou até formar fusão com partidos de ideologia semelhante.

Os demais partidos variaram pouco correlacionados com a eleição anterior. O PSDB e PR se mantiveram com o mesmo número de vagas, com 23 e uma respectivamente, enquanto PDT, PTB, PMDB, PSC e PPS terão 4 deputados cada, contrastando um cadeira para mais ou para menos. O PSB, atualmente com quatro vagas, e o PP, com duas, perderam uma vaga.

Os religiosos, por sua vez, tiveram crescimento pequeno em relação a 2006, de quatro para seis cadeiras, com os pastores Dilmo dos Santos e Carlos Cezar.

 Alckmin deve sofrer com oposição mais consistente

 A oposição conseguiu aumentar o número de cadeiras e poderá a partir de 2011 dar trabalho para o governador eleito, Geraldo Alckmin (PSDB). Dependendo dos acordos partidários, o grupo pode até angariar força para instaurar CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Para criar uma CPI é preciso do voto de 32 dos 94 deputados estaduais. Durante o governo de José Serra (PSDB) a oposição tinha 23 deputados. Com PT (24), PCdoB (2) e Psol (1), poderá chegar a 30 deputados, contando com o voto em separado de Major Olímpio (PDT) e com dissidentes de PMDB e PSB.

O rompimento do PDT com o PSDB em São Paulo é uma das esperanças da oposição, que já é reforço.Sobre a divisão de poder na Casa, o volume de votos da oposição poderá beneficiar o grupo a conseguir a abertura de investigações. São necessárias 32 assinaturas para se abrir comissão.

Para o deputado estadual reeleito Donisete Braga (PT-Mauá), Alckmin terá de lutar por entendimento, pois enfrentará oposição consistente. "Temos condições de conseguir a abertura de investigações contra o Executivo. Com apenas mais quatro assinaturas podemos instaurar CPI. Temos bom trânsito com PDT, PMDB e PSB, que vez ou outra pode vir com a gente. Não queremos que eles saiam da base, mas manter melhor diálogo."

O PMDB é outro que está no governo, porém a bancada de deputados estaduais liderada por Baleia Rossi rompeu com o PSDB após Orestes Quércia desistir da candidatura ao Senado. Donisete já visualiza a conversa com o aliado a nível federal. "Com a convalescença do Quércia (aliado dos tucanos) e a aproximação do PT com o deputado federal e vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB), a tendência é que possamos nos juntar em algumas oportunidades."

Baleia é filho de Wagner Rossi, ministro da Agricultura do governo Luiz Inácio Lula da Silva (mantido por Dilma Rousseff), o que pode ajudar nas conversas.

O petista lembra que não diminuirá a possibilidade de manobra, já que a sessão dificilmente cairá por falta de quorum. "Só a bancada do PT já pode iniciar a condução dos trabalhos. Além de existir descontentamento com formação do governo. Tem gente como o PV que ainda não recebeu secretaria. O PTB também anda reclamando pelos cantos da falta de participação até agora."

Os petistas querem também eleger o presidente da Assembleia na nova legislatura, só que terão problemas para isso. O governo tende a montar um bloco parlamentar com deputados do PSDB e DEM que formaria automaticamente a maior bancada da casa, com 31 integrantes. O nome mais forte para assumir o posto é o de Bruno Covas (PSDB).

 Bancada do Grande ABC perde uma cadeira

 A cerimônia de diplomação realizada na Assembleia Legislativo expôs uma situação amarga: o Grande ABC perdeu uma vaga na Casa. A tentativa do deputado estadual Vanderlei Siraque (PT) de alçar voos mais altos ao Congresso Nacional, o fracasso de José Augusto da Silva Ramos (PSDB) e o imbróglio envolvendo o nome de Regina Gonçalves (PV) culminaram com o enfraquecimento da bancada.

A verde ficou de fora por conta da retotalização do quociente eleitoral promovida pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). O órgão considerou válidos os votos do ex-prefeito de Atibaia José Roberto Tricoli (PV) para deputado estadual. Tricoli foi enquadrado pela Lei da Ficha Limpa devido a ter sido condenado pela Justiça ao contratar empresa de transporte sem licitação.

