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Todas as dimensões do U2

Mais novo produto com a marca do grupo irlandês, o filme U23D, chega hoje às salas de projeção digital


Julio Ibelli
Especial para o Diário

29/08/2008 | 07:00


O U2 é um dos poucos casos na música pop cuja grandeza extrapola a relação tradicional (e meio falida, convenhamos) entre artista e público. Para a banda-empresa irlandesa, já não basta mais a cartilha que prega a gravação de um CD a cada dois anos, uma conseqüente turnê em seguida e aparições na TV.

O mais novo produto com a marca do grupo, o filme U23D, chega hoje às salas de projeção digital. O que os diferencia de outras bandas que já ganharam a tela grande é - tomando emprestado um jargão corporativo - o valor agregado deste lançamento, que imprime no espectador uma nova experiência sensorial.

Trata-se da tecnologia 3D, que permite a ilusão de um Bono Vox com as mãos estendidas quase junto ao rosto do espectador na sala escura, e Adam Clayton dando verdadeiras rasantes sobre o público com o baixo em riste. Ou ainda a bateria de Larry Mullen Jr., que, devido à nitidez da imagem, pode ser dissecada em cada detalhe.

O filme compila imagens da passagem que o U2 fez com sua última turnê, a Vertigo, pela América Latina - Brasil incluído, e ainda pela Austrália, entre 2005 e 2006. Nove pares de câmeras especiais foram instalados nos estádios da Cidade do México, Santiago do Chile, Buenos Aires, Melbourne e São Paulo para garantir a gravação com efeito 3D.

Quando passa o estranhamento inicial com os óculos específicos para assistir à projeção, as mãos dos espectadores dos shows, que se agitam a todo momento bem na frente de quem está no cinema, tornam-se um espetáculo à parte.

Por isso é compreensível que, mesmo sendo um show do U2, em que são esperadas imagens frenéticas - como já feito em registros anteriores, a opção aqui recai sobre planos de câmera, panorâmicas e closes sem movimentação arriscada, para não prejudicar o efeito 3D, e quem sabe até mesmo acostumar o olhar do espectador.

A lentidão de alguma forma prejudica o impacto inicial do show editado para o cinema, que começa com dois petardos recentes, Vertigo e Beautiful Day.

Na seqüência, com a execução de faixas clássicas e de forte carga emocional (caso de Sunday, Bloody Sunday e Bullet the Blue Sky) é que a projeção engata. É aí que Bono assume a faceta de estrela pop que lhe cabe - ou a de uma espécie de guia religioso, braços levantados, conduzindo a multidão.

Mauá tem sala adequada para a exibição

Na região, a única sala com tecnologia para exibir U23D fica no Multiplex do Mauá Plaza Shopping. Ao todo no País, são menos de dez espaços equipados com o sistema que permite projeção digital e dispensa a supervisão de um funcionário, garantindo imagem e som de qualidade superior.

Vale a pena pagar em média R$ 3 a mais pelo ingresso nesse tipo de sessão. Logo na entrada, são emprestados os óculos especiais, que em nada se parecem com aqueles descartáveis, do início da febre 3D, utilizados para ver fotos estáticas em revistas. Para se ter uma noção do investimento, cada óculos custa US$ 50 e o equipamento de projeção, US$ 450 mil.



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Todas as dimensões do U2

Mais novo produto com a marca do grupo irlandês, o filme U23D, chega hoje às salas de projeção digital

Julio Ibelli
Especial para o Diário

29/08/2008 | 07:00


O U2 é um dos poucos casos na música pop cuja grandeza extrapola a relação tradicional (e meio falida, convenhamos) entre artista e público. Para a banda-empresa irlandesa, já não basta mais a cartilha que prega a gravação de um CD a cada dois anos, uma conseqüente turnê em seguida e aparições na TV.

O mais novo produto com a marca do grupo, o filme U23D, chega hoje às salas de projeção digital. O que os diferencia de outras bandas que já ganharam a tela grande é - tomando emprestado um jargão corporativo - o valor agregado deste lançamento, que imprime no espectador uma nova experiência sensorial.

Trata-se da tecnologia 3D, que permite a ilusão de um Bono Vox com as mãos estendidas quase junto ao rosto do espectador na sala escura, e Adam Clayton dando verdadeiras rasantes sobre o público com o baixo em riste. Ou ainda a bateria de Larry Mullen Jr., que, devido à nitidez da imagem, pode ser dissecada em cada detalhe.

O filme compila imagens da passagem que o U2 fez com sua última turnê, a Vertigo, pela América Latina - Brasil incluído, e ainda pela Austrália, entre 2005 e 2006. Nove pares de câmeras especiais foram instalados nos estádios da Cidade do México, Santiago do Chile, Buenos Aires, Melbourne e São Paulo para garantir a gravação com efeito 3D.

Quando passa o estranhamento inicial com os óculos específicos para assistir à projeção, as mãos dos espectadores dos shows, que se agitam a todo momento bem na frente de quem está no cinema, tornam-se um espetáculo à parte.

Por isso é compreensível que, mesmo sendo um show do U2, em que são esperadas imagens frenéticas - como já feito em registros anteriores, a opção aqui recai sobre planos de câmera, panorâmicas e closes sem movimentação arriscada, para não prejudicar o efeito 3D, e quem sabe até mesmo acostumar o olhar do espectador.

A lentidão de alguma forma prejudica o impacto inicial do show editado para o cinema, que começa com dois petardos recentes, Vertigo e Beautiful Day.

Na seqüência, com a execução de faixas clássicas e de forte carga emocional (caso de Sunday, Bloody Sunday e Bullet the Blue Sky) é que a projeção engata. É aí que Bono assume a faceta de estrela pop que lhe cabe - ou a de uma espécie de guia religioso, braços levantados, conduzindo a multidão.

Mauá tem sala adequada para a exibição

Na região, a única sala com tecnologia para exibir U23D fica no Multiplex do Mauá Plaza Shopping. Ao todo no País, são menos de dez espaços equipados com o sistema que permite projeção digital e dispensa a supervisão de um funcionário, garantindo imagem e som de qualidade superior.

Vale a pena pagar em média R$ 3 a mais pelo ingresso nesse tipo de sessão. Logo na entrada, são emprestados os óculos especiais, que em nada se parecem com aqueles descartáveis, do início da febre 3D, utilizados para ver fotos estáticas em revistas. Para se ter uma noção do investimento, cada óculos custa US$ 50 e o equipamento de projeção, US$ 450 mil.

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