Política Titulo Segundo TCE
Gastos com Covid sobem 37% em junho no Grande ABC

Valores dependidos atingem R$ 222 milhões no total, ante R$ 162 mi nos dois meses anteriores

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC
16/08/2020 | 07:00
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Pixabay


 Os valores gastos pelas prefeituras do Grande ABC em ações de combate à pandemia de Covid-19 subiram 37,1% em junho. Os números estão registrados em levantamento do TCE (Tribunal de Contas do Estado), e compilados pelo Diário, com base em dados repassados pelas próprias administrações municipais. No último mês de atualização do estudo, as sete cidades despenderam, juntas, o montante de R$ 222,7 milhões no total, contabilizando o período acumulado desde o começo da crise sanitária no País, ante o volume de R$ 162,4 milhões computados em abril e maio.

A nova quantia atualizada, portanto, refere-se à somatória dos desembolsos empenhados em abril, maio e junho contra o coronavírus na região. A diferença em cifras dentro do intervalo de 30 dias, entre o primeiro estrato para o mais recente, é de R$ 60,34 milhões, o que mostra investimento ainda pesado no mês em tela, embora com tendência de estabilização em julho. Isso porque o período é relacionado às atividades iniciais dos governos na tentativa de frear a proliferação da doença, com compras em massa de insumos, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), estrutura para exames especializados e implantação de hospitais de campanha.

Neste painel extraído de junho, Santo André aparece com dispêndios de R$ 15,32 milhões, sendo empregados R$ 62,2 milhões no acumulado (confira quadro abaixo). Diadema, por sua vez, anotou R$ 23,28 milhões no último mês registrado, perfazendo o total de R$ 43 milhões. No topo do rol, São Bernardo aplicou R$ 73 milhões. Destes valores, R$ 32,4 milhões foram em contratos sem licitação. No âmbito regional, foram R$ 115 milhões gastos em vínculos sem abertura de certame – um acréscimo de 26% em relação ao período anterior –, o que está permitido por lei em decorrência do estado de calamidade pública. Apesar do volume financeiro, o Grande ABC tem marca de pouco mais de 1.900 mortes.

No que tange a transferências de outros entes, incluindo os governos estadual e federal, a região recebeu R$ 170,78 milhões em repasses. Ribeirão Pires teve R$ 4,6 milhões. Já Mauá angariou R$ 17,4 milhões, sendo R$ 12,1 milhões da União e R$ 5,2 milhões do Palácio dos Bandeirantes. A cidade está entre as cinco da região que montaram estrutura específica para atendimento a pacientes com Covid – exceção ficou somente em Diadema e Rio Grande da Serra. Cabe frisar que o contrato atrelado ao hospital provisório no município, recentemente estendido, é alvo do Ministério Público, por suspeita de irregularidades. O equipamento deve ser desativado amanhã.

A Prefeitura de São Caetano pontuou que em junho as despesas para o controle da pandemia “se estabilizaram, o que é tendência” também para os meses subsequentes. “O que se observa no município com os resultados apresentados pelos cinco programas de testagem é que houve aumento do índice de positividade na população, e estabilidade na taxa de ocupação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Nesta tendência, as ações implantadas em abril devem permanecer para os próximos meses, podendo ser readequadas de acordo com a evolução da doença.”

São Bernardo sustentou que o enfrentamento à Covid-19 “terá caráter permanente” na cidade, “enquanto perdurar a pandemia, com investimentos no custeio dos hospitais exclusivos, compra de testes e insumos e demais despesas necessárias para combater a doença”. Segundo o Paço de Diadema, a maior variação está relacionada com o empenhamento de despesas com pessoal – profissionais que estão trabalhando diretamente na linha de frente.




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