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Técnica ajuda a
amenizar dores do parto

Em São Bernardo, procedimento reduz uso de medicamentos;
exercícios são indicados conforme dilatação do colo de útero


Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

07/01/2013 | 07:00


Muitas pessoas associam o parto a dor, desconforto e sofrimento. O que poucos sabem é que técnicas simples adotadas durante a gestação ou no momento de dar à luz podem aliviar a tensão da mãe e colaborar para que o parto transcorra normalmente e seja até mais curto.

Foi observando a gestação de diversas pacientes que a enfermeira e coordenadora do setor de Cuidados da Paciente Cirúrgica do HMU (Hospital Municipal Universitário), de São Bernardo, Débora Lúcia Menezes, decidiu pesquisar o assunto e implementar essa linha de cuidados em agosto, após aval do corpo clínico. O hospital, localizado no Rudge Ramos, comporta a única maternidade pública da cidade.

Entre os recursos terapêuticos desenvolvidos com as mães semanalmente, em parceria com a equipe de fisioterapia, estão massagens, caminhadas, banhos de imersão, exercícios respiratórios, ioga, movimentos de ginástica e atividades com bolas suíças (utilizadas em exercícios de pilates). Todas transmitem maior conforto à mãe, que apresenta diminuição da ansiedade, e benefícios para o bebê, que deixa de receber remédio via placenta. Os exercícios são recomendados conforme a dilatação do colo de útero apresentada pela gestante e não há período específico para serem iniciados. A decisão é da mãe, que pode optar pela adoção dos estímulos durante a gravidez ou apenas durante o parto. O único pré-requisito é não ter hipertensão associada à gravidez e apresentar boa condição clínica.

Um dos benefícios alcançados com as terapias sequenciais é a redução, ao menos pela metade, na dose do medicamento dolantina, comumente ministrado horas antes na maioria das gestantes. Ele é utilizado para reduzir as dores do parto. Com isso, além da mãe, a criança também é poupada. "O bebê não sente dor e não tem necessidade de receber essa medicação via placenta. Além disso, evita ter efeitos colaterais como sonolência e secura na boca", detalha.

Outra técnica usada durante o parto é por meio do eletroestimulador, que produz pequenos choques na região lombar e dá sensação de alívio em relação à dor. "É importante destacar que essas ações não eliminam as dores, mas ajudam a amenizar e dar suporte psicológico à mãe. Queremos que o momento do parto torne-se menos mecânico e distante, por isso focamos essas técnicas de relaxamento e a interação com a paciente e sua família", afirma.

Segundo a enfermeira, que trabalha há 13 anos no hospital, o que mais chamou a atenção durante os procedimentos foi o vínculo fortalecido com os familiares, que normalmente acompanham a evolução das terapias. A técnica já foi utilizada em cerca de 500 gestantes em quatro meses.

EXPANSÃO - Uma das metas traçadas pela equipe do HMU é a ampliação desse plano de assistência obstétrica às 32 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do município, o que envolverá capacitação de funcionários e, obviamente, o interesse das mães. Isso porque, mesmo amparadas por equipe multidisciplinar, algumas gestantes preferem não se incluir no programa.

A expectativa é estender a iniciativa a toda rede em 2013. "Nossa ideia é implementar as terapias nos postos de Saúde desde o pré-natal e promover a sensibilização contínua dos funcionários", explica a coordenadora. Atualmente, cerca de 40% das 300 mães que dão à luz mensalmente na unidade utilizam os recursos recomendados.

 

Acolhimento diminui tensão, diz mãe

Em 10 de setembro a manicure e depiladora Maria do Socorro Barbosa, 37 anos, chegou ao Hospital Municipal Universitário, em São Bernardo, sentindo fortes contrações de dez em dez minutos. Foram 38 semanas de gravidez.

A então gestante teve o primeiro contato com as técnicas do hospital apenas no dia do parto natural, quando foi acolhida por seis funcionários, entre enfermeiros, auxiliares e médicos.

A paciente foi levada ao banheiro, onde tomou banho com ajuda de enfermeiras. A atenção dispensada desde o início reduziu a tensão. "Fiquei uma hora e meia embaixo do chuveiro. Recebi massagens nas costas e na barriga. Senti alívio e mais segurança. Quando te acolhem e tranquilizam, você percebe que a dor nem é tão incômoda", resume.

Há sete anos, Maria teve o primeiro filho no mesmo hospital. Para ela, o que chamou a atenção foi a mudança no tratamento das gestantes.



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