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Maternidades têm novas normas

Governoq uer que maternidades acomodem melhor as gestantes que abrirem mão de fazer cesárea


Isis Mastromano Correia
Vanessa Fajardo

23/07/2008 | 07:03


O Ministério da Saúde lançou ontem uma campanha de estímulo ao parto normal. A idéia é fazer com que maternidades públicas e privadas sejam reformadas para acomodar melhor as gestantes que abrirem mão de fazer cesárea.

Todos os quartos deverão ter um banheiro anexo e as unidades de Saúde terão de criar alojamentos conjunto para mães e bebês e áreas para movimentação ativa da mulher, com instrumentos que auxiliam o trabalho de parto.

As mudanças no ambiente, tidas como impraticáveis pela maioria dos administradores hospitalares, não serão obrigatórias e devem ficar mesmo para as casas de saúde que vierem a ser construídas ou ainda aquelas que têm reformas planejadas.

Para se ter uma idéia, somente no Grande ABC existem, pelo menos, 66 leitos dedicados a parturientes (soma das unidades municipais de Saúde em Santo André, Diadema e Ribeirão Pires, únicas cidades a fornecer seus dados) e que teriam de sofrer adaptações.

Na prática, nenhuma mudança substancial deverá acontecer de imediato, salvo a garantia da parturiente em ter uma companhia durante todo o processo de parto,que terá o direito de permanecer no quarto, com espaço reservado.

Esta medida tem prazo e deve ser aplicada até dezembro. A fiscalização será feita pelas vigilâncias sanitárias, porém, sem punição para quem descumprir.

Outras recomendações como o estímulo ao trabalho normal de parto sem uso de medicações e do contato entre mãe e bebê devem ser aplicadas de imediato.

A intenção do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é controlar riscos e reduzir a mortalidade materna.

Das três cidades que responderam à reportagem, apenas Santo André registrou óbitos - dois no ano passado - de parturientes. Porém, o risco das mães que escolhem as cesáreas é iminente, conforme alertam os especialistas.

Na região, São Caetano é a líder em cesarianas. No ano passado, 58% dos partos foram dessa natureza. Em seguida estão Mauá, com 42%, Santo André, com 40%, Diadema, com 34%, São Bernardo com 33% e Ribeirão Pires, com 29%. Rio Grande da Serra não tem maternidade.

O chefe do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC, Mauro Sancovski, explica que o conceito de parto humanizado já é aplicado no Hospital Municipal Universitário de São Bernardo onde há dois boxes com instrumentos para incentivar o trabalho de parto e aliviar a dor.

O chefe do centro obstetrício do Hospital Universitário, José Luiz Cunha Carneiro, encara a resolução com otimismo. "Com a exigência, os serviços públicos e privados andarão no mesmo compasso."

O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, que reúne 250 operadoras de saúde, Arlindo de Almeida, lembra que a entidade iniciou a campanha Parto é normal que visa diminuir 15% das cesáreas feitas pela rede em três anos, a começar de 2008. "Para isso, contamos com uma mudança de cultura tanto do médico quanto do paciente."



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