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Centro cultural é o futuro da Casa de Vidro


Das Agências

17/06/2001 | 17:45


Em aproximadamente um ano, a Casa de Vidro do Morumbi será transformada no mais novo espaço cultural de São Paulo, aberto à visitação pública. Construído segundo os ditames da arquitetura modernista do Brasil no século passado, o espaço ocupa uma área que já foi sede da antiga Fazenda de Chá Muller Carioba, no bairro do Morumbi.

A Casa de Vidro, concluída há 50 anos, foi projetada pela arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992). Depois de adaptada para a visitação pública, a construção abrigará o Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi, cujo raio de atuação contempla a divulgação de projetos artísticos e arquitetônicos do país.

O instituto que leva o nome do casal Bardi foi criado em 1990 pelo próprio Pietro. Daí em diante, foi responsável por apresentar o trabalho da arquiteta Lina em cidades brasileiras e mesmo do exterior, além de lançar volumes sobre obras de gente como Oscar Niemeyer e Lasar Segall.

As atividades da entidade agora serão direcionadas para a preservação do acervo de obras, documentos e objetos da Casa de Vidro, cujo nome foi cunhado por moradores do Brooklin e do Real Parque, bairros vizinhos ao Morumbi. Localizada em uma área repleta de mata, foi concebida com tubos verticais e concreto armado, adornados por um mosaico de Giorgio Di Chirico.

Ainda não se sabe qual será o destino dos objetos reunidos no interior da casa, já que eles podem continuar lá ou ser remetidos a duas filhas de Pietro Bardi, frutos de seu primeiro casamento, que moram na Itália. Constam entre as obras de destino incerto telas de Bernardo Strozzi, esculturas de Ernesto de Fiori, um retrato de Antônio Carneo e Madona com Menino e São João, pintura renascentista datada do século XVI.

Há ainda uma coleção de LPs gravados por Billie Holiday e Duke Ellington, além de outro no qual foram registradas as Canções Praieiras, de Dorival Caymmi. Em meio à duvidosa permanência dessas peças na Casa de Vidro, impera uma certeza: ficam cerca de 2 mil desenhos assinados por Lina Bo Bardi, dona também de uma coleção de correspondências, plantas e fotos. O material é uma preciosa fonte de pesquisas.



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