Diante disso, Diadema, que possuía dois representantes no Legislativo estadual em 2006, agora não tem cadeira, já que o ex-deputado Mário Reali (PT) deixou o mandato no meio do caminho para se candidatar à Prefeitura, em 2008, e Zé Augusto conquistou sufrágios insuficientes para a sua reeleição.

A esperança ainda é que a verde possa ser içada ao parlamento estadual com a nomeação de um dos deputados do PV ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), o que igualaria o número de cadeiras da atual legislatura: oito vagas. A deputada estadual reeleita Rita Passos, que assumiu a Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social na gestão José Serra (PSDB) tem o nome ventilado novamente para trabalhar na administração.

Os deputados estaduais eleitos do Grande ABC já certificados são Ana do Carmo (PT), Alex Manente (PPS), Carlos Grana (PT), Donisete Braga (PT), José Bittencourt (PDT), Orlando Morando (PSDB) e Vanessa Damo (PMDB). Destes, apenas Grana exercerá o cargo pela primeira vez a partir de 2011. "Vou procurar manter bom relacionamento com os demais da bancada para conseguirmos juntos recursos e benefícios para a nossa região", resumiu o petista.



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Assembleia aponta
36% de renovação

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

19/12/2010 | 07:03


A nova composição da Assembleia Legislativa pode começar a ser desenhada após a diplomação dos deputados estaduais eleitos. A lista divulgada pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) na cerimônia de sexta-feira aponta a manutenção de 63,82% do quadro. Entre os 94 eleitos, que tomarão posse em março de 2011, apenas 34 não exercem mandato na atual legislatura, enquanto 60 conseguiram a reeleição.

O índice de conservação dos integrantes da Casa é superior à média histórica de reeleição no Legislativo paulista, que é de 43%, se considerado o período de 1950 a 2006. Na penúltima eleição, foram reeleitos 50 deputados estaduais e eleitos 44 novos parlamentares. Na ocasião houve renovação de 47% das 94 cadeiras do Legislativo paulista. A taxa de reeleição ficou em 53,19%.

Segundo o deputado estadual reeleito Alex Manente (PPS-SãoBernardo), a população está mais consciente, buscando votar em candidato próximo para obter o direito e acesso de cobrar mais tarde. "A população concentrou os votos em representantes da comunidade. Assim pode acompanhar resultado."

O bloco oposicionista teve a melhor configuração do cenário atual. O PT subiu sua bancada de 20 para 24 deputados, conquistando pela segunda vez na história o maior número de cadeiras - a última tinha sido em 2002, com 23. Além disso, o PCdoB garantiu dois representantes (Leci Brandão e Pedro Bigardi), sendo que não tem deputado atualmente, e o Psol assegurou um, apesar de nesta legislatura possuir duas cadeiras.

Os partidos da aliança governista em São Paulo - PSDB, DEM, PV, PTB, PSC, PPS, PRB, PR e PP - terão 56 deputados. O PV, por exemplo, que tinha oito representantes, agora na onda do bom momento por conta da senadora Marina Silva (PV), conquistou ainda outra cadeira. Já o PRB alcançou duas vagas, o que anteriormente não contabilizava.

A bancada feminina, por sua vez, encolheu: perdeu uma representante, passando de 11 para dez parlamentares, assim como também outros partidos que desencantou no pleito: O DEM, anteriormente com 12, abocanhou oito, trazendo crise de identificação na sigla que já cogitou até formar fusão com partidos de ideologia semelhante.

Os demais partidos variaram pouco correlacionados com a eleição anterior. O PSDB e PR se mantiveram com o mesmo número de vagas, com 23 e uma respectivamente, enquanto PDT, PTB, PMDB, PSC e PPS terão 4 deputados cada, contrastando um cadeira para mais ou para menos. O PSB, atualmente com quatro vagas, e o PP, com duas, perderam uma vaga.

Os religiosos, por sua vez, tiveram crescimento pequeno em relação a 2006, de quatro para seis cadeiras, com os pastores Dilmo dos Santos e Carlos Cezar.

 Alckmin deve sofrer com oposição mais consistente

 A oposição conseguiu aumentar o número de cadeiras e poderá a partir de 2011 dar trabalho para o governador eleito, Geraldo Alckmin (PSDB). Dependendo dos acordos partidários, o grupo pode até angariar força para instaurar CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Para criar uma CPI é preciso do voto de 32 dos 94 deputados estaduais. Durante o governo de José Serra (PSDB) a oposição tinha 23 deputados. Com PT (24), PCdoB (2) e Psol (1), poderá chegar a 30 deputados, contando com o voto em separado de Major Olímpio (PDT) e com dissidentes de PMDB e PSB.

