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Primeiro Grupo Escolar do Grande ABC faz 100 anos

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prédio abriga hoje Museu Municipal; colégio ainda recebe alunos no bairro Casa Branca


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

27/07/2014 | 07:00


As paredes que a partir de 6 de julho de 1914 receberam estudantes continuam de pé até hoje na Rua Senador Flaquer, 470, no Centro de Santo André. Onde funcionou a primeira escola do Grande ABC, na época chamada Grupo Escolar de São Bernardo, hoje está o Museu Municipal Dr. Octaviano Armando Gaiarsa, homenagem ao célebre médico e historiador da cidade.

Para a gerente do espaço, Fátima Regina Tavella Leal, a missão educacional do prédio, construído em época em que o governo do Estado apenas começava a se preocupar em oferecer Educação pública aos moradores, é mantida por meio do museu. “A escola permaneceu por 64 anos no prédio, portanto, grande parte da nossa história é ligada à Educação andreense.”

A arquitetura do prédio faz parte de projeto desenvolvido no início do século 20, quando surge o desejo de se investir em Educação. Esse grupo de escolas da época é tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) em todo o Estado. “O Departamento de Obras Públicas estadual recebeu a missão de construir as unidades escolares. Os projetos eram feitos de acordo com o tamanho e importância da cidade que os receberia. A prefeitura pagava a obra e cedia o terreno, pois era uma honra receber uma instituição de ensino na época”, explica Fátima.

O projeto-padrão utilizado para essa construção era da tipologia Mogy-Guassú, de 1910, com apenas um pavimento, com a edificação centralizada no terreno. O autor foi José Van Humbeeck e a fachada foi projetada por G.B. Maroni.

Inicialmente, o Grupo Escolar São Bernardo contava com seis salas, três de cada lado, divididas por pátio de paralelepípedos onde, ao longo dos anos, os próprios alunos plantaram mudas de árvores que hoje ganharam os céus. As demais salas do museu, mais duas de cada lado, foram construídas na década de 1920, seguindo o mesmo projeto. O museu, porém, só ocupou o espaço na década de 1990. Antes, funcionou ali a Prossan (Fundação de Promoção Social da Prefeitura de Santo André).

ENSINO
Com o passar dos anos, a escola trocou de nome. Em 1938, virou Grupo Escolar Santo André. E, na década de 1940, ganhou o nome que carrega até hoje: Professor José Augusto de Azevedo Antunes. “Ele era importante educador da cidade e deu nome à escola quando ela ainda ocupava este prédio”, destaca Fátima.

Em 1978, o prédio ficou pequeno para comportar o número de alunos. Outro foi construído em terreno na Rua Tatuí, 397, no bairro Casa Branca, maior e mais moderno. A escola funciona até hoje e também comemora seu centenário neste mês. Segundo a atual diretora, Eliana Neves, à frente do cargo há dez anos, chegar a essa idade é motivo de orgulho para alunos, professores e funcionários. “Hoje, temos em torno de 150 estudantes do 5º ao 8º ano do Ensino Fundamental e também do 1º ao 3º ano do Ensino Médio. Todos estão ansiosos, pois temos muito a comemorar.” (confira acima a programação do museu e da escola).

Para quem estudou no Grupo Escolar, vê-lo como museu atualmente é motivo de muito orgulho. É o caso do geógrafo Renato Senna, 51 anos, que atua como técnico no espaço. “Estudei aqui dos 11 aos 13 anos e a todo o tempo tenho memórias dessa época. Foi período marcante da minha vida, e voltar para trabalhar aqui me enche de nostalgia.”

O mesmo acontece com ex-alunos que visitam o museu, segundo Fátima. “O brilho que vejo nos olhos deles dá a certeza de que manter o espaço e o acervo aqui garante a preservação da memória da cidade e do Grande ABC.” Que venham muitos mais anos de vida ao museu e à escola.


Comemoração terá exposições e homenagem

Apesar de ter completado 100 anos no dia 6, toda a programação voltada às comemorações do centenário da EE Professor José Augusto de Azevedo Antunes e do Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa será celebrada em agosto.

No dia 2 será realizada solenidade na escola a partir das 10h. Haverá discursos e apresentações de atuais e ex-alunos e professores, além de culto ecumênico.

No dia 5 o museu abre a exposição que conta a trajetória da instituição de ensino por meio de fotos de antigos e novos estudantes. A montagem foi feita pela própria escola na Sala Especial, espaço destinado à exibição de artistas da cidade. A Câmara Municipal recebe sessão solene em homenagem ao centenário no dia 13, às 19h.

As comemorações seguem pelo mês de setembro, quando o museu lança a exposição Um Século de História: da Escola à Memória, preparada especialmente para contar a trajetória durante esses 100 anos.
 



