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PT se reúne, mas está reticente sobre CPI de propina de Lauro

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Resultado em investigação de comissão de crise na Saúde desmotiva petistas de Diadema, que cobram esclarecimentos do Paço sobre o caso


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

18/03/2015 | 07:00


A bancada do PT de Diadema vai se reunir até amanhã para analisar qual posicionamento tomará a respeito das declarações do vereador governista Reinaldo Meira (PR), que, em áudio sob investigação do Ministério Público, relatou existência de propina e funcionário fantasma no governo Lauro Michels (PV). Entretanto, o bloco de oposição está reticente sobre instalação de CPI, alegando que outras comissões abertas na Casa terminaram em pizza.

Em gravação, Meira contou que dois servidores comissionados indicados por ele para trabalhar na administração verde cometiam irregularidades. José Eliezer Júnior, conhecido como Júnior Costa, “queria cobrar propina” de feirantes e ambulantes, segundo o republicano. Já Célia Maria Francisca recebia mensalmente, mas não comparecia ao serviço, já que cursava faculdade no mesmo período. Os dois não trabalham mais no governo Lauro.

Para Josa Queiroz (PT), as informações citadas por Reinaldo Meira são “sérias”, explicitando vários crimes. “Além de funcionário fantasma e propina, há tráfico de influência, uma vez que o vereador citou que indicava funcionários na administração. O prefeito, segundo o vereador, tinha ciência (das irregularidades) e nada fez, nem procedimento interno abriu”, disse. Sindicância foi instaurada somente na segunda-feira para apurar o caso.

O petista, no entanto, mostrou contrariedade sobre abertura de CPI na Câmara. “Sou cético em relação à CPI, principalmente pelo resultado da CPI da Saúde. O prefeito poderia ser responsabilizado diretamente pelas mazelas no setor da nossa cidade e os vereadores nada fizeram”, reclamou. Na CPI da Saúde, governo federal foi considerado culpado por crise na área e Lauro, inocentado.

Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), ironizou o fato de o chefe do Executivo estar na Avenida Paulista na manifestação de domingo, enquanto seu governo é investigado pelo MP. “Vai ver que fugiu de Diadema porque a situação dele não está boa. O partido tem e vai tomar uma posição. Vamos cobrar explicações.”

Lauro afirmou que o áudio em que Meira relata as irregularidades foi “armação” de um ex-assessor do vereador, porém reconheceu que os dois ex-servidores citados, de fato, cometeram ilegalidades. “Minha gestão é limpa e transparente”, afiançou o verde, que minimizou a possibilidade de abertura de CPI. “CPI de quê? Há muito vereador lá que tem rabo de palha e não pode sentar perto de fogueira.”
 



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PT se reúne, mas está reticente sobre CPI de propina de Lauro

Resultado em investigação de comissão de crise na Saúde desmotiva petistas de Diadema, que cobram esclarecimentos do Paço sobre o caso

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

18/03/2015 | 07:00


A bancada do PT de Diadema vai se reunir até amanhã para analisar qual posicionamento tomará a respeito das declarações do vereador governista Reinaldo Meira (PR), que, em áudio sob investigação do Ministério Público, relatou existência de propina e funcionário fantasma no governo Lauro Michels (PV). Entretanto, o bloco de oposição está reticente sobre instalação de CPI, alegando que outras comissões abertas na Casa terminaram em pizza.

Em gravação, Meira contou que dois servidores comissionados indicados por ele para trabalhar na administração verde cometiam irregularidades. José Eliezer Júnior, conhecido como Júnior Costa, “queria cobrar propina” de feirantes e ambulantes, segundo o republicano. Já Célia Maria Francisca recebia mensalmente, mas não comparecia ao serviço, já que cursava faculdade no mesmo período. Os dois não trabalham mais no governo Lauro.

Para Josa Queiroz (PT), as informações citadas por Reinaldo Meira são “sérias”, explicitando vários crimes. “Além de funcionário fantasma e propina, há tráfico de influência, uma vez que o vereador citou que indicava funcionários na administração. O prefeito, segundo o vereador, tinha ciência (das irregularidades) e nada fez, nem procedimento interno abriu”, disse. Sindicância foi instaurada somente na segunda-feira para apurar o caso.

O petista, no entanto, mostrou contrariedade sobre abertura de CPI na Câmara. “Sou cético em relação à CPI, principalmente pelo resultado da CPI da Saúde. O prefeito poderia ser responsabilizado diretamente pelas mazelas no setor da nossa cidade e os vereadores nada fizeram”, reclamou. Na CPI da Saúde, governo federal foi considerado culpado por crise na área e Lauro, inocentado.

Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), ironizou o fato de o chefe do Executivo estar na Avenida Paulista na manifestação de domingo, enquanto seu governo é investigado pelo MP. “Vai ver que fugiu de Diadema porque a situação dele não está boa. O partido tem e vai tomar uma posição. Vamos cobrar explicações.”

Lauro afirmou que o áudio em que Meira relata as irregularidades foi “armação” de um ex-assessor do vereador, porém reconheceu que os dois ex-servidores citados, de fato, cometeram ilegalidades. “Minha gestão é limpa e transparente”, afiançou o verde, que minimizou a possibilidade de abertura de CPI. “CPI de quê? Há muito vereador lá que tem rabo de palha e não pode sentar perto de fogueira.”
 

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