O rompimento do PDT com o PSDB em São Paulo é uma das esperanças da oposição, que já é reforço.Sobre a divisão de poder na Casa, o volume de votos da oposição poderá beneficiar o grupo a conseguir a abertura de investigações. São necessárias 32 assinaturas para se abrir comissão.

Para o deputado estadual reeleito Donisete Braga (PT-Mauá), Alckmin terá de lutar por entendimento, pois enfrentará oposição consistente. "Temos condições de conseguir a abertura de investigações contra o Executivo. Com apenas mais quatro assinaturas podemos instaurar CPI. Temos bom trânsito com PDT, PMDB e PSB, que vez ou outra pode vir com a gente. Não queremos que eles saiam da base, mas manter melhor diálogo."

O PMDB é outro que está no governo, porém a bancada de deputados estaduais liderada por Baleia Rossi rompeu com o PSDB após Orestes Quércia desistir da candidatura ao Senado. Donisete já visualiza a conversa com o aliado a nível federal. "Com a convalescença do Quércia (aliado dos tucanos) e a aproximação do PT com o deputado federal e vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB), a tendência é que possamos nos juntar em algumas oportunidades."

Baleia é filho de Wagner Rossi, ministro da Agricultura do governo Luiz Inácio Lula da Silva (mantido por Dilma Rousseff), o que pode ajudar nas conversas.

O petista lembra que não diminuirá a possibilidade de manobra, já que a sessão dificilmente cairá por falta de quorum. "Só a bancada do PT já pode iniciar a condução dos trabalhos. Além de existir descontentamento com formação do governo. Tem gente como o PV que ainda não recebeu secretaria. O PTB também anda reclamando pelos cantos da falta de participação até agora."

Os petistas querem também eleger o presidente da Assembleia na nova legislatura, só que terão problemas para isso. O governo tende a montar um bloco parlamentar com deputados do PSDB e DEM que formaria automaticamente a maior bancada da casa, com 31 integrantes. O nome mais forte para assumir o posto é o de Bruno Covas (PSDB).

 Bancada do Grande ABC perde uma cadeira

 A cerimônia de diplomação realizada na Assembleia Legislativo expôs uma situação amarga: o Grande ABC perdeu uma vaga na Casa. A tentativa do deputado estadual Vanderlei Siraque (PT) de alçar voos mais altos ao Congresso Nacional, o fracasso de José Augusto da Silva Ramos (PSDB) e o imbróglio envolvendo o nome de Regina Gonçalves (PV) culminaram com o enfraquecimento da bancada.

A verde ficou de fora por conta da retotalização do quociente eleitoral promovida pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). O órgão considerou válidos os votos do ex-prefeito de Atibaia José Roberto Tricoli (PV) para deputado estadual. Tricoli foi enquadrado pela Lei da Ficha Limpa devido a ter sido condenado pela Justiça ao contratar empresa de transporte sem licitação.

Diante disso, Diadema, que possuía dois representantes no Legislativo estadual em 2006, agora não tem cadeira, já que o ex-deputado Mário Reali (PT) deixou o mandato no meio do caminho para se candidatar à Prefeitura, em 2008, e Zé Augusto conquistou sufrágios insuficientes para a sua reeleição.

A esperança ainda é que a verde possa ser içada ao parlamento estadual com a nomeação de um dos deputados do PV ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), o que igualaria o número de cadeiras da atual legislatura: oito vagas. A deputada estadual reeleita Rita Passos, que assumiu a Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social na gestão José Serra (PSDB) tem o nome ventilado novamente para trabalhar na administração.

Os deputados estaduais eleitos do Grande ABC já certificados são Ana do Carmo (PT), Alex Manente (PPS), Carlos Grana (PT), Donisete Braga (PT), José Bittencourt (PDT), Orlando Morando (PSDB) e Vanessa Damo (PMDB). Destes, apenas Grana exercerá o cargo pela primeira vez a partir de 2011. "Vou procurar manter bom relacionamento com os demais da bancada para conseguirmos juntos recursos e benefícios para a nossa região", resumiu o petista.

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