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Primeiro Grupo Escolar do Grande ABC faz 100 anos

Prédio abriga hoje Museu Municipal; colégio ainda recebe alunos no bairro Casa Branca

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

27/07/2014 | 07:00


As paredes que a partir de 6 de julho de 1914 receberam estudantes continuam de pé até hoje na Rua Senador Flaquer, 470, no Centro de Santo André. Onde funcionou a primeira escola do Grande ABC, na época chamada Grupo Escolar de São Bernardo, hoje está o Museu Municipal Dr. Octaviano Armando Gaiarsa, homenagem ao célebre médico e historiador da cidade.

Para a gerente do espaço, Fátima Regina Tavella Leal, a missão educacional do prédio, construído em época em que o governo do Estado apenas começava a se preocupar em oferecer Educação pública aos moradores, é mantida por meio do museu. “A escola permaneceu por 64 anos no prédio, portanto, grande parte da nossa história é ligada à Educação andreense.”

A arquitetura do prédio faz parte de projeto desenvolvido no início do século 20, quando surge o desejo de se investir em Educação. Esse grupo de escolas da época é tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) em todo o Estado. “O Departamento de Obras Públicas estadual recebeu a missão de construir as unidades escolares. Os projetos eram feitos de acordo com o tamanho e importância da cidade que os receberia. A prefeitura pagava a obra e cedia o terreno, pois era uma honra receber uma instituição de ensino na época”, explica Fátima.

O projeto-padrão utilizado para essa construção era da tipologia Mogy-Guassú, de 1910, com apenas um pavimento, com a edificação centralizada no terreno. O autor foi José Van Humbeeck e a fachada foi projetada por G.B. Maroni.

Inicialmente, o Grupo Escolar São Bernardo contava com seis salas, três de cada lado, divididas por pátio de paralelepípedos onde, ao longo dos anos, os próprios alunos plantaram mudas de árvores que hoje ganharam os céus. As demais salas do museu, mais duas de cada lado, foram construídas na década de 1920, seguindo o mesmo projeto. O museu, porém, só ocupou o espaço na década de 1990. Antes, funcionou ali a Prossan (Fundação de Promoção Social da Prefeitura de Santo André).

ENSINO
Com o passar dos anos, a escola trocou de nome. Em 1938, virou Grupo Escolar Santo André. E, na década de 1940, ganhou o nome que carrega até hoje: Professor José Augusto de Azevedo Antunes. “Ele era importante educador da cidade e deu nome à escola quando ela ainda ocupava este prédio”, destaca Fátima.

Em 1978, o prédio ficou pequeno para comportar o número de alunos. Outro foi construído em terreno na Rua Tatuí, 397, no bairro Casa Branca, maior e mais moderno. A escola funciona até hoje e também comemora seu centenário neste mês. Segundo a atual diretora, Eliana Neves, à frente do cargo há dez anos, chegar a essa idade é motivo de orgulho para alunos, professores e funcionários. “Hoje, temos em torno de 150 estudantes do 5º ao 8º ano do Ensino Fundamental e também do 1º ao 3º ano do Ensino Médio. Todos estão ansiosos, pois temos muito a comemorar.” (confira acima a programação do museu e da escola).

Para quem estudou no Grupo Escolar, vê-lo como museu atualmente é motivo de muito orgulho. É o caso do geógrafo Renato Senna, 51 anos, que atua como técnico no espaço. “Estudei aqui dos 11 aos 13 anos e a todo o tempo tenho memórias dessa época. Foi período marcante da minha vida, e voltar para trabalhar aqui me enche de nostalgia.”

O mesmo acontece com ex-alunos que visitam o museu, segundo Fátima. “O brilho que vejo nos olhos deles dá a certeza de que manter o espaço e o acervo aqui garante a preservação da memória da cidade e do Grande ABC.” Que venham muitos mais anos de vida ao museu e à escola.


Comemoração terá exposições e homenagem

Apesar de ter completado 100 anos no dia 6, toda a programação voltada às comemorações do centenário da EE Professor José Augusto de Azevedo Antunes e do Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa será celebrada em agosto.

No dia 2 será realizada solenidade na escola a partir das 10h. Haverá discursos e apresentações de atuais e ex-alunos e professores, além de culto ecumênico.

No dia 5 o museu abre a exposição que conta a trajetória da instituição de ensino por meio de fotos de antigos e novos estudantes. A montagem foi feita pela própria escola na Sala Especial, espaço destinado à exibição de artistas da cidade. A Câmara Municipal recebe sessão solene em homenagem ao centenário no dia 13, às 19h.

As comemorações seguem pelo mês de setembro, quando o museu lança a exposição Um Século de História: da Escola à Memória, preparada especialmente para contar a trajetória durante esses 100 anos.
 

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