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Ciência exalta o valor das árvores nas cidades


Wilson Marini
Da APJ

15/09/2016 | 07:00


Todos sabem que debaixo de uma árvore de grande porte e copa densa a sensação térmica é muito mais baixa em relação ao que é sentido poucos metros adiante, sob o sol direto. O que muitos desconhecem é o quanto essa diferença interfere na sensação de calor. Mesmo que a temperatura medida sob uma árvore seja de apenas um ou dois graus mais baixa, uma pessoa pode experimentar ali frescor muito maior, podendo chegar a até 20 graus de diferença em casos extremos, segundo avaliações do Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética do Departamento de Tecnologia da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo). Os dados constam da última edição da Revista Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O laboratório desenvolve projetos que tentam entender as relações climáticas nas cidades com o objetivo de oferecer formas de tornar a vida mais confortável do ponto de vista ambiental nas áreas urbanas mais densas. Sob o título “O calor nas cidades” e assinada por Diego Viana, a reportagem aborda as pesquisas que procuram definir padrões para que planejadores urbanos possam auxiliar os moradores a se proteger dos efeitos de altas temperaturas.

Ilhas de calor
Com o aquecimento global e os sucessivos recordes de temperatura registrados nos últimos anos, o morador das cidades sofre os efeitos das chamadas “ilhas de calor”. A concentração de asfalto e concreto, poucas áreas verdes e excesso de poluição atmosférica favorecem a elevação da temperatura. E não há soluções milagrosas. Segundo a matéria da Revista Fapesp, as árvores são as maiores aliadas para refrescar uma cidade.

Parques e praças
“Árvores são fontes de amenidade que fazem uma diferença enorme em termos de temperatura, umidade, vento e luz”, atesta a engenheira Denise Duarte, coordenadora do Labaut e docente da FAU. Um parque, uma praça ou uma avenida bem arborizada tem efeitos locais. É bom saber que quem se encontra nas construções imediatamente vizinhas experimenta certo alívio térmico, mas numa rua mais adiante, sem arborização, as condições são diferentes. Por isso, o ideal é que o planejamento urbano considere uma “rede de infraestrutura verde”, com vias arborizadas, conectando a cobertura vegetal aos demais espaços públicos da cidade.

Conforto ambiental
Segundo Denise, são raros os casos de cidades brasileiras com bom planejamento de conforto ambiental. Nas metrópoles, encontram-se eventuais pontos que, segundo ela, funcionam como oásis, “mas esses pontos são poucos, desconectados e insuficientes”. “Há grandes áreas da cidade sem nenhuma vegetação”. A expressão conforto ambiental designa o estado em que alguém consegue satisfatoriamente se adaptar às condições térmicas, luminosas, sonoras e ergonômicas. Nos projetos de edifícios, o conforto ambiental é levado em conta quando se pensa em eficiência energética e exposição ao sol e ao vento. Nas áreas abertas, o problema é mais complexo. Exige a convergência de diversos campos de conhecimento, como meteorologia – em particular a biometeorologia –, geografia, arquitetura e engenharia.

Exemplo de fora
No Brasil, mesmo os planos diretores, as leis de uso e ocupação do solo e os códigos de obras e edificações de construção das cidades são pouco rigorosos em questões ambientais, segundo Denise. A Sociedade Brasileira de Arborização Urbana recomenda 15 metros quadrados por habitante como parâmetro de uma boa urbanização. Um exemplo positivo está na Alemanha, cujas leis de planejamento urbano preveem obrigações de proteção climática, mencionam expressamente a mitigação dos efeitos do aquecimento global desde 1976 e tratam da adaptação às transformações do clima.

Mutirão de catarata
Cirurgias de catarata serão realizadas em 27 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) e hospitais públicos no Estado. Os mutirões de oftalmologia deverão atender mais de 7.000 pacientes até dezembro mediante agendamentos no Grande ABC, Araçatuba, Barretos, Baixada Santista, Bauru, Campinas, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Sorocaba, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira e capital.

Breves
- O desempenho de estudantes do ensino médio em português e matemática em 2015 foi pior que há 20 anos, segundo o MEC.
- As exportações de Piracicaba cresceram 11,7% entre janeiro e agosto deste ano em comparação ao mesmo período de 2015.
- São Roque recebeu esta semana a 14ª edição da versão brasileira do Concurso Mundial de Bruxelas, evento internacional de vinhos e destilados.
- A cidade de São Paulo terá em 60 dias normas desburocratizadas para a liberação de alvarás, facilitando a abertura de empresas.
- Tramita no Senado a toque de caixa o projeto de lei que legaliza bingos e cassinos. 



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Ciência exalta o valor das árvores nas cidades

Wilson Marini
Da APJ

15/09/2016 | 07:00


Todos sabem que debaixo de uma árvore de grande porte e copa densa a sensação térmica é muito mais baixa em relação ao que é sentido poucos metros adiante, sob o sol direto. O que muitos desconhecem é o quanto essa diferença interfere na sensação de calor. Mesmo que a temperatura medida sob uma árvore seja de apenas um ou dois graus mais baixa, uma pessoa pode experimentar ali frescor muito maior, podendo chegar a até 20 graus de diferença em casos extremos, segundo avaliações do Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética do Departamento de Tecnologia da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo). Os dados constam da última edição da Revista Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O laboratório desenvolve projetos que tentam entender as relações climáticas nas cidades com o objetivo de oferecer formas de tornar a vida mais confortável do ponto de vista ambiental nas áreas urbanas mais densas. Sob o título “O calor nas cidades” e assinada por Diego Viana, a reportagem aborda as pesquisas que procuram definir padrões para que planejadores urbanos possam auxiliar os moradores a se proteger dos efeitos de altas temperaturas.

Ilhas de calor
Com o aquecimento global e os sucessivos recordes de temperatura registrados nos últimos anos, o morador das cidades sofre os efeitos das chamadas “ilhas de calor”. A concentração de asfalto e concreto, poucas áreas verdes e excesso de poluição atmosférica favorecem a elevação da temperatura. E não há soluções milagrosas. Segundo a matéria da Revista Fapesp, as árvores são as maiores aliadas para refrescar uma cidade.

Parques e praças
“Árvores são fontes de amenidade que fazem uma diferença enorme em termos de temperatura, umidade, vento e luz”, atesta a engenheira Denise Duarte, coordenadora do Labaut e docente da FAU. Um parque, uma praça ou uma avenida bem arborizada tem efeitos locais. É bom saber que quem se encontra nas construções imediatamente vizinhas experimenta certo alívio térmico, mas numa rua mais adiante, sem arborização, as condições são diferentes. Por isso, o ideal é que o planejamento urbano considere uma “rede de infraestrutura verde”, com vias arborizadas, conectando a cobertura vegetal aos demais espaços públicos da cidade.

Conforto ambiental
Segundo Denise, são raros os casos de cidades brasileiras com bom planejamento de conforto ambiental. Nas metrópoles, encontram-se eventuais pontos que, segundo ela, funcionam como oásis, “mas esses pontos são poucos, desconectados e insuficientes”. “Há grandes áreas da cidade sem nenhuma vegetação”. A expressão conforto ambiental designa o estado em que alguém consegue satisfatoriamente se adaptar às condições térmicas, luminosas, sonoras e ergonômicas. Nos projetos de edifícios, o conforto ambiental é levado em conta quando se pensa em eficiência energética e exposição ao sol e ao vento. Nas áreas abertas, o problema é mais complexo. Exige a convergência de diversos campos de conhecimento, como meteorologia – em particular a biometeorologia –, geografia, arquitetura e engenharia.

Exemplo de fora
No Brasil, mesmo os planos diretores, as leis de uso e ocupação do solo e os códigos de obras e edificações de construção das cidades são pouco rigorosos em questões ambientais, segundo Denise. A Sociedade Brasileira de Arborização Urbana recomenda 15 metros quadrados por habitante como parâmetro de uma boa urbanização. Um exemplo positivo está na Alemanha, cujas leis de planejamento urbano preveem obrigações de proteção climática, mencionam expressamente a mitigação dos efeitos do aquecimento global desde 1976 e tratam da adaptação às transformações do clima.

Mutirão de catarata
Cirurgias de catarata serão realizadas em 27 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) e hospitais públicos no Estado. Os mutirões de oftalmologia deverão atender mais de 7.000 pacientes até dezembro mediante agendamentos no Grande ABC, Araçatuba, Barretos, Baixada Santista, Bauru, Campinas, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Sorocaba, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira e capital.

Breves
- O desempenho de estudantes do ensino médio em português e matemática em 2015 foi pior que há 20 anos, segundo o MEC.
- As exportações de Piracicaba cresceram 11,7% entre janeiro e agosto deste ano em comparação ao mesmo período de 2015.
- São Roque recebeu esta semana a 14ª edição da versão brasileira do Concurso Mundial de Bruxelas, evento internacional de vinhos e destilados.
- A cidade de São Paulo terá em 60 dias normas desburocratizadas para a liberação de alvarás, facilitando a abertura de empresas.
- Tramita no Senado a toque de caixa o projeto de lei que legaliza bingos e cassinos. 

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