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Importância da figura do empreendedor


Alexandre Borbely Pofessor de Economia da Universidade Metodista de São Paulo

19/09/2020 | 00:07


A complexidade dos estudos das ciências econômicas é alicerçada por algumas áreas de concentração. Dentre estas temos a microeconomia e a macroeconomia. A microeconomia preocupa-se em acompanhar e analisar o comportamento das unidades econômicas, tais como as famílias (consumidores), as empresas e as indústrias. A atuação destes agentes nos diferentes mercados é considerada como se fossem unidades individuais. Os estudos da microeconomia também se preocupam com as operações de oferta e demanda de bens e serviços nos diferentes mercados.

Já a macroeconomia preocupa-se em estudar a economia como um todo. Tem como base a análise e a determinação dos grandes agregados econômicos, como por exemplo, o nível geral de preços da economia, o comportamento de emprego e desemprego, a renda, o balanço de pagamentos do País e o produto nacional. Nesse sentido, a análise macroeconômica não tem como objetivo analisar o comportamento das unidades econômicas individuais.

No que se refere aos estudos microeconômicos, especificamente na área de concentração da empresa (teoria da firma), a tecnologia é um fator de grande relevância para o processo produtivo. A tecnologia e os processos produtivos evoluíram muito com o passar dos anos e, também, por meio de muitas pesquisas realizadas por diversos especialistas dos mais variados segmentos do conhecimento científico.

O economista austríaco Joseph Schumpeter (1883-1950), em seus estudos, considerava que o sistema capitalista avançava em períodos de recessão. Pois, segundo este economista, é neste momento que se deixa a ineficiência produtiva e surge um novo crescimento. Esta transformação evolutiva foi chamada por Karl Marx de “destruição criativa”.

Para Schumpeter, o lucro das empresas vem da inovação. E, nesse sentido, defendia que o progresso econômico capitalista está diretamente envolvido com o comportamento dos empreendedores. Ou seja, ele via na figura do empreendedor aquele que inova a qualquer custo. Mesmo em condições de grandes incertezas, como em períodos recessivos, o empreendedor deve criar produtos, mecanismos e formas de produção eficientes. Pois, só assim, a máquina capitalista irá prosperar.

O que faz destacar um empreendedor é a forma criativa como este reage às mudanças em cenários econômicos incertos. Diferentemente da grande maioria dos donos de empresas que, segundo Schumpeter, apenas adequam e ajustam suas operações produtivas em tais cenários, sem inovar.

Sendo assim, os empreendedores são indivíduos que fazem a diferença. Conseguem transformar algo abstrato em algo que atenda as reais necessidades da sociedade. Sabem agregar valor aos bens e serviços que colocam no mercado. São pessoas com visão de futuro. Sabem tomar decisões corretas e na hora certa. Utilizam os fatores produtivos com eficiência e não desperdiçam recursos. Acompanham as tendências tecnológicas. Mas, para que tudo isso se concretize, o planejamento é essencial.

As ciências econômicas em suas diferentes áreas de estudo, também se dedicam muito à arte de planejar. Talvez este seja um dos grandes diferenciais desta ciência. Elaborar um plano de negócios é essencial para qualquer empreendimento.

De acordo com dados extraídos do Sebrae, a falta ou falhas de planejamento é a principal causa de mortalidade das micro e pequenas empresas brasileiras, nos primeiros anos de sua existência. Além da questão do planejamento, fatores como: insuficientes políticas de apoio governamental, deficiências na gestão, falta de conhecimento e acompanhamento dos negócios, além de alguns fatores pessoais, contribuem para a falência destas empresas.

Retomando aos estudos de Schumpeter, o empreendedor é aquele que quebra a velha ordem e inova. Desta forma, cria mercados com mais eficiência e com novas oportunidades de lucro. As recessões são um meio vital para as oportunidades de progresso e para a evolução do sistema capitalista. Mas só os empreendedores conseguem prosperar.

Ainda nesse sentido, no particular momento de pandemia, muitas empresas inovaram com, por exemplo, o home office. Novas oportunidades, produtos e novos mercados devem surgir. Assim, as estratégias de negócio só irão prosperar se a inovação se concretizar. Para tanto, é necessário que um bom planejamento seja realizado.

Porém, para concluir, neste momento, a saúde de todos deve prevalecer. 



