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Chefe de seqüestradores filipinos teria morrido em conflito


Do Diário do Grande ABC

04/05/2000 | 09:41


O chefe dos extremistas muçulmanos que mantém como reféns 21 turistas na ilha de Jolo, sul das Filipinas, morreu em um enfrentamento com o exército e um prisioneiro estrangeiro, gravemente doente, pode morrer por falta de atendimento hospitalar, declarou uma médica nesta quinta-feira.

Yuda Lim, responsável pela secretaria de saúde da regiao onde estao detidos os prisioneiros - nove malaios, três alemas, um cassal francês, dois finlandeses, um casal sul-africano, uma libanesea e dois filipinos -, partiu nesta quinta-feira em uma missao junto aos seqüestradores da ilha de Jolo.

A médica declarou a uma emissora local que pedirá aos rebeldes que libertem todos os doentes para que possam ser hospitalizados.

``Uma das vítimas sofre de uma enfermidade cardiopulmonar. O refém poderá morrer se nao receber tratamento apropriado'', afirmou Lim, sem precisar a identidade ou nacionalidade do refém.

Outro médico da administraçao que na segunda-feira passada pôde ver os reféns declarou que um alemao e um francês deveriam ser imediatamente evacuados para o hospital local.

Em Manila, um porta-voz militar anunciou que Galib Mujid, um dos chefes do grupo dos rebeldes de Abu Sayyaf que seqüestrou os reféns, morreu ontem, durante um enfrentamento com os soldados.

Segundo o coronel Rafael Romero, as forças governamentais disparam depois que os rebeldes quiseram forçar uma barreira das tropas mobilizadas em torno de seu acampamento na selva do sul da ilha de Jolo.

Os primeiros disparos ocorreram na terça-feira e forçaram os guerrilheiros a se deslocarem cerca de um quilômetro de seu primeiro acampamento, segundo o secretário da Defesa, Orlando Mercado.

Por sua parte, o negociador do governo filipino nesta crise, Nur Misuari, ameaçou nesta quinta renunciar se o exército nao interromper suas operaçoes.

Os rebeldes anunciaram na quarta-feira que reféns estrangeiros morreram durante um combate na terça-feira passada com o exécito, mas as autoridades filipinas desmentiram as informaçoes.

No entanto, esta notícia aumentou a pressao diplomática dos países das respectivas nacionalidades dos reféns.

Em Jolo, os serviços de inteligência suspeitam que os rebeldes do grupo Abu Sayyaf querem se apoderar de jornalistas estrangeiros e cometer atentados para dissuadir o exército de efetuar operaçoes contra seu grupo.

O diretor da polícia da província, Candido Casimoro, indicou que foram tomadas medidas para reforçar a segurança no Sul da ilha de Jolo.

Também foram tomadas medidas extras nas instalaçoes militares das ilhas Sulu (onde se encontra Jolo), nas emissoras de rádio e televisao e também nos postos de gasolina.



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Chefe de seqüestradores filipinos teria morrido em conflito

Do Diário do Grande ABC

04/05/2000 | 09:41


O chefe dos extremistas muçulmanos que mantém como reféns 21 turistas na ilha de Jolo, sul das Filipinas, morreu em um enfrentamento com o exército e um prisioneiro estrangeiro, gravemente doente, pode morrer por falta de atendimento hospitalar, declarou uma médica nesta quinta-feira.

Yuda Lim, responsável pela secretaria de saúde da regiao onde estao detidos os prisioneiros - nove malaios, três alemas, um cassal francês, dois finlandeses, um casal sul-africano, uma libanesea e dois filipinos -, partiu nesta quinta-feira em uma missao junto aos seqüestradores da ilha de Jolo.

A médica declarou a uma emissora local que pedirá aos rebeldes que libertem todos os doentes para que possam ser hospitalizados.

``Uma das vítimas sofre de uma enfermidade cardiopulmonar. O refém poderá morrer se nao receber tratamento apropriado'', afirmou Lim, sem precisar a identidade ou nacionalidade do refém.

Outro médico da administraçao que na segunda-feira passada pôde ver os reféns declarou que um alemao e um francês deveriam ser imediatamente evacuados para o hospital local.

Em Manila, um porta-voz militar anunciou que Galib Mujid, um dos chefes do grupo dos rebeldes de Abu Sayyaf que seqüestrou os reféns, morreu ontem, durante um enfrentamento com os soldados.

Segundo o coronel Rafael Romero, as forças governamentais disparam depois que os rebeldes quiseram forçar uma barreira das tropas mobilizadas em torno de seu acampamento na selva do sul da ilha de Jolo.

Os primeiros disparos ocorreram na terça-feira e forçaram os guerrilheiros a se deslocarem cerca de um quilômetro de seu primeiro acampamento, segundo o secretário da Defesa, Orlando Mercado.

Por sua parte, o negociador do governo filipino nesta crise, Nur Misuari, ameaçou nesta quinta renunciar se o exército nao interromper suas operaçoes.

Os rebeldes anunciaram na quarta-feira que reféns estrangeiros morreram durante um combate na terça-feira passada com o exécito, mas as autoridades filipinas desmentiram as informaçoes.

No entanto, esta notícia aumentou a pressao diplomática dos países das respectivas nacionalidades dos reféns.

Em Jolo, os serviços de inteligência suspeitam que os rebeldes do grupo Abu Sayyaf querem se apoderar de jornalistas estrangeiros e cometer atentados para dissuadir o exército de efetuar operaçoes contra seu grupo.

O diretor da polícia da província, Candido Casimoro, indicou que foram tomadas medidas para reforçar a segurança no Sul da ilha de Jolo.

Também foram tomadas medidas extras nas instalaçoes militares das ilhas Sulu (onde se encontra Jolo), nas emissoras de rádio e televisao e também nos postos de gasolina.

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