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São João conquista título em Mauá; cidade tem apoteose nesta terça


Andrea Catão
Do Diário do Grande ABC

28/02/2006 | 08:35


Mauá é verde, rosa e branco. A Acadêmicos do São João, que contou na passarela do samba a própria história, é campeã do grupo principal do Carnaval mauaense. A segunda colocada – que defende as cores verde, rosa e preto – é a União da Vila, que cantou a lenda Iorubá de criação do mundo, e comemorou a posição como se também fosse campeã. Numa disputa apertada, a Unidos do Silvia Maria, que nos quatro últimos desfiles oficiais da cidade foi campeã, perdeu o segundo lugar para a União da Vila ao ter recebido duas notas 9 no quesito mestre-sala e porta-bandeira, o qual foi o critério de desempate entre as duas agremiações, que receberam 193 pontos dos jurados. As três primeiras colocadas do Carnaval fazem nesta terça-feira desfile de apoteose na avenida Portugal.

A São João, terceira a tomar a avenida no domingo, fez um desfile técnico, com alegorias grandiosas e com muitas alas de passo marcado. Logo atrás do abre-alas, os componentes dançavam quadrilha, menção às festas de São João, no mês de junho. Já a comissão de frente fez um espetáculo à parte. No meio da avenida, uma Maria dava à luz a um menino, arrancando aplausos do público, que não foi pequeno. De acordo com a Polícia Militar e a Guarda Municipal, cerca de 50 mil pessoas passaram pela avenida Portugal durante o desfile do grupo 1.

Ao entrar com o dia claro na manhã de segunda-feira, a segunda colocada União da Vila acertou nos tons das fantasias e alegorias. A escola vinha colorida e com muita luminosidade nas cores rosa, verde, lilás e marrom. A bateria, que levou duas notas 10, estava poderosa. O público que acompanhou do início ao fim os desfiles elegeu a escola como a melhor da noite. Pelo horário que a comunidade entrou na passarela, a bateria literalmente acordou quem ainda persistia nas arquibancadas.

A Unidos do Silvia Maria, que era uma das favoritas ao título por conta do resultado dos últimos carnavais, fez um desfile coeso, bastante técnico, e trouxe grande torcida. Portanto, não faltou emoção. No fim da apresentação, algumas pessoas presentes na arquibancada até ensaiaram “é campeã”, mas possivelmente não foi forte o bastante para sensibilizar os jurados, que deram duas notas 9 à escola também no quesito harmonia.

Depois da apresentação da Silvia Maria, foi a vez de a Beira Rio entrar na avenida, o que deixou muita gente embasbacada pelos efeitos dos carros alegóricos criados pela dupla de carnavalescos Michael e Robinson Silva, que trouxeram a experiência do Carnaval da paulistana Mocidade Alegre para a apresentação. Foi por pouco que a escola – que fez um dos melhores desfiles da noite – não entrou na avenida. O carro abre-alas, que tinha uma fonte de água e muitos elementos verdes, teve de ser carregado no braço até a dispersão.

Uma das rodas estourou assim que o carro cruzou a linha que divide a concentração da área de desfile. Quase toda a escola ajudou a carregar o abre-alas. Pelo regulamento da Uesma (União das Escolas de Samba de Mauá), desde que o carro passe pela passarela do samba e não atrapalhe a dispersão, a escola não perde pontos. Fica tudo a critério do julgador. Pelo jeito, pouco atrapalhou, a Beira Rio recebeu um 10 e um 9 em alegoria.

As tradicionais escolas Flor do Morro e Ordem e Progresso, que levaram para a avenida o tema água, empolgaram o público presente na passarela do samba, mas perderam pontos preciosos de ordem técnica. Com carros luxuosos e uma bela comissão de frente, a Ordem e Progresso abriu o desfile em grande estilo. Ponto alto do desfile foi o terceiro carro, com uma escultura da igreja do Senhor do Bonfim, na capital baiana, onde todos os anos é realizada a tradicional lavagem das escadarias da Bonfim. Duas baianas jogavam pétalas de rosa, em vez de água de cheiro.

A Flor do Morro aproveitou a apresentação para fazer uma homenagem ao falecido presidente da agremiação, José Antonio Neves, o Buchada. Atrás da Velha Guarda, era carregado um pôster com a foto do antigo presidente.

A Camisa Azul e Branco, ao falar do vinho, reproduziu a acrópole de Atenas, onde as bacantes dançavam tendo à frente o deus Dionísio, que usou como tapa-sexo um cacho de uvas. A Tradição da Unidos Imperial coloriu a avenida Portugal ao desenvolver como tema o circo. A bateria da escola foi elogiada e tirou duas notas 10, mas não foi o suficiente para ganhar o Carnaval. Em 2007, a escola volta para o grupo 2.



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