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Com brasileiro não há quem possa

Já há reclamações supostamente nacionalistas contra as exigências da Fifa para a Copa de 2014.


Carlos Brickmann

14/07/2010 | 00:00


Já há reclamações supostamente nacionalistas contra as exigências da Fifa para a Copa de 2014. Jerome Valcke, o cartola que não é exatamente um diplomata, disse que é preciso construir estádios, estradas, aeroportos, ampliar muito o sistema de telecomunicações e verificar se há hotéis suficientes. O presidente Lula se irritou: "Se o Brasil não tiver condições, garanto que volto da África a nado".

O cartolão da Fifa pode ser grosso, mas o que se discute não é etiqueta: o que é preciso saber é se tem razão, não se Lula sabe nadar. E o fato é que tem. É preciso construir e reformar estádios, estradas, aeroportos, melhorar telecomunicações, tudo isso. E até agora nem se sabe onde será a abertura da Copa de 2014.

Há coisas difíceis de resolver, além das obras. O estádio de Manaus, por exemplo, pode ser feito rapidamente. Mas é preciso saber o que acontecerá com ele depois da Copa, já que o futebol no Amazonas não tem grande apelo popular. Em Belém do Pará existe o gosto pelo futebol. Mas Belém não é uma das sedes.

Há o caso de São Paulo. Pode-se optar por um estádio pronto e reformá-lo, pode-se construir um estádio novo. O que não se pode é ficar adiando a decisão. O estádio, novo ou reformado, precisará de um bom sistema de transportes. Como construí-lo, se não se sabe onde estará o tal estádio?

ETA, SÍMBOLO FEIO!

E, já que é preciso fazer tanta coisa, por que não mexer no horroroso símbolo que a CBF escolheu para a Copa do Brasil? Um País que ficou famoso pela arquitetura, que apresentou ao mundo designers como Aloísio Magalhães, Sérgio Rodrigues, os irmãos Campana, que levou ao ponto máximo o talento do austríaco Hans Donner, não pode ficar com aquele símbolo que parece com mãos tentando roubar a taça. Aliás, parabéns ao Dalcio, do Correio Popular de Campinas, SP, pelo achado brilhante (www.brickmann.com.br/artigos.php): a taça de cabeça para baixo, como um saco de propina, o ‘2' de 2014 transformado em cifrão.

REVOGUE-SE O IRREVOGÁVEL

O candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, depois que revogou sua renúncia irrevogável à liderança de Lula no Senado, parece ter adotado uma linguagem própria, menos linear que o bigode muito bem aparado. Seu comentário: "Começou a contagem regressiva para a Copa de 2014 no Brasil e a indefinição se a abertura do torneio será no Estado ainda está indefinida".

O CREDI-SERRA

Depois de entregar ao TSE dois discursos como se fossem seu programa de governo, o candidato tucano José Serra inicia agora a apresentação do programa de verdade (ou pelo menos é o que se espera): sai em pílulas diárias, pela internet. Tudo bem, programa de governo nunca é mesmo para valer, então que seja em suaves prestações. Mais precisamente, em 15 módicas prestações diárias.

AH, BOM

O PSL anunciou que não terá candidato à Presidência da República. Mas talvez tenha: Américo de Souza pediu o registro de sua candidatura, aprovada pela convenção do PSL. O TSE decidirá se o registro é válido. É uma decisão interessante: seja qual for, com candidato ou não, não faz a menor diferença.

LG, ENFIM

Depois que esta coluna revelou o prejuízo dos consumidores que compraram a TV Time Machine, da LG, sem saber que dava defeito (e que o conserto do defeito custava quase o preço de uma TV nova), a empresa finalmente se manifestou: em anúncios imensos, fez um recall, comprometendo-se a consertar gratuitamente as TVs que derem esse defeito, a trocar as peças de TVs que ainda não deram defeito e a reembolsar os clientes que pagaram caro pelo conserto, enquanto a LG fingia que não era com ela. Uma boa atitude - tardia, mas boa.



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Com brasileiro não há quem possa

Já há reclamações supostamente nacionalistas contra as exigências da Fifa para a Copa de 2014.

Carlos Brickmann

14/07/2010 | 00:00


Já há reclamações supostamente nacionalistas contra as exigências da Fifa para a Copa de 2014. Jerome Valcke, o cartola que não é exatamente um diplomata, disse que é preciso construir estádios, estradas, aeroportos, ampliar muito o sistema de telecomunicações e verificar se há hotéis suficientes. O presidente Lula se irritou: "Se o Brasil não tiver condições, garanto que volto da África a nado".

O cartolão da Fifa pode ser grosso, mas o que se discute não é etiqueta: o que é preciso saber é se tem razão, não se Lula sabe nadar. E o fato é que tem. É preciso construir e reformar estádios, estradas, aeroportos, melhorar telecomunicações, tudo isso. E até agora nem se sabe onde será a abertura da Copa de 2014.

Há coisas difíceis de resolver, além das obras. O estádio de Manaus, por exemplo, pode ser feito rapidamente. Mas é preciso saber o que acontecerá com ele depois da Copa, já que o futebol no Amazonas não tem grande apelo popular. Em Belém do Pará existe o gosto pelo futebol. Mas Belém não é uma das sedes.

Há o caso de São Paulo. Pode-se optar por um estádio pronto e reformá-lo, pode-se construir um estádio novo. O que não se pode é ficar adiando a decisão. O estádio, novo ou reformado, precisará de um bom sistema de transportes. Como construí-lo, se não se sabe onde estará o tal estádio?

ETA, SÍMBOLO FEIO!

E, já que é preciso fazer tanta coisa, por que não mexer no horroroso símbolo que a CBF escolheu para a Copa do Brasil? Um País que ficou famoso pela arquitetura, que apresentou ao mundo designers como Aloísio Magalhães, Sérgio Rodrigues, os irmãos Campana, que levou ao ponto máximo o talento do austríaco Hans Donner, não pode ficar com aquele símbolo que parece com mãos tentando roubar a taça. Aliás, parabéns ao Dalcio, do Correio Popular de Campinas, SP, pelo achado brilhante (www.brickmann.com.br/artigos.php): a taça de cabeça para baixo, como um saco de propina, o ‘2' de 2014 transformado em cifrão.

REVOGUE-SE O IRREVOGÁVEL

O candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, depois que revogou sua renúncia irrevogável à liderança de Lula no Senado, parece ter adotado uma linguagem própria, menos linear que o bigode muito bem aparado. Seu comentário: "Começou a contagem regressiva para a Copa de 2014 no Brasil e a indefinição se a abertura do torneio será no Estado ainda está indefinida".

O CREDI-SERRA

Depois de entregar ao TSE dois discursos como se fossem seu programa de governo, o candidato tucano José Serra inicia agora a apresentação do programa de verdade (ou pelo menos é o que se espera): sai em pílulas diárias, pela internet. Tudo bem, programa de governo nunca é mesmo para valer, então que seja em suaves prestações. Mais precisamente, em 15 módicas prestações diárias.

AH, BOM

O PSL anunciou que não terá candidato à Presidência da República. Mas talvez tenha: Américo de Souza pediu o registro de sua candidatura, aprovada pela convenção do PSL. O TSE decidirá se o registro é válido. É uma decisão interessante: seja qual for, com candidato ou não, não faz a menor diferença.

LG, ENFIM

Depois que esta coluna revelou o prejuízo dos consumidores que compraram a TV Time Machine, da LG, sem saber que dava defeito (e que o conserto do defeito custava quase o preço de uma TV nova), a empresa finalmente se manifestou: em anúncios imensos, fez um recall, comprometendo-se a consertar gratuitamente as TVs que derem esse defeito, a trocar as peças de TVs que ainda não deram defeito e a reembolsar os clientes que pagaram caro pelo conserto, enquanto a LG fingia que não era com ela. Uma boa atitude - tardia, mas boa.

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