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Você ainda terá um carro chinês?


Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

14/07/2010 | 07:08


Você ainda vai ter um carro chinês? A probabilidade de que isso aconteça nos próximos anos, segundo especialistas do setor, não é pequena. Locomotiva do mundo na atualidade, a China se prepara para dominar também a indústria automobilística globalmente. Mercado estratégico, o Brasil já é estudado muito atentamente por eles.

A história conta que cerca de 30 anos atrás ninguém pensava em ter carro japonês - hoje são desejados, Há 15 anos, veículos coreanos eram vistos com desdém - atualmente ninguém dúvida que estão entre os melhores.

Três anos atrás, automóveis chineses eram ridicularizados nos grandes salões internacionais. Mas eles já preparam novo ciclo, com tecnologia, design e preço competitivo garantido pela escala de produção.

"Uma reputação. Uma marca precisa ser construída ao longo do tempo", afirma Francisco Satkunas, integrante da SAE (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade). "Mas ninguém duvida que hoje em dia os processos são muito mais velozes."

O próximo Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, será um teste para marcas que buscam abrir novos mercados e encabeçar a segunda onda da indústria chinesa. A primeira fase foi marcada por cópias e produtos de qualidade duvidosa. Em andamento, a segunda tem foco na qualidade, tecnologia e preço.

Num evento que reunirá na Capital paulista as melhores montadoras do mundo e que contará com mais de 500 modelos expostos por mais de 50 marcas, objetivo é usar conhecimento de parceiros locais para ganhar a confiança do sul-americano e, principalmente, do consumidor brasileiro - avesso a produtos que não conhece.

"Já existem automóveis chineses muito bons - com design, acabamento sofisticado e durabilidade ", afirmou o empresário Sérgio Habib, que representará a chinesa JAC no Brasil. A JAC lançará quatro modelos durante o Salão - as vendas estão previstas para o primeiro trimestre de 2011.

"O problema é que os primeiros importados não estavam à altura do padrão de exigência do brasileiro. Mas isto vai começar a mudar em breve", assegura o empresário.

Nem faz tanto tempo assim que os carros da China desembarcaram aqui. Vítima de gozação em razão do nome, a primeira foi a Chana, em 2006. Depois vieram BYD, Lifan, Hafei, Jinbei e a Chery. De zero de participação, o objetivo é conquistar 5% do mercado brasileiro até 2015 - que deverá estar girando em torno de 4,5 milhões de unidades anuais.

Acreditando no potencial dos chineses, Habib já providencia a abertura de 30 concessionárias pelo País. "Os brasileiros vão se surpreender com os veículos fabricados pela JAC", promete. Ele tem feito viagens frequentes à China, onde o crescimento industrial e de infraestrutura impressiona os visitantes.

Enquanto a JAC se prepara, a Chery já busca seu espaço. Recentemente, apresentou o Cielo, nas versões hatch e sedã por R$ 41,9 mil. O compacto Face já está à venda por R$ 31,9 mil - mesmo pagando imposto de importação de 35% e enfrentando longas distâncias para chegar ao mercado brasileiro .

Para surpreender a concorrência, a Chery oferece bom nível de equipamento de série, como ar-condicionado, freios ABS, air bag e som, entre outros. Com o subcompacto QQ prometido por R$ 20 mil, a Chery espera entrar na base do mercado brasileiro e vender 10 mil unidades neste ano e o dobro em 2011.

"A Chery não é uma aventureira", afirma Luis Curi, presidente da Chery do Brasil. "A empresa chega com produtos de qualidade e baratos para fazer história no País."

De acordo com ele, a Chery pretende investir US$ 700 milhões na construção de fábrica no Brasil com capacidade anual de 150 mil veículos. BYD, Lifan, Chana e Hafei também cogitam a fabricação local na América do Sul.

"A China já é a maior produtora e vendedora de automóveis do mundo, sendo notoriamente a próxima potência mundial", afirmou o consultor Philip Kotler, renomado analista do mercado internacional.



