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Políticos esvaziam missa do trabalhador


Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

02/05/2010 | 07:01


A tradicional missa do trabalhador, celebrada na matriz de São Bernardo, completou 30 anos ontem sem a presença de figuras ilustres que defendam a categoria. Só o prefeito Luiz Marinho (PT) e o deputado Vanderlei Siraque (PT) representavam o grupo que participou da primeira missa, em 1980, após a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à época apenas líder sindical.

Apesar da importante data, o presidente não compareceu ao evento - pelo quarto ano consecutivo - preferindo discursar no ato promovido pela Força Sindical, na Capital, acompanhado da ex-ministra da Casa-Civil e pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff. "Isso é apenas questão de agenda. Lula sempre vem em todas as atividades que pode. Dizer que está fazendo palanque eleitoral é fato criado pela mídia, isso não se aplica", defendeu Marinho.

Segundo o prefeito, os líderes sindicais ausentes no evento acompanhavam o velório de Waldemar Pires de Oliveira, presidente da Conticom (Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira Construção Civil, Madeira e Cerâmica), que morreu quinta-feira, em Diadema. "Temos de analisar ainda que os tempos são outros. A missa começou quando tínhamos a perseguição da ditadura", avalia.

Siraque também endossou o discurso e completou que hoje os trabalhadores têm mais motivos para comemorar do que questionar, como naquela época. "Avançamos muito nesses últimos anos", diz.

A deputada Ana do Carmo (PT) também prestigiou o evento, "um dos mais importantes, que mais representam a região", opinou.

Populares - Sem maciça participação de políticos, a missa que celebrou o Dia do Trabalho em São Bernardo contou apenas com a participação popular. A organização do evento afirma que cerca de 1.000 fiéis acompanharam as orações dirigidas pelo bispo Dom Nelson Westrupp sobre o tema Trabalho e economia: encruzilhada, para onde queremos ir?.

Com duração de cerca de uma hora e meia, o culto relembrou importantes lutas da classe operária nos últimos 30 anos e da participação ativa do Grande ABC nas paralisações de 1980, que ajudaram na volta da democracia no País.

"Nunca mais vamos esquecer. Fazemos parte da história do Grande ABC". O discurso, repetido dezenas de vezes durante o culto, deixou claro que a importância dos trabalhadores no desenvolvimento da região continua.

"Lembro quando a igreja era nossa benção. Houve época onde só conseguíamos nos reunir com a ajuda dela. Nunca senti tanto medo quando na primeira missa, quando tínhamos helicópteros com metralhadoras sobrevoando a região", conta o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT).

Durante o culto, o bispo também recordou as primeiras missas celebradas pelos trabalhadores, lembrando que há apenas 55 anos a data passou a ser celebrada mundialmente.

Durante o sermão, o bispo alertou que atualmente, o homem nutre cultura em relação ao trabalho de "emprego e bem estar social", afirmando que o serviço cumprido está profundamente ligado "a idealização da pessoa". "Ninguém diz que o trabalho não é duro, mas é com ele que construímos o Brasil que sonhamos, idealizamos e queremos", afirmou o sacerdote.

O bispo ressaltou ainda a recuperação rápida que o País teve após a maré vermelha econômica. "A crise atingiu diretamente o trabalhador e o mundo do trabalho. Ficou claro que precisamos da ajuda um dos outros para resolver os problemas", concluiu.



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Políticos esvaziam missa do trabalhador

Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

02/05/2010 | 07:01


A tradicional missa do trabalhador, celebrada na matriz de São Bernardo, completou 30 anos ontem sem a presença de figuras ilustres que defendam a categoria. Só o prefeito Luiz Marinho (PT) e o deputado Vanderlei Siraque (PT) representavam o grupo que participou da primeira missa, em 1980, após a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à época apenas líder sindical.

Apesar da importante data, o presidente não compareceu ao evento - pelo quarto ano consecutivo - preferindo discursar no ato promovido pela Força Sindical, na Capital, acompanhado da ex-ministra da Casa-Civil e pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff. "Isso é apenas questão de agenda. Lula sempre vem em todas as atividades que pode. Dizer que está fazendo palanque eleitoral é fato criado pela mídia, isso não se aplica", defendeu Marinho.

Segundo o prefeito, os líderes sindicais ausentes no evento acompanhavam o velório de Waldemar Pires de Oliveira, presidente da Conticom (Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira Construção Civil, Madeira e Cerâmica), que morreu quinta-feira, em Diadema. "Temos de analisar ainda que os tempos são outros. A missa começou quando tínhamos a perseguição da ditadura", avalia.

Siraque também endossou o discurso e completou que hoje os trabalhadores têm mais motivos para comemorar do que questionar, como naquela época. "Avançamos muito nesses últimos anos", diz.

A deputada Ana do Carmo (PT) também prestigiou o evento, "um dos mais importantes, que mais representam a região", opinou.

Populares - Sem maciça participação de políticos, a missa que celebrou o Dia do Trabalho em São Bernardo contou apenas com a participação popular. A organização do evento afirma que cerca de 1.000 fiéis acompanharam as orações dirigidas pelo bispo Dom Nelson Westrupp sobre o tema Trabalho e economia: encruzilhada, para onde queremos ir?.

Com duração de cerca de uma hora e meia, o culto relembrou importantes lutas da classe operária nos últimos 30 anos e da participação ativa do Grande ABC nas paralisações de 1980, que ajudaram na volta da democracia no País.

"Nunca mais vamos esquecer. Fazemos parte da história do Grande ABC". O discurso, repetido dezenas de vezes durante o culto, deixou claro que a importância dos trabalhadores no desenvolvimento da região continua.

"Lembro quando a igreja era nossa benção. Houve época onde só conseguíamos nos reunir com a ajuda dela. Nunca senti tanto medo quando na primeira missa, quando tínhamos helicópteros com metralhadoras sobrevoando a região", conta o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT).

Durante o culto, o bispo também recordou as primeiras missas celebradas pelos trabalhadores, lembrando que há apenas 55 anos a data passou a ser celebrada mundialmente.

Durante o sermão, o bispo alertou que atualmente, o homem nutre cultura em relação ao trabalho de "emprego e bem estar social", afirmando que o serviço cumprido está profundamente ligado "a idealização da pessoa". "Ninguém diz que o trabalho não é duro, mas é com ele que construímos o Brasil que sonhamos, idealizamos e queremos", afirmou o sacerdote.

O bispo ressaltou ainda a recuperação rápida que o País teve após a maré vermelha econômica. "A crise atingiu diretamente o trabalhador e o mundo do trabalho. Ficou claro que precisamos da ajuda um dos outros para resolver os problemas", concluiu.

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