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Teatro para a primeira infância


Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/09/2010 | 07:02


Se fosse espetáculo comum, o público certamente seria repreendido por causa das risadinhas, manhas e choros. Mas em Anda, da companhia espanhola La Casa Incierta, a espontaneidade faz parte da peça. A diferença desta para as outras montagens é que a história é feita especialmente para quem tem de 0 a 3 anos.

"Sempre me surpreendo com a capacidade de concentração e de entendimento dos pequenos. Além disso, Anda (que encerrou ontem apresentações no teatro Clara Nunes, em Diadema) é oportunidade de interação entre pais e filhos", explicou a atriz Clarice Cardell, que é mãe de duas crianças de 5 e 8 anos. O espetáculo é dirigido pelo marido dela, Carlos Laredo. "A reação dos pais com a história é sentida pelos mais novos, inclusive, bebês", garantiu.

Cardell conduz o espetáculo de 30 minutos falando da poesia da maternidade. Para se sentir mais aconchegado, o público é acomodado no palco, perto da cena. A atriz usa um vestido branco onde são projetadas imagens em sua barriga, que dão a ideia da emoção da gravidez e da chegada do filho. "Nascer é poesia", disse.

Durante a peça, as lágrimas rolam. Os adultos ficam emocionados com a intensidade e a interpretação da futura mãe. A história tocou tanto o escritor Reni Adriano, 28, que ele ficou com vontade de ser pai. "É delicado, sutil. Fala de proteção e instinto. Não há como não se emocionar." Quando ouviu falar de teatro para bebês, o escritor imaginou que seria algo mais interativo. "Percebi que eles mexem muito com o visual e é incrível a sintonia entre as crianças."

A veterinária e psicóloga Márcia Georgetti, 41, também ficou surpresa. "Minha filha prestou atenção e até deu risada em alguns momentos", contou. Esta foi a primeira vez que Irene, 11 meses, entrou em um teatro. "Ela não fala, mas entende tudo. O lazer faz parte do processo de aprendizado, educação e desenvolvimento. A ideia é fantástica."

O mesmo achou Marcelo Torres, 26. Pai de uma menina de 5 anos e de outra de três meses, ele classificou a apresentação como consciente, equilibrada e inteligente, pois envolve sentimentos. "Acho importante o homem também participar de todos os momentos mágicos da gestação, bem como acompanhar o crescimento do filho. Não tem preço."



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Teatro para a primeira infância

Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/09/2010 | 07:02


Se fosse espetáculo comum, o público certamente seria repreendido por causa das risadinhas, manhas e choros. Mas em Anda, da companhia espanhola La Casa Incierta, a espontaneidade faz parte da peça. A diferença desta para as outras montagens é que a história é feita especialmente para quem tem de 0 a 3 anos.

"Sempre me surpreendo com a capacidade de concentração e de entendimento dos pequenos. Além disso, Anda (que encerrou ontem apresentações no teatro Clara Nunes, em Diadema) é oportunidade de interação entre pais e filhos", explicou a atriz Clarice Cardell, que é mãe de duas crianças de 5 e 8 anos. O espetáculo é dirigido pelo marido dela, Carlos Laredo. "A reação dos pais com a história é sentida pelos mais novos, inclusive, bebês", garantiu.

Cardell conduz o espetáculo de 30 minutos falando da poesia da maternidade. Para se sentir mais aconchegado, o público é acomodado no palco, perto da cena. A atriz usa um vestido branco onde são projetadas imagens em sua barriga, que dão a ideia da emoção da gravidez e da chegada do filho. "Nascer é poesia", disse.

Durante a peça, as lágrimas rolam. Os adultos ficam emocionados com a intensidade e a interpretação da futura mãe. A história tocou tanto o escritor Reni Adriano, 28, que ele ficou com vontade de ser pai. "É delicado, sutil. Fala de proteção e instinto. Não há como não se emocionar." Quando ouviu falar de teatro para bebês, o escritor imaginou que seria algo mais interativo. "Percebi que eles mexem muito com o visual e é incrível a sintonia entre as crianças."

A veterinária e psicóloga Márcia Georgetti, 41, também ficou surpresa. "Minha filha prestou atenção e até deu risada em alguns momentos", contou. Esta foi a primeira vez que Irene, 11 meses, entrou em um teatro. "Ela não fala, mas entende tudo. O lazer faz parte do processo de aprendizado, educação e desenvolvimento. A ideia é fantástica."

O mesmo achou Marcelo Torres, 26. Pai de uma menina de 5 anos e de outra de três meses, ele classificou a apresentação como consciente, equilibrada e inteligente, pois envolve sentimentos. "Acho importante o homem também participar de todos os momentos mágicos da gestação, bem como acompanhar o crescimento do filho. Não tem preço."

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