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Bancos da América Central encaram riscos crescentes de ativos, segundo a Moody's



15/09/2016 | 00:00


Os bancos da América Central enfrentam riscos crescentes de ativos, uma vez que as taxas de juros da região parecem estar destinadas a aumentar, o que elevaria os custos do serviço da dívida para os tomadores de empréstimos, de acordo com um relatório da Moody''s publicado hoje.

A agência avalia que as taxas de empréstimos domésticos provavelmente aumentarão, já que a demanda por crédito continua superando o crescimento dos depósitos. "As taxas de juros também devem ser sensíveis a um possível aperto monetário nos Estados Unidos, dada a alta dolarização na região".

"El Salvador e Panamá têm economias totalmente dolarizadas, o que significa que uma política monetária mais estrita nos EUA teria um impacto direto nos sistemas bancários desses países", disse Georges Hatcherian, analista da Moody''s.

Na visão da Moody''s, além de colocar a região em uma posição de vulnerabilidade diante da política monetária dos EUA, a alta dolarização da América Central aumenta o risco de "descasamento entre moedas". A agência lembra que, na Costa Rica, a metade dos empréstimos totais são denominados em moeda estrangeira, e pelo menos 60% desses empréstimos foram concedidos a indivíduos cujas receitas são denominadas em moeda local.

A agência também diz que uma possível retirada de bancos internacionais em meio a preocupações gerais relacionadas à mitigação de riscos e à lavagem de dinheiro - que se somam aos riscos de pagamento e financiamento - é outro desafio que os bancos da América Central estão enfrentando. "Uma maior aversão ao risco levou os bancos internacionais a reduzir suas relações com a região, tornando o processamento de pagamentos internacionais por pequenos bancos". (Matheus Maderal - matheus.maderal@estadao.com)



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Bancos da América Central encaram riscos crescentes de ativos, segundo a Moody's


15/09/2016 | 00:00


Os bancos da América Central enfrentam riscos crescentes de ativos, uma vez que as taxas de juros da região parecem estar destinadas a aumentar, o que elevaria os custos do serviço da dívida para os tomadores de empréstimos, de acordo com um relatório da Moody''s publicado hoje.

A agência avalia que as taxas de empréstimos domésticos provavelmente aumentarão, já que a demanda por crédito continua superando o crescimento dos depósitos. "As taxas de juros também devem ser sensíveis a um possível aperto monetário nos Estados Unidos, dada a alta dolarização na região".

"El Salvador e Panamá têm economias totalmente dolarizadas, o que significa que uma política monetária mais estrita nos EUA teria um impacto direto nos sistemas bancários desses países", disse Georges Hatcherian, analista da Moody''s.

Na visão da Moody''s, além de colocar a região em uma posição de vulnerabilidade diante da política monetária dos EUA, a alta dolarização da América Central aumenta o risco de "descasamento entre moedas". A agência lembra que, na Costa Rica, a metade dos empréstimos totais são denominados em moeda estrangeira, e pelo menos 60% desses empréstimos foram concedidos a indivíduos cujas receitas são denominadas em moeda local.

A agência também diz que uma possível retirada de bancos internacionais em meio a preocupações gerais relacionadas à mitigação de riscos e à lavagem de dinheiro - que se somam aos riscos de pagamento e financiamento - é outro desafio que os bancos da América Central estão enfrentando. "Uma maior aversão ao risco levou os bancos internacionais a reduzir suas relações com a região, tornando o processamento de pagamentos internacionais por pequenos bancos". (Matheus Maderal - matheus.maderal@estadao.com)

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