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Esperança de medalhas, taekwondistas
da região lutam na Olimpíada

Milena Jeske/COB/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bem posicionados no ranking, Milene Titoneli e Ícaro Miguel, que lutam por São Caetano, tentam recolocar País no pódios dos Jogos


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

25/07/2021 | 00:01


Duas das principais esperanças de medalha do Brasil e do Grande ABC na Olimpíada estarão em ação hoje, no terceiro dia do taekwondo em Tóquio. Milene Titoneli (categoria até 67 kg) e Ícaro Miguel (80 kg), ambos atletas de São Caetano, iniciam a caminhada contra Julyana Al-Sadeq, da Jordânia, e Simone Alessio, da Itália, respectivamente. Eles sonham em superar os bronzes de Natália Falavigna, conquistado em Pequim-2008, e Maicon Siqueira, na Rio-2016.

Ícaro Miguel sobe no tatame às 22h15. O brasileiro, 26 anos, é o quarto melhor do mundo e encara o italiano Simone Alessio, que é o 19º do ranking. Caso confirme seu favoritismo, o lutador de São Caetano pode ter pela frente o russo Maksim Khramtcov, melhor do mundo na atualidade, na semifinal. A disputa por medalhas na modalidade será realizada a partir das 8h30 de amanhã.

Para chegar a Tóquio, Ícaro teve de se adaptar. Ele é o melhor do mundo na categoria até 87 kg, mas como essa não faz parte do programa dos Jogos Olímpicos, precisou emagrecer. Essa não é a única dificuldade do atleta de São Caetano, que tem apenas 10% de visão no olho direito, resultado de um acidente caseiro. Quando ele tinha 6 anos, sua mãe foi aplicar colírio no garoto, confundiu os frascos e pingou amônia.

“Trabalhei a vida toda para estar na Olimpíada”, afirmou o lutador, que teve a oportunidade de voltar a enxergar normalmente, porém, tal escolha o afastaria dos tatames. “O médico falou que se fizesse o transplante não poderia lutar mais. Não pensei duas vezes. Estou colhendo o resultado e faria tudo de novo”, garante.

Já Milene Titoneli, 22, é fruto da base de São Caetano. Ela iniciou a carreira no PEC (Programa Esportivo Comunitário) da cidade, aos 13, depois de encontrar na modalidade alternativa de prática esportiva contra o ganho de peso na adolescência. Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, e bronze no Mundial (2018), ela espera estar mais uma vez entre as medalhistas em sua primeira oportunidade olímpica.

A luta de Milene contra Julyana Al-Sadeq, da Jordânia, está marcada para as 23h, e promete muito equilíbrio, já que a brasileira é a 10ª colocada no ranking mundial e a oponente, a nona. As duas só se enfrentaram uma vez em competições internacionais, pelo Grand Prix de Roma, em 2019, quando a atleta da Jordânia venceu. Quem passar deve pegar nas quartas de final a croata Matea Jelic, primeira colocada no ranking.



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