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Pedreiro toca fios de alta tensão e leva superchoque


Adriana Gomes
Do Diário do Grande ABC

10/05/2005 | 11:23


O pedreiro autônomo Valdomiro Soares dos Reis, 46 anos, aprendeu segunda-feira uma lição nova e dolorosa, pela qual ainda não havia passado em 28 anos de trabalho. Durante uma obra na residência de um vizinho, na rua Doutor Luiz Camargo Aranha, no Jardim Itapark, em Mauá, ele levou uma descarga elétrica que provocou queimaduras de segundo grau nas duas pernas. Segundo ele, o acidente só não foi fatal provavelmente porque o peso do corpo pendurado na fiação provocou queda de energia e ele caiu no chão antes que o pior acontecesse.

Sem direitos trabalhistas, agora só resta a Valdomiro torcer para se recuperar rapidamente e encontrar outra obra para trabalhar, já que a continuidade do trabalho na casa do vizinho está fora de cogitação até segunda ordem da AES Eletropaulo. Ele contou que dois técnicos da empresa foram ao Hospital Nardini segunda-feira, quando recebia atendimento, e disseram que a obra vai ficar parada temporariamente. Fora isso, os técnicos teriam dito apenas que a parte da fiação elétrica que vitimou o pedreiro é a mais perigosa do sistema elétrico da rua.

“Eu estava montando um andaime com meu filho na frente da casa. Cheguei a isolar com plástico os fios de baixo, que achei que eram os de alta tensão. Pensei que os que estavam acima eram neutros, mas de repente acho que toquei num deles e só me lembro que fiquei grudado e tremendo até ouvir uma explosão e não ver mais nada. Encarei a morte de perto”, conta. Valdomiro trabalhava na ocasião em companhia de um dos filhos, um adolescente de 16 anos que costuma ajudá-lo nas empreitadas. Além do rapaz, outras pessoas da família costumam atuar com Valdomiro nas obras. Pai de quatro filhos, o pedreiro sabe que do seu trabalho depende boa parte do sustento da família. “Preciso voltar a trabalhar logo”, diz, enquanto demonstra grande dificuldade de movimento nas pernas.

Segundo Valdomiro, no hospital foram feitos os curativos e receitados medicamentos. Não teria sido passada nenhuma dica relativa à continuidade do tratamento.


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Pedreiro toca fios de alta tensão e leva superchoque

Adriana Gomes
Do Diário do Grande ABC

10/05/2005 | 11:23


O pedreiro autônomo Valdomiro Soares dos Reis, 46 anos, aprendeu segunda-feira uma lição nova e dolorosa, pela qual ainda não havia passado em 28 anos de trabalho. Durante uma obra na residência de um vizinho, na rua Doutor Luiz Camargo Aranha, no Jardim Itapark, em Mauá, ele levou uma descarga elétrica que provocou queimaduras de segundo grau nas duas pernas. Segundo ele, o acidente só não foi fatal provavelmente porque o peso do corpo pendurado na fiação provocou queda de energia e ele caiu no chão antes que o pior acontecesse.

Sem direitos trabalhistas, agora só resta a Valdomiro torcer para se recuperar rapidamente e encontrar outra obra para trabalhar, já que a continuidade do trabalho na casa do vizinho está fora de cogitação até segunda ordem da AES Eletropaulo. Ele contou que dois técnicos da empresa foram ao Hospital Nardini segunda-feira, quando recebia atendimento, e disseram que a obra vai ficar parada temporariamente. Fora isso, os técnicos teriam dito apenas que a parte da fiação elétrica que vitimou o pedreiro é a mais perigosa do sistema elétrico da rua.

“Eu estava montando um andaime com meu filho na frente da casa. Cheguei a isolar com plástico os fios de baixo, que achei que eram os de alta tensão. Pensei que os que estavam acima eram neutros, mas de repente acho que toquei num deles e só me lembro que fiquei grudado e tremendo até ouvir uma explosão e não ver mais nada. Encarei a morte de perto”, conta. Valdomiro trabalhava na ocasião em companhia de um dos filhos, um adolescente de 16 anos que costuma ajudá-lo nas empreitadas. Além do rapaz, outras pessoas da família costumam atuar com Valdomiro nas obras. Pai de quatro filhos, o pedreiro sabe que do seu trabalho depende boa parte do sustento da família. “Preciso voltar a trabalhar logo”, diz, enquanto demonstra grande dificuldade de movimento nas pernas.

Segundo Valdomiro, no hospital foram feitos os curativos e receitados medicamentos. Não teria sido passada nenhuma dica relativa à continuidade do tratamento.

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