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Importância da figura do empreendedor

Alexandre Borbely Pofessor de Economia da Universidade Metodista de São Paulo

19/09/2020 | 00:07


A complexidade dos estudos das ciências econômicas é alicerçada por algumas áreas de concentração. Dentre estas temos a microeconomia e a macroeconomia. A microeconomia preocupa-se em acompanhar e analisar o comportamento das unidades econômicas, tais como as famílias (consumidores), as empresas e as indústrias. A atuação destes agentes nos diferentes mercados é considerada como se fossem unidades individuais. Os estudos da microeconomia também se preocupam com as operações de oferta e demanda de bens e serviços nos diferentes mercados.

Já a macroeconomia preocupa-se em estudar a economia como um todo. Tem como base a análise e a determinação dos grandes agregados econômicos, como por exemplo, o nível geral de preços da economia, o comportamento de emprego e desemprego, a renda, o balanço de pagamentos do País e o produto nacional. Nesse sentido, a análise macroeconômica não tem como objetivo analisar o comportamento das unidades econômicas individuais.

No que se refere aos estudos microeconômicos, especificamente na área de concentração da empresa (teoria da firma), a tecnologia é um fator de grande relevância para o processo produtivo. A tecnologia e os processos produtivos evoluíram muito com o passar dos anos e, também, por meio de muitas pesquisas realizadas por diversos especialistas dos mais variados segmentos do conhecimento científico.

O economista austríaco Joseph Schumpeter (1883-1950), em seus estudos, considerava que o sistema capitalista avançava em períodos de recessão. Pois, segundo este economista, é neste momento que se deixa a ineficiência produtiva e surge um novo crescimento. Esta transformação evolutiva foi chamada por Karl Marx de “destruição criativa”.

Para Schumpeter, o lucro das empresas vem da inovação. E, nesse sentido, defendia que o progresso econômico capitalista está diretamente envolvido com o comportamento dos empreendedores. Ou seja, ele via na figura do empreendedor aquele que inova a qualquer custo. Mesmo em condições de grandes incertezas, como em períodos recessivos, o empreendedor deve criar produtos, mecanismos e formas de produção eficientes. Pois, só assim, a máquina capitalista irá prosperar.

O que faz destacar um empreendedor é a forma criativa como este reage às mudanças em cenários econômicos incertos. Diferentemente da grande maioria dos donos de empresas que, segundo Schumpeter, apenas adequam e ajustam suas operações produtivas em tais cenários, sem inovar.

Sendo assim, os empreendedores são indivíduos que fazem a diferença. Conseguem transformar algo abstrato em algo que atenda as reais necessidades da sociedade. Sabem agregar valor aos bens e serviços que colocam no mercado. São pessoas com visão de futuro. Sabem tomar decisões corretas e na hora certa. Utilizam os fatores produtivos com eficiência e não desperdiçam recursos. Acompanham as tendências tecnológicas. Mas, para que tudo isso se concretize, o planejamento é essencial.

As ciências econômicas em suas diferentes áreas de estudo, também se dedicam muito à arte de planejar. Talvez este seja um dos grandes diferenciais desta ciência. Elaborar um plano de negócios é essencial para qualquer empreendimento.

De acordo com dados extraídos do Sebrae, a falta ou falhas de planejamento é a principal causa de mortalidade das micro e pequenas empresas brasileiras, nos primeiros anos de sua existência. Além da questão do planejamento, fatores como: insuficientes políticas de apoio governamental, deficiências na gestão, falta de conhecimento e acompanhamento dos negócios, além de alguns fatores pessoais, contribuem para a falência destas empresas.

Retomando aos estudos de Schumpeter, o empreendedor é aquele que quebra a velha ordem e inova. Desta forma, cria mercados com mais eficiência e com novas oportunidades de lucro. As recessões são um meio vital para as oportunidades de progresso e para a evolução do sistema capitalista. Mas só os empreendedores conseguem prosperar.

Ainda nesse sentido, no particular momento de pandemia, muitas empresas inovaram com, por exemplo, o home office. Novas oportunidades, produtos e novos mercados devem surgir. Assim, as estratégias de negócio só irão prosperar se a inovação se concretizar. Para tanto, é necessário que um bom planejamento seja realizado.

Porém, para concluir, neste momento, a saúde de todos deve prevalecer. 

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