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Funcionários da Kostal fazem passeata em protesto ao fechamento da linha de produção

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Movimento tem como objetivo reverter o desligamento de cerca de 200 trabalhadores da linha de produção


Flavia Kurotori
Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

10/06/2020 | 09:38


Trabalhadores da Kostal, autopeça instalada em São Bernardo, junto ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, estão realizando neste momento passeata pelas ruas do bairro Paulicéia. O movimento, anunciado pelo Diário, tem como objetivo reverter o desligamento de cerca de 200 trabalhadores da linha de produção, já que a ideia da companhia é manter apenas 100 colaboradores na parte administrativa, que seguirá em funcionamento na cidade, de acordo com a empresa.

Ainda segundo a Kostal, as “tratativas sobre as linhas de produção estão em avaliação da diretoria”. Para os trabalhadores a ideia da mobilização é contar também com o apoio dos comerciantes a fim de juntar forças para que a metalúrgica mantenha todas as suas atividades no município. "Todos perdem com o fechamento de uma empresa como a Kostal. Os trabalhadores movimentam a economia local", conta um dos funcionários. A categoria deve retornar ainda pela manhã à fábrica, com a realização de outras assembleias até que a empresa os chamem para nova conversa. “Não vamos trabalhar até que tenhamos uma posição”, disse um dos colaboradores.

A empresa anunciou o fechamento da unidade no fim de semana, justificando que se trata de uma “decisão estratégica”. Desde segunda-feira, os 300 trabalhadores estão paralisados para pressionar negociação acerca da permanência da fábrica.

A administração informou que o prefeito Orlando Morando (PSDB) se reuniu ontem, por vídeoconferência, com a direção da metalúrgica. No encontro, a empresa afirmou que a área administrativa será mantida na cidade com cerca de 100 colaboradores. A Prefeitura solicitou garantia sobre o prazo de permanência no município, assim como dos funcionários, e se colocou à disposição para “ajudar no que for necessário”. A diretoria deve retornar até sexta-feira.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC se reuniu com representantes da Kostal ontem. A empresa se mostrou inflexível, então a entidade representante dos trabalhadores solicitou reunião por vídeo com a matriz do grupo, situada na Alemanha, e aguarda retorno. “O sindicato não irá encerrar a discussão com o objetivo de manter a empresa e os empregos”, destacou a entidade.

Em nota, a Kostal salientou que as operações estão mantidas até o momento e que as “ tratativas sobre as linhas de produção estão em avaliação da diretoria”.

Conforme o Diário publicou ontem, a autopeça justificou ao sindicato que a decisão faz parte de readequação mundial, e ainda que a demanda brasileira seja alta, não é mais financeiramente atrativo manter as atividades. A previsão é que as operações sejam encerradas em julho e, partir de então, o mercado do País passaria a ser suprido pela fábrica do México, que possui acordo comercial com o Brasil.

Além da unidade de São Bernardo, a planta de Manaus, no Amazonas, também deve ser fechada. No País, apenas a unidade de Cravinhos, no Interior de São Paulo, será mantida. Atualmente, a fábrica da Kostal na região produz para o after market, ou seja, peças – tais como componentes eletrônicos, eletromecânicos e mecatrônicos – para reposição.

Presente na região desde a década de 1970, é pelo menos a sexta empresa a anunciar que deixará a cidade no último ano. Desde julho, o Restaurante São Francisco, a montadora Ford, a Tecnoperfil Taurus, o Restaurante Florestal, a metalúrgica Paschoal e a Mangels decidiram deixar a cidade, resultando em aproximadamente 3.600 empregos a menos. 



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Funcionários da Kostal fazem passeata em protesto ao fechamento da linha de produção

Movimento tem como objetivo reverter o desligamento de cerca de 200 trabalhadores da linha de produção

Flavia Kurotori
Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

10/06/2020 | 09:38


Trabalhadores da Kostal, autopeça instalada em São Bernardo, junto ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, estão realizando neste momento passeata pelas ruas do bairro Paulicéia. O movimento, anunciado pelo Diário, tem como objetivo reverter o desligamento de cerca de 200 trabalhadores da linha de produção, já que a ideia da companhia é manter apenas 100 colaboradores na parte administrativa, que seguirá em funcionamento na cidade, de acordo com a empresa.

Ainda segundo a Kostal, as “tratativas sobre as linhas de produção estão em avaliação da diretoria”. Para os trabalhadores a ideia da mobilização é contar também com o apoio dos comerciantes a fim de juntar forças para que a metalúrgica mantenha todas as suas atividades no município. "Todos perdem com o fechamento de uma empresa como a Kostal. Os trabalhadores movimentam a economia local", conta um dos funcionários. A categoria deve retornar ainda pela manhã à fábrica, com a realização de outras assembleias até que a empresa os chamem para nova conversa. “Não vamos trabalhar até que tenhamos uma posição”, disse um dos colaboradores.

A empresa anunciou o fechamento da unidade no fim de semana, justificando que se trata de uma “decisão estratégica”. Desde segunda-feira, os 300 trabalhadores estão paralisados para pressionar negociação acerca da permanência da fábrica.

A administração informou que o prefeito Orlando Morando (PSDB) se reuniu ontem, por vídeoconferência, com a direção da metalúrgica. No encontro, a empresa afirmou que a área administrativa será mantida na cidade com cerca de 100 colaboradores. A Prefeitura solicitou garantia sobre o prazo de permanência no município, assim como dos funcionários, e se colocou à disposição para “ajudar no que for necessário”. A diretoria deve retornar até sexta-feira.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC se reuniu com representantes da Kostal ontem. A empresa se mostrou inflexível, então a entidade representante dos trabalhadores solicitou reunião por vídeo com a matriz do grupo, situada na Alemanha, e aguarda retorno. “O sindicato não irá encerrar a discussão com o objetivo de manter a empresa e os empregos”, destacou a entidade.

Em nota, a Kostal salientou que as operações estão mantidas até o momento e que as “ tratativas sobre as linhas de produção estão em avaliação da diretoria”.

Conforme o Diário publicou ontem, a autopeça justificou ao sindicato que a decisão faz parte de readequação mundial, e ainda que a demanda brasileira seja alta, não é mais financeiramente atrativo manter as atividades. A previsão é que as operações sejam encerradas em julho e, partir de então, o mercado do País passaria a ser suprido pela fábrica do México, que possui acordo comercial com o Brasil.

Além da unidade de São Bernardo, a planta de Manaus, no Amazonas, também deve ser fechada. No País, apenas a unidade de Cravinhos, no Interior de São Paulo, será mantida. Atualmente, a fábrica da Kostal na região produz para o after market, ou seja, peças – tais como componentes eletrônicos, eletromecânicos e mecatrônicos – para reposição.

Presente na região desde a década de 1970, é pelo menos a sexta empresa a anunciar que deixará a cidade no último ano. Desde julho, o Restaurante São Francisco, a montadora Ford, a Tecnoperfil Taurus, o Restaurante Florestal, a metalúrgica Paschoal e a Mangels decidiram deixar a cidade, resultando em aproximadamente 3.600 empregos a menos. 

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