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Éder Roolt: revelação do hiper-realismo


Adriana Feder
Especial para o Diário

06/07/2010 | 07:00


O artista plástico Éder Roolt, de Mauá, está entre os 101 artistas indicados ao Pipa (Prêmio Investidor Profissional de Arte), promovido pelo MAM-Rio (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e o instituto Investidor Profissional, que tem o objetivo de destacar "artistas promissores com produção reconhecida por especialistas".

Os quatro artistas finalistas serão conhecidos dia 15 e integrarão exposição no MAM. Um, eleito por votação do júri popular, receberá R$ 20 mil. Já o vencedor do júri oficial será premiado com R$ 100 mil. "Foi uma surpresa essa indicação, porque entrei no mercado de arte contemporânea faz pouco tempo. Não esperava um reconhecimento tão rápido. Só de estar nessa lista já me sinto premiado", afirma o artista.

Quem vê suas obras, espanta-se ao descobrir que não é uma fotografia, mas uma pintura a óleo, apenas baseada em uma foto. É que Roolt usa a técnica do hiper-realismo, imprimindo detalhes precisos e suavidade às pinturas.

Retratar crianças tem a ver com sua preferência em pintar cenas inusitadas. "Meu trabalho vem contrariar meus grandes mestres e influências. Em vez das tradicionais fotos posadas, sem movimento nem expressão, prefiro as mais espontâneas", diz.

Curioso por arte desde a adolescência, Roolt começou na área de forma autodidata. Atualmente com 33 anos, largou há cinco a profissão de engenheiro químico para se dedicar exclusivamente à pintura.

Foi nessa época que começou a trabalhar como assistente do artista plástico Hildelbrando de Castro e ingressou na arte contemporânea. "Fiz um estudo profundo de arte, de como usar cores, formas, linhas. Então, comecei fazendo um trabalho mais conceitual", afirma.

Em seu estudo, se dedicou a conhecer todas as técnicas de pintura a óleo e começou a desenvolver seu estilo.

Roolt já tem obras nas melhores coleções de arte de São Paulo. Entre as exposições mais marcantes que fez neste ano estão a do Centro Cultural Oswald de Andrade, na Capital, e a participação na feira de arte de São Paulo (SpArte), além da feira de arte de Buenos Aires (arteBA), na Argentina. A próxima exposição está prevista para este mês, na Funarte, em São Paulo.

O artista tem influências variadas no meio artístico, mas prefere a arte que faz refletir. "Quero mostrar um novo olhar sobre uma tela de pintura. Sair da ‘arte que tem de engolir' para a ‘arte que se deve sentir', que tenha algo mais profundo", explica.

Roolt se diverte quando, à primeira vista, o espectador fica em dúvida se seu trabalho é foto ou pintura. "Quando me proponho a pintar é esse questionamento que quero. É gratificante que as pessoas pensem sobre meu trabalho", comenta.



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