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Paulo Moura morre aos 77 anos



14/07/2010 | 07:11


Há quem diga que o clarinete é o instrumento que, de tão sublime, mais nos aproxima dos céus. Agora imagine o que ocorria quando ele era tocado pelo maior craque do pedaço, por um músico genial. Pois bem, essa voz capaz de elevar o profano ao sagrado foi silenciada com a partida de Paulo Moura, na noite de anteontem. O clarinetista e saxofonista, 77 anos, estava internado desde o dia 4 na Clínica São Vicente, no Rio, e realizava tratamento para tentar curar um linfoma (câncer no sistema linfático). O corpo do músico será velado hoje no Salão Nobre do Teatro Carlos Gomes, das 11h às 16h.

Nascido em 1933, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, filho do também clarinetista e mestre de banda Pedro Moura, Paulo era irmão dos trombonista Valdemar e dos trompetistas José e Alberico, e partiu para as primeiras aventuranças e incursões musicais nos salões de gafieiras e nos cafés da Praça Tiradentes.

Com facilidade de aprendizado e ouvido apuradíssimo, assombrava seus professores, primeiro na Escola Nacional de Música, depois com mestres do porte de Moacir Santos, com quem estudou orquestração e fatalmente aprendeu lições indeléveis de saxofone, Guerra Peixe e José Siqueira, que lhe passaram noções de harmonia, contraponto e fuga, e Paulo Silva e Lincoln Pádua, em aulas sobre teoria e contraponto.

Para ser incensado como um dos maiores, senão o grande nome do clarinete na música popular aqui no País, Paulo Moura, figura sempre afável nos palcos, palmilhou uma longa estrada, apresentando-se com grandes nomes nacionais e estrangeiros. Foi assim desde seu primeiro registro fonográfico, em 1951, quando logo de cara acompanhou Dalva de Oliveira cantando nada mais, nada menos que Palhaço (Nelson Cavaquinho), até seu último trabalho, AfroBossaNova, ao lado de Armandinho, lançado no ano passado.

Foram cerca de 40 álbuns, fora participações nos discos de outros compositores e intérpretes, como Milton Nascimento e Elis Regina. Seus improvisos ensinavam que não era a quantidade de notas o que mais importava, e sim a emoção emanada do peito.

O programa Ensaio, da TV Cultura, exibe hoje, às 23h, especial com Paulo Moura e João Donato.



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Paulo Moura morre aos 77 anos


14/07/2010 | 07:11


Há quem diga que o clarinete é o instrumento que, de tão sublime, mais nos aproxima dos céus. Agora imagine o que ocorria quando ele era tocado pelo maior craque do pedaço, por um músico genial. Pois bem, essa voz capaz de elevar o profano ao sagrado foi silenciada com a partida de Paulo Moura, na noite de anteontem. O clarinetista e saxofonista, 77 anos, estava internado desde o dia 4 na Clínica São Vicente, no Rio, e realizava tratamento para tentar curar um linfoma (câncer no sistema linfático). O corpo do músico será velado hoje no Salão Nobre do Teatro Carlos Gomes, das 11h às 16h.

Nascido em 1933, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, filho do também clarinetista e mestre de banda Pedro Moura, Paulo era irmão dos trombonista Valdemar e dos trompetistas José e Alberico, e partiu para as primeiras aventuranças e incursões musicais nos salões de gafieiras e nos cafés da Praça Tiradentes.

Com facilidade de aprendizado e ouvido apuradíssimo, assombrava seus professores, primeiro na Escola Nacional de Música, depois com mestres do porte de Moacir Santos, com quem estudou orquestração e fatalmente aprendeu lições indeléveis de saxofone, Guerra Peixe e José Siqueira, que lhe passaram noções de harmonia, contraponto e fuga, e Paulo Silva e Lincoln Pádua, em aulas sobre teoria e contraponto.

Para ser incensado como um dos maiores, senão o grande nome do clarinete na música popular aqui no País, Paulo Moura, figura sempre afável nos palcos, palmilhou uma longa estrada, apresentando-se com grandes nomes nacionais e estrangeiros. Foi assim desde seu primeiro registro fonográfico, em 1951, quando logo de cara acompanhou Dalva de Oliveira cantando nada mais, nada menos que Palhaço (Nelson Cavaquinho), até seu último trabalho, AfroBossaNova, ao lado de Armandinho, lançado no ano passado.

Foram cerca de 40 álbuns, fora participações nos discos de outros compositores e intérpretes, como Milton Nascimento e Elis Regina. Seus improvisos ensinavam que não era a quantidade de notas o que mais importava, e sim a emoção emanada do peito.

O programa Ensaio, da TV Cultura, exibe hoje, às 23h, especial com Paulo Moura e João Donato.

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