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Você ainda terá um carro chinês?

Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

14/07/2010 | 07:08


Você ainda vai ter um carro chinês? A probabilidade de que isso aconteça nos próximos anos, segundo especialistas do setor, não é pequena. Locomotiva do mundo na atualidade, a China se prepara para dominar também a indústria automobilística globalmente. Mercado estratégico, o Brasil já é estudado muito atentamente por eles.

A história conta que cerca de 30 anos atrás ninguém pensava em ter carro japonês - hoje são desejados, Há 15 anos, veículos coreanos eram vistos com desdém - atualmente ninguém dúvida que estão entre os melhores.

Três anos atrás, automóveis chineses eram ridicularizados nos grandes salões internacionais. Mas eles já preparam novo ciclo, com tecnologia, design e preço competitivo garantido pela escala de produção.

"Uma reputação. Uma marca precisa ser construída ao longo do tempo", afirma Francisco Satkunas, integrante da SAE (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade). "Mas ninguém duvida que hoje em dia os processos são muito mais velozes."

O próximo Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, será um teste para marcas que buscam abrir novos mercados e encabeçar a segunda onda da indústria chinesa. A primeira fase foi marcada por cópias e produtos de qualidade duvidosa. Em andamento, a segunda tem foco na qualidade, tecnologia e preço.

Num evento que reunirá na Capital paulista as melhores montadoras do mundo e que contará com mais de 500 modelos expostos por mais de 50 marcas, objetivo é usar conhecimento de parceiros locais para ganhar a confiança do sul-americano e, principalmente, do consumidor brasileiro - avesso a produtos que não conhece.

"Já existem automóveis chineses muito bons - com design, acabamento sofisticado e durabilidade ", afirmou o empresário Sérgio Habib, que representará a chinesa JAC no Brasil. A JAC lançará quatro modelos durante o Salão - as vendas estão previstas para o primeiro trimestre de 2011.

"O problema é que os primeiros importados não estavam à altura do padrão de exigência do brasileiro. Mas isto vai começar a mudar em breve", assegura o empresário.

Nem faz tanto tempo assim que os carros da China desembarcaram aqui. Vítima de gozação em razão do nome, a primeira foi a Chana, em 2006. Depois vieram BYD, Lifan, Hafei, Jinbei e a Chery. De zero de participação, o objetivo é conquistar 5% do mercado brasileiro até 2015 - que deverá estar girando em torno de 4,5 milhões de unidades anuais.

Acreditando no potencial dos chineses, Habib já providencia a abertura de 30 concessionárias pelo País. "Os brasileiros vão se surpreender com os veículos fabricados pela JAC", promete. Ele tem feito viagens frequentes à China, onde o crescimento industrial e de infraestrutura impressiona os visitantes.

Enquanto a JAC se prepara, a Chery já busca seu espaço. Recentemente, apresentou o Cielo, nas versões hatch e sedã por R$ 41,9 mil. O compacto Face já está à venda por R$ 31,9 mil - mesmo pagando imposto de importação de 35% e enfrentando longas distâncias para chegar ao mercado brasileiro .

Para surpreender a concorrência, a Chery oferece bom nível de equipamento de série, como ar-condicionado, freios ABS, air bag e som, entre outros. Com o subcompacto QQ prometido por R$ 20 mil, a Chery espera entrar na base do mercado brasileiro e vender 10 mil unidades neste ano e o dobro em 2011.

"A Chery não é uma aventureira", afirma Luis Curi, presidente da Chery do Brasil. "A empresa chega com produtos de qualidade e baratos para fazer história no País."

De acordo com ele, a Chery pretende investir US$ 700 milhões na construção de fábrica no Brasil com capacidade anual de 150 mil veículos. BYD, Lifan, Chana e Hafei também cogitam a fabricação local na América do Sul.

"A China já é a maior produtora e vendedora de automóveis do mundo, sendo notoriamente a próxima potência mundial", afirmou o consultor Philip Kotler, renomado analista do mercado internacional.

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