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Obras vão complicar trânsito
nas avenidas Lions e Vergueiro


Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

09/07/2011 | 07:18


Os motoristas que forem usar as avenidas Lions, Senador Vergueiro e vias do entorno, como a Avenida Kennedy, todas em São Bernardo, devem se preparar para enfrentar o caos no trânsito, sobretudo na manhã de segunda-feira.

A partir das 18h de hoje, haverá a interdição do cruzamento da Avenida Senador Vergueiro com Lions e Rua Santo Inácio. A previsão é de que o trecho seja liberado a partir das 8h de segunda-feira, período em que o movimento de veículos no local já é intenso.

Entre hoje e segunda-feira serão executados serviços nas redes de águas pluviais e esgoto nas obras de alargamento e rebaixamento da Lions.

A alternativa para os motoristas que seguem pela Avenida Senador Vergueiro sentido Centro é acessar a Rua 25 de Março e Lions. No sentido inverso, em direção ao Rudge Ramos, o tráfego será desviado pelas ruas Pirapitingui, Brasil e Uberaba. A Prefeitura garantiu que colocará agentes de trânsito no local para organizar o fluxo de veículos.

O impacto de interdições e congestionamentos na Lions pode refletir em outras partes da região. A via é a principal ligação entre Santo André e Diadema e um dos mais movimentados acessos à Via Anchieta.

As obras na avenida tiveram início em abril do ano passado. No trecho das intervenções, de aproximadamente 700 metros, serão construídas duas pistas laterais em cada sentido da via. Segundo a Prefeitura de São Bernardo, as obras estão em fase final e o início do rebaixamento das faixas centrais está previsto para este mês. Já foram desapropriados 49 dos 78 imóveis.

A expectativa é que a obra seja concluída em dezembro, com investimentos de R$ 25 milhões e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Em agosto do ano passado, depois de mais de dois anos de obras, foi entregue o Viaduto do Rotary, que liga a avenida Lions à Avenida Prestes Maia, em Santo André. A passagem elevada tem 500 metros de extensão e oferece três pistas em cada sentido. A obra custou R$ 32,5 milhões - sendo 70% financiados pelo BID. 

RECAPEAMENTO
Também na segunda-feira, a Prefeitura projeta começar o recapeamento de trecho da Avenida Senador Vergueiro, entre a Avenida Winston Churchill e o Paço Municipal. A previsão é que as obras sejam finalizadas em agosto.

A alternativa será o desvio para as avenidas Aldino Pinotti e Lauro Gomes, além da Rua João Datrat. Agentes de trânsito vão orientar os motoristas. A expectativa é de que haja aumento na concentração de carros próximo ao cruzamento das avenidas Winston Churchill e Atlântica, divisa com Santo André.

 

Sobrado resiste no caminho das obras 

A residência da dona de casa Lourdes Bassani, 65 anos, às margens da Avenida Lions, é a única que ainda não foi desapropriada no sentido Diadema. Ela mora ali há 20 anos,

A família construiu a residência no mesmo período em que foi feita a avenida. Ela afirma que aguarda a negociação com a Prefeitura para sair. "Quando compramos o terreno, no lugar da avenida eram apenas casas. Acompanhamos a desapropriação e a construção." A área é de cerca de 250 metros quadrados.

Nunca passou pela cabeça da dona de casa que um dia iria se mudar. "Construímos tudo. Pensamos em cada detalhe, fizemos tudo com acessibilidade para o nosso filho (que é cadeirante). Ficamos chateados quando disseram que íamos ter que deixar a casa. Agora, resta esperar o acordo para sairmos."

A administração informou que aguarda a determinação judicial para desapropriar. Como a casa está no meio do caminho da obra, a empreiteira é obrigada a buscar alternativas para adiantar o serviço.

No sobrado moravam dez pessoas da família. A filha de Lourdes se mudou há seis meses para uma casa de aluguel no bairro Rudge Ramos e está no aguardo do restante da família. "Eu, meu marido e meus dois filhos vamos ficar lá. Algumas coisas já até levamos. O restante vamos dar para parentes do Interior."

Lourdes garante que em breve devem se mudar para próximo da avenida novamente. Do lado do sobrado que vai ser desapropriado, a família tem uma residência onde pretende construir um prédio de três ou quatro andares, para que todos da família possam morar. "É o nosso desejo, e vai dar certo. Não temos pressa. Deve levar dois, três anos, mas vamos fazendo com calma e do nosso jeito", projeta.

Ela afirma que a agitação e o barulho da via não atrapalham. "A gente foi se acostumando. Com as obras, o trânsito ficou pior e aumentou a poeira, que entra em casa."



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