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Vencedor do Jabuti, 'Solo para Vialejo' é sobre a reconstrução de identidades



28/11/2020 | 07:00


Com anos e anos de uma carreira literária consolidada, indicações para diversos prêmios e vitórias, a poeta pernambucana Cida Pedrosa (1963) venceu na noite de quinta-feira, 26, a categoria de livro do ano do Prêmio Jabuti 2020. Solo para Vialejo - publicado pela Cepe Editora, empresa de economia mista do Recife, cujo trabalho de distinção também a consagra. O livro é um poema de moldes épicos, que conjuga influências neoconcretas com memórias - coletivas e pessoalíssimas da escritora - num projeto ambicioso de reconstrução de identidades.

A cerimônia transmitida pela internet foi apresentada pela jornalista Maju Coutinho, e Cida entrou na conexão após o anúncio do prêmio. "Este é um livro sobre nossas negritudes várias, nossas indigenices várias, nossas branquitudes, em busca da música, em busca de mim e das minhas raízes sertanejas", disse a escritora, "respirando felicidade".

Natural de Bodocó, no Sertão do Araripe pernambucano, Cida se mudou para o Recife ainda jovem para estudar, se formou advogada e construiu uma carreira no direito como militante em defesa de direitos civis, direitos dos trabalhadores e de bandeiras feministas. Paralelamente, na literatura, fez parte do Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco na década de 1980, quando se envolveu com os poetas ditos marginais e fez recitais nas ruas. Na década de 1990, também fez o grupo Vozes Femininas, e nos anos 2000 consolidou sua carreira de lançamentos editoriais em livros como As Filhas de Lilith (2009), Claranã (2015) e Gris (2018), seu primeiro pela Cepe.

"Eu saí do sertão e fui em direção ao mar", afirmou ainda Cida na transmissão. "Agora, com o livro, saí do mar para o sertão, é um livro da volta, uma migração oposta. As palavras e os sons da minha memória não cabiam mais na minha cabeça."

Entre outros vencedores, estão Torto Arado, de Itamar Vieira Junior (Todavia), na categoria romance literário, Uma Mulher no Escuro, de Raphael Montes (Companhia das Letras), em romance de entretenimento, e o livro Futuro Presente: O Mundo Movido à Tecnologia (Companhia Editora Nacional), do engenheiro e blogueiro do Estadão Guy Perelmuter, na categoria Ciências.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Vencedor do Jabuti, 'Solo para Vialejo' é sobre a reconstrução de identidades


28/11/2020 | 07:00


Com anos e anos de uma carreira literária consolidada, indicações para diversos prêmios e vitórias, a poeta pernambucana Cida Pedrosa (1963) venceu na noite de quinta-feira, 26, a categoria de livro do ano do Prêmio Jabuti 2020. Solo para Vialejo - publicado pela Cepe Editora, empresa de economia mista do Recife, cujo trabalho de distinção também a consagra. O livro é um poema de moldes épicos, que conjuga influências neoconcretas com memórias - coletivas e pessoalíssimas da escritora - num projeto ambicioso de reconstrução de identidades.

A cerimônia transmitida pela internet foi apresentada pela jornalista Maju Coutinho, e Cida entrou na conexão após o anúncio do prêmio. "Este é um livro sobre nossas negritudes várias, nossas indigenices várias, nossas branquitudes, em busca da música, em busca de mim e das minhas raízes sertanejas", disse a escritora, "respirando felicidade".

Natural de Bodocó, no Sertão do Araripe pernambucano, Cida se mudou para o Recife ainda jovem para estudar, se formou advogada e construiu uma carreira no direito como militante em defesa de direitos civis, direitos dos trabalhadores e de bandeiras feministas. Paralelamente, na literatura, fez parte do Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco na década de 1980, quando se envolveu com os poetas ditos marginais e fez recitais nas ruas. Na década de 1990, também fez o grupo Vozes Femininas, e nos anos 2000 consolidou sua carreira de lançamentos editoriais em livros como As Filhas de Lilith (2009), Claranã (2015) e Gris (2018), seu primeiro pela Cepe.

"Eu saí do sertão e fui em direção ao mar", afirmou ainda Cida na transmissão. "Agora, com o livro, saí do mar para o sertão, é um livro da volta, uma migração oposta. As palavras e os sons da minha memória não cabiam mais na minha cabeça."

Entre outros vencedores, estão Torto Arado, de Itamar Vieira Junior (Todavia), na categoria romance literário, Uma Mulher no Escuro, de Raphael Montes (Companhia das Letras), em romance de entretenimento, e o livro Futuro Presente: O Mundo Movido à Tecnologia (Companhia Editora Nacional), do engenheiro e blogueiro do Estadão Guy Perelmuter, na categoria Ciências.

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