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Mangabeira busca apoios no Grande ABC


Kléber Werneck
Do Diário do Grande ABC

11/07/2005 | 08:09


O filósofo Roberto Mangabeira Unger (PDT) esteve em Santo André no último fim de semana para articular apoios para sua candidatura à Presidência da República no ano que vem. Ele almoçou com o presidente estadual do PHS e secretário de Comunicação de São Bernardo, Raimundo Salles, que será o responsável por sua agenda política no estado. Pré-candidato em seu partido, Mangabeira afirmou que está no início de uma caminhada que pretende percorrer todo o país para divulgar seu plano de governo, o qual classifica "uma nova alternativa nacional".

Ex-aliado do falecido governador Leonel Brizola – que lhe abriu as portas do PDT – e guru do atual ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, na última campanha presidencial, o professor de Havard avalia que é hora de sair da retaguarda e assumir a linha de frente na disputa. "Eu me convenci, afinal, que o erro foi meu, em limitar meu engajamento e esperar que outro pudesse lutar por essas idéias minhas", disse com o sotaque americano carregado adquirido durante o tempo que estudou e morou nos Estados Unidos.

O PHS de Salles é um dos partidos da aliança em torno de Unger, que negocia também com o PPS e o PP. Essa articulação já valeria ao filósofo cinco minutos no horário eleitoral gratuíto. "Isso basta e com isso já teremos mais quatro minutos para a campanha eleitoral."

O presidente estadual do PHS, por sua vez, afirmou que Mangabeira poderá dar uma boa contrapartida para os candidatos da legenda. "A imagem dele transmite credibilidade. Andar ao lado do Mangabeira faz bem para qualquer candidato", disse Salles.

Mangabeira evitou fazer uma classificação ideológica de seu campanha, negando ser de esquerda ou direita. Disse apenas que é uma alternativa contra o binômio eleitoral PT-PSDB. "Nós temos agora de demonstrar ao país que existe uma alternativa moderada, sóbria, austera, realista", afirmou.

Mas o assunto preferido do filósofo hoje é seu projeto para o país. Repetiu insistentemente as bases de sua proposta político-econômica, calcadas na instrumentalização da classe média. "A grande revolução brasileira seria instrumentalizar essa gente. Para isso, é precisa um governo independente. Essa é a minha proposta e não há jeito de caracterizá-la como populista, como revolucionária ou irresponsável. É a instrumentalização do produtivismo subterrâneo que sacode o país. O Brasil é um caldeirão de energia dispersa e frustrada", afirmou.

Mudanças nos direitos trabalhistas, reforma educacional e política, renegociar a dívida externa e a readequação no modelo industrial foram os pontos mais comentados do plano de governo. "Esse projeto é inteiramente factível com os instrumentos, não tem nada de messiânico, ou romântico, nada disso. É um grande erro o que fizeram os quadros dirigentes brasileiros, ao difundirem a idéia de que qualquer alternativa ao caminho em que estamos é o salto no escuro. Isso é que é responsabilidade", afirmou.

Crise – O pré-candidato à presidência do PDT não escapou de comentar a crise política que atinge o governo Lula, bombardeado por uma série de denúncias. No mesmo dia em que oficializava a aliança com o PHS, o presidente nacional do PT, José Genoino, deixava o cargo. Para Mangabeira, o governo está sendo vítima "da falta de um projeto político".



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