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Sara Saar
Do Diário do Grande ABC

18/08/2010 | 07:05


Objetos perpetuam vários momentos e podem estimular a imaginação de outros tantos. Em abertura hoje na Pinacoteca de São Bernardo, a exposição fotográfica O Pequeno Museu de Mim - A Vida das Coisas relaciona tempo e história.

Radicada na França há mais de sete anos, a artista plástica Carmen Novo, 41 anos, de São Bernardo, assina o trabalho que tem curtíssima temporada na região - segue até dia 25 porque a também jornalista se prepara para retornar à Europa.

Na abertura, haverá uma improvisação com o músico Tuti Fornari (pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora, da Unicamp) e o pianista francês Laurent Desforges.

Homônima à mostra, série abarca 20 imagens em preto e branco que ilustram objetos comuns de importante valor afetivo para pessoas anônimas. Aqui, as peças ultrapassam a função de serem úteis às necessidades humanas. Estabelecem conexões entre passado e presente. "Objetos ganham vida a partir das relações que as pessoas estabelecem com eles", analisa Carmen.

Entre as fotografias, um urso de pelúcia é acolhido no colo de uma criança. "Os objetos carregam histórias sensíveis. Neste caso, a menina guarda o urso que ganhou durante a separação dos pais", exemplifica.

Uma constante no trabalho de Carmen é a utilização de curta distância focal. O objeto fica nítido e o restante, fora de foco. "Cria-se uma tensão naquilo que estou observando como um olhar de cinema", compara.

Todas as histórias recebem voz em vídeos que serão projetados em telão. Fotografias dos objetos, em vários ângulos, ilustram depoimentos de pessoas que têm a identidade preservada. "Não interessa quem são. Só o convite que os objetos fazem para imaginar e criar outras histórias", defende.

Série com três fotografias expostas, Máscaras reflete sobre a imagem que cada indivíduo tem de si. "Fotografei crianças e fiz revelações em tamanhos reais. Cada uma recebeu o retrato e fez uma intervenção", explica. Durante o processo, Carmen produziu outras fotos.

A textura também recebe atenção. "Mexo com a velocidade da obturação e a abertura do diafragma", revela. Algumas imagens se assemelham com aquarelas, outras parecem ter sofrido o trabalho do tempo.

As duas séries foram produzidas neste ano durante residência para artistas fotográficos (Écritures de Lumières), financiada pelo Ministério da Cultura e da Comunicação e pelo Ministério da Educação Nacional.

Na exposição, ainda podem ser conferidas paisagens e retratos clicados durante o inverno francês. Tais obras seguem o mesmo espírito: dialogam com a memória. O fascínio pelo passado vem de família. Prova disso é a avó materna que, ao longo da vida, manteve antiquário, apegada às histórias.

No sábado, Carmen Novo tem encontro às 10h. A artista deve falar das residências que participou na França, sendo uma voltada a artistas plásticos e outra para fotógrafos.

O Pequeno Museu de Mim - A Vida das Coisas - Exposição. Abertura hoje, às 19h. Na Pinacoteca de São Bernardo - Rua Kara, 105, São Bernardo. Tel.: 4125-4056. Grátis. Visitação: de terça-feira à sábado, 9h às 17h (quinta, até 20h30). Até dia 25.



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