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Marcas francesas reforçam atuação no mercado

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

19/02/2011 | 07:20


A recém-chegada do sedã Renault Fluence e dos modelos Peugeot 3008 (crossover) e 408 (sedã) é a confirmação de que as marcas francesas decidiram agir com mais força no mercado brasileiro - que saltou de importância ao se confirmar como o quarto maior do mundo. Bem-acabados e brigando em segmentos mais lucrativos, esses três novos modelos também têm a função de reforçar o conceito junto a consumidores sofisticados.

Só que, há mais de uma década com fábricas instaladas no País, Renault, Citroën e Peugeot (as duas últimas sob o comando do Grupo PSA), poderiam, na opinião de analistas, ter obtido desempenho melhor de vendas no período se tivessem atuado com ousadia e apostado mais no Brasil.

"No começo, os franceses parecem que vieram ao País só para marcar presença", disse um analista, que pediu anonimato. "Agora que o mercado mostra vigor, tentam correr atrás do tempo perdido."

De acordo com dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a Renault, que estreou em 1999, obteve no ano passado participação de 4,82% no mercado. Foi seu primeiro ano de lucro no Brasil, onde chegou como importadora em 1993, segundo o vice-presidente, Alain Tissier.

O resultado só veio depois de um ano excepcional em que a Renault ampliou em 0,9% a participação de mercado, voltando a patamares de participação de 2003.

Já a PSA, que acaba de completar dez anos no País, alcançou 5,23% em 2010, acompanhando o mercado.

Mesmo com os resultados do último exercício, a avaliação é de que as francesas perderam terreno para marcas que chegaram depois delas.

Um dos fatores que podem ter surpreendido as newcomers foi a agressividade de fabricantes coreanos, representados pela Kia e Hyundai. Atuando com o grosso do volume de carros importados, as duas marcas, que pertencem ao mesmo grupo, já somam, segundo a Anfavea, 4,82% de participação.

Na crise mundial de três anos atrás, o Grupo PSA, baseando-se mais na realidade da Europa do que a brasileira, decidiu fazer cortes e demissões, que acabaram impactando o ritmo da produção. Só que, em pouco tempo, o mercado reagiu e as marcas Peugeot e Citroën não tiveram como acompanhar o crescimento no ano seguinte.

"Houve um erro de avaliação naquela época", reconheceu o diretor-geral da Peugeot no Brasil, Guillaume Couzy. "Mas isso já é página virada, pois em 2010, só a Peugeot cresceu mais de 10% no mercado brasileiro", afirmou ele, durante lançamento do sedã 408 nesta semana no Rio.

"Houve medo da Renault de que a crise no Brasil fosse maior do que a que realmente acabou ocorrendo", afirmou Tissier. "Tiramos o pé do acelerador mais do que deveríamos."

Mas a Renault reagiu, segundo Tissier, com a decisão de ser uma marca generalista no País. "Talvez hoje isto esteja muito claro, mas alguns anos atrás, não estava", disse.

A oscilação no Brasil valeu bronca pública do presidente mundial da corporação, que opera em parceria com a Nissan. Em visita ao Brasil, Carlos Ghosn cobrou arrojo da Renault no mercado nacional.

Para Renault, chineses já chegam com agressividade

O vice-presidente da Renault no Brasil, Alain Tissier, afirmou que a marca não perdeu nenhuma participação de mercado para os coreanos, pois não disputa a mesmo segmento de vendas com a Kia e Hyundai. O temor do executivo é com outros asiáticos - os chineses.

"Eles sim já estão chegando com muita agressividade para atuar na base do mercado brasileiro com produtos competitivos", afirmou o executivo. Para Tissier, o mercado brasileiro está se transformando em um dos mais difícieis do mundo com a atuação de dezenas de marcas, que dão opção de mais de 600 modelos diferentes.

"O queijo do mercado brasileiro vai ter que ser dividido por muito mais gente", afirmou. "Quem não se preparar para isso, certamente vai perder participação no Brasil, que hoje tem mercado de 3,3 milhões de automóveis e comerciais leves, com potencial de chegar a 4 milhões em breve", afirmou.

Segundo explicou Tissier, a Renault cresceu 0,9% no mercado brasileiro no ano passado ao reforçar a linha de produtos, investir em comunicação e reforçar junto ao consumidor, com eficiente comunicação de marketing, a qualidade do veículo produzido pela marca.

"Nós temos produtos confiáveis para brigar com as quatro grandes marcas do mercado brasileiro (Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford)", afirmou. Para o executivo, o lançamento do sedã Fluence é mais um passo para preparar a Renault para disputa em segmentos mais lucrativos no País. WO



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Marcas francesas reforçam atuação no mercado

Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

19/02/2011 | 07:20


A recém-chegada do sedã Renault Fluence e dos modelos Peugeot 3008 (crossover) e 408 (sedã) é a confirmação de que as marcas francesas decidiram agir com mais força no mercado brasileiro - que saltou de importância ao se confirmar como o quarto maior do mundo. Bem-acabados e brigando em segmentos mais lucrativos, esses três novos modelos também têm a função de reforçar o conceito junto a consumidores sofisticados.

Só que, há mais de uma década com fábricas instaladas no País, Renault, Citroën e Peugeot (as duas últimas sob o comando do Grupo PSA), poderiam, na opinião de analistas, ter obtido desempenho melhor de vendas no período se tivessem atuado com ousadia e apostado mais no Brasil.

"No começo, os franceses parecem que vieram ao País só para marcar presença", disse um analista, que pediu anonimato. "Agora que o mercado mostra vigor, tentam correr atrás do tempo perdido."

De acordo com dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a Renault, que estreou em 1999, obteve no ano passado participação de 4,82% no mercado. Foi seu primeiro ano de lucro no Brasil, onde chegou como importadora em 1993, segundo o vice-presidente, Alain Tissier.

O resultado só veio depois de um ano excepcional em que a Renault ampliou em 0,9% a participação de mercado, voltando a patamares de participação de 2003.

Já a PSA, que acaba de completar dez anos no País, alcançou 5,23% em 2010, acompanhando o mercado.

Mesmo com os resultados do último exercício, a avaliação é de que as francesas perderam terreno para marcas que chegaram depois delas.

Um dos fatores que podem ter surpreendido as newcomers foi a agressividade de fabricantes coreanos, representados pela Kia e Hyundai. Atuando com o grosso do volume de carros importados, as duas marcas, que pertencem ao mesmo grupo, já somam, segundo a Anfavea, 4,82% de participação.

Na crise mundial de três anos atrás, o Grupo PSA, baseando-se mais na realidade da Europa do que a brasileira, decidiu fazer cortes e demissões, que acabaram impactando o ritmo da produção. Só que, em pouco tempo, o mercado reagiu e as marcas Peugeot e Citroën não tiveram como acompanhar o crescimento no ano seguinte.

"Houve um erro de avaliação naquela época", reconheceu o diretor-geral da Peugeot no Brasil, Guillaume Couzy. "Mas isso já é página virada, pois em 2010, só a Peugeot cresceu mais de 10% no mercado brasileiro", afirmou ele, durante lançamento do sedã 408 nesta semana no Rio.

"Houve medo da Renault de que a crise no Brasil fosse maior do que a que realmente acabou ocorrendo", afirmou Tissier. "Tiramos o pé do acelerador mais do que deveríamos."

Mas a Renault reagiu, segundo Tissier, com a decisão de ser uma marca generalista no País. "Talvez hoje isto esteja muito claro, mas alguns anos atrás, não estava", disse.

A oscilação no Brasil valeu bronca pública do presidente mundial da corporação, que opera em parceria com a Nissan. Em visita ao Brasil, Carlos Ghosn cobrou arrojo da Renault no mercado nacional.

Para Renault, chineses já chegam com agressividade

O vice-presidente da Renault no Brasil, Alain Tissier, afirmou que a marca não perdeu nenhuma participação de mercado para os coreanos, pois não disputa a mesmo segmento de vendas com a Kia e Hyundai. O temor do executivo é com outros asiáticos - os chineses.

"Eles sim já estão chegando com muita agressividade para atuar na base do mercado brasileiro com produtos competitivos", afirmou o executivo. Para Tissier, o mercado brasileiro está se transformando em um dos mais difícieis do mundo com a atuação de dezenas de marcas, que dão opção de mais de 600 modelos diferentes.

"O queijo do mercado brasileiro vai ter que ser dividido por muito mais gente", afirmou. "Quem não se preparar para isso, certamente vai perder participação no Brasil, que hoje tem mercado de 3,3 milhões de automóveis e comerciais leves, com potencial de chegar a 4 milhões em breve", afirmou.

Segundo explicou Tissier, a Renault cresceu 0,9% no mercado brasileiro no ano passado ao reforçar a linha de produtos, investir em comunicação e reforçar junto ao consumidor, com eficiente comunicação de marketing, a qualidade do veículo produzido pela marca.

"Nós temos produtos confiáveis para brigar com as quatro grandes marcas do mercado brasileiro (Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford)", afirmou. Para o executivo, o lançamento do sedã Fluence é mais um passo para preparar a Renault para disputa em segmentos mais lucrativos no País. WO

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