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Comércio da região demitiu 5 pessoas por dia neste ano

Celso Luiz/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segmento registra deficit de 591 vagas, é único com mais dispensas que contratações entre os meses de janeiro e abril


Flávia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

29/06/2021 | 00:01


O comércio do Grande ABC demitiu, de janeiro a abril deste ano, o equivalente a cinco pessoas por dia. Segundo dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) levantados pelo Diário, o saldo de empregos do setor é negativo em 591 postos. Este é o único segmento econômico que mais demitiu do que contratou no período, enquanto a indústria foi o ramo com melhor desempenho, com a criação de 4.087 vagas, seguida pelos serviços (3.149), construção (2.882) e pela agropecuária (uma).

Leonardo Berto, gerente da operação da Robert Half no Grande ABC e na Baixada Santista, destaca que a pandemia de Covid-19 afetou de maneira diferente cada uma das atividades econômicas e áreas do País. “Há regiões com políticas de isolamento mais restritivas do que outras, e o comércio é bastante impactado pela restrição de circulação e, embora tenha passado por adaptação, a resiliência ao abre e fecha é menor do que em outros segmentos, principalmente entre os pequenos e médios (comércios)”, explica.

De acordo com Jefferson José da Conceição, coordenador do Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), outro aspecto é a sazonalidade, uma vez que o comércio costuma contratar trabalhadores temporários para atender à demanda do Natal e que acabam sendo dispensados nos primeiros dias de janeiro. “Além disso, ele sofre diretamente a queda da renda da população”, completa.

Em relação ao desempenho positivo dos outros segmentos, Conceição afirma que está havendo uma retomada da economia, porém, “não se trata de uma recuperação acelerada ou de máquinas e vendas a pleno vapor. As taxas de desemprego continuam muito altas”. Conforme a Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que não divulga dados por município, o desemprego no País foi de 14,7% no primeiro trimestre, o maior desde 2012.

Na avaliação de Berto, conforme a vacinação avançar e as taxas de transmissão e de casos graves diminuirem, a tendência é a de que a demanda do comércio normalize. Vantagem é que assim que a procura crescer, as contratações voltam em seguida. “É uma demanda (por profissionais) muito rápida, é diferente da indústria, que tem planejamentos longos e dependem de diversas variáveis”, assinala. Por exemplo, se uma loja atende em média dez clientes por dia atualmente e, na próxima semana, começa a atender o dobro, novas pessoas devem ser contratadas em até 15 dias.



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