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Não venceu o melhor time, mais badalado ou de maior investimento, diz Catalá

Técnico do São Bernardo FC exalta postura e comportamento do elenco, revela propostas, mas diz querer ficar


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

04/06/2021 | 00:12


O São Bernardo FC ainda vive a ressaca do bicampeonato da Série A-2 do Paulista, conquistado na segunda-feira, sobre o Água Santa, após vencer nas penalidades. E um dos principais personagens para o acesso e para o título do Tigre foi o técnico Ricardo Catalá, que primeiro precisou ocupar um espaço deixado pelo unânime Marcelo Veiga, depois dar sua cara para o time e, por último, ganhar a confiança da torcida. Em meio a tudo isso, levar o Aurinegro ao mata-mata, alcançar o acesso e buscar o título. E foi de missão em missão que o treinador chegou lá, deixando para trás nas fases finais três equipes com campanhas melhores na primeira fase – Atibaia (quarto), Oeste (líder) e Água Santa (segundo) –, equipes de melhores estatísticas ou reconhecimento (o Netuno teve seis jogadores mais o técnico na seleção do campeonato) e até mesmo investimentos mais altos.

“O título e o acesso são frutos de trabalho muito bem realizado, de relação especial entre comissão e jogadores, e do trabalho. Não venceu o melhor time no papel, o mais badalado ou de maior investimento, mas aquele que trabalhou para caramba. A gente montou equipe capaz de competir, um grupo no qual a qualidade humana iria fazer a diferença. O vínculo sempre foi incrível e esse respeito e parceria se refletiram dentro de campo. Quando precisamos fazer ajustes, os atletas foram parceiros em ouvir, comprar a ideia e executar com qualidade. Quando escolhe se relacionar com os atletas com honestidade e transparência, tudo o que escolhe fazer e toma de decisão é bem aceito e respeitado. Claro que todos querem jogar, mas quando explica o porquê, fica tudo mais fácil. Essa foi a tônica do campeonato. Não tivemos problemas de relacionamento, de alguém contrariar alguma decisão. Pelo contrário. Parceria e respeito, e acho que este é o caminho”, exaltou Catalá.

O treinador revelou que antes mesmo de a Série A-2 começar, recebeu propostas para deixar o Tigre. Ao todo, foram seis convites para abandonar o comando aurinegro desde que assumiu. “Sou cara que pretendo durante a carreira cumprir tudo aquilo que assino. Com dez dias de clube tive proposta de Série A-1 de Paulistão, oito dias antes da estreia tive proposta para sub-20 de um gigante de São Paulo, durante a A-2, quatro propostas, duas de São Paulo e duas de outros Estados, mas nunca quis sair, sempre acreditei no projeto, no que estávamos construindo juntos”, declarou o técnico, que tem contrato até dezembro, mas tem reunião com a diretoria nas próximas semanas para tratar sobre futuro. “Agora é sentar para entender o que desejam. Acho que serão os seis meses mais importantes para se preparar para o Paulistão de 2022, então faz sentido que seja feito por quem vai comandar o time no ano que vem”, emendou. “Pretendo cumprir (o contrato) e agora a direção precisa se pronunciar se quer dar sequência à parceria ou interromper, o que é direito da instituição. Mas, a princípio, tenho contrato.”

Em determinado momento, entre a sétima e a décima rodadas, o Tigre colecionou uma derrota e três empates, ficando em situação perigosa, mas ainda dentro do G-8. Ricardo Catalá disse que mesmo neste momento mais adverso, não houve de sua parte pensamento em deixar o clube. “Nunca tive dúvida de que estaríamos entre os oito classificados e a partir daí seria preciso saber jogar campeonato à parte como é o mata-mata do acesso. Ano passado, por exemplo, o São Bernardo FC nadou de braçada na primeira fase e foi eliminado por equipe que teve muitas dificuldades durante a competição (São Bento, na semifinal). A Série A-2 é um campeonato muito duro e é preciso saber enfrentar e se desvencilhar das adversidades”, afirmou. 

Treinador enaltece Marcelo Veiga

Ricardo Catalá chegou ao São Bernardo FC com a missão de substituir Marcelo Veiga, que morreu no fim de 2020, vítima da Covid-19. Missão árdua, tendo em vista que o antecessor foi responsável pelo desenvolvimento do projeto no Tigre junto à Magnum, empresa que comprou o clube. E justamente por este fato que o atual comandante exalta a importância do anterior no acesso e no título da Série A-2.

“A importância do Marcelo é fundamental, insubstituível. Infelizmente não tive o privilégio de conviver, mas sempre o admirei pela trajetória, por ser corajoso para se posicionