Setecidades

Consórcio decide hoje sobre lockdown e feriados na região




Os prefeitos do Grande ABC se reúnem na tarde de hoje para discutir a possibilidade de lockdown e da antecipação de feriados na região, a exemplo da Capital, como medida de combate à pandemia do novo coronavírus. Ontem, o Estado afirmou que não deve decretar a restrição, mas que se as cidades optarem pelo endurecimento das regras, terão apoio.

Reunião on-line entre os prefeitos da Região Metropolitana junto com o Secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, frustrou as expectativas de definição sobre o assunto. A adoção da antecipação de feriados ficará a cargo dos municípios e o Estado não vai liderar um lockdown, pelo menos até o dia 30, quando é prevista a duração da fase emergencial do Plano São Paulo.

“Não temos esse tempo para esperar, algo tem que ser definido amanhã (hoje), mais tardar na terça-feira”, afirmou o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB). “Dentro dessa nova realidade, vamos definir algumas questões com os sete prefeitos e, depois, em reunião com os demais da Região Metropolitana”, disse.

A postura do Estado causou decepção. “Sabe por que chamaram o Winston Churchill na guerra? Porque ele era velho e podia tomar qualquer decisão com base na razão e não na perda política. O problema do (governador João) Doria (PSDB) é que ele colocou um monte de moleque para tomar decisões num momento difícil”, afirmou o vice-presidente do Consórcio e prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PL), que deixou a reunião antes do término, exaltado. Ele citou a atuação do ex-primeiro ministro britânico, morto em 1965, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

“Trata-se de um momento muito triste e delicado”, disse Paulo Serra. “A toda hora vemos notícias de lugares que estão com colapso na saúde e a gente vive no limite como gestor e cidadão. Aqui no Grande ABC a situação ainda não chegou nesse estado. Mas dá para entender o porque prefeitos da região ficaram decepcionados com a falta de definição do Estado.”

Na opinião do tucano, a atitude prejudica o combate ao coronavírus. “Nossa avaliação é muita clara, o ideal no momento em que estamos vivendo seria o Estado coordenar uma restrição para estancar a circulação de pessoas. Não podemos tratar a região como Araraquara ou Ribeirão Preto (no Interior), temos um cordão de ligação com toda a Região Metropolitana. Eles conseguem se isolar, mas não é o nosso caso.”

Questionado pelo Diário, o Estado ressaltou que, conforme entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal), os municípios têm a prerrogativa de adotar mais restrições no enfrentamento à pandemia do que as que já contemplam o Plano São Paulo, “e se o fizerem, contarão com o apoio do Estado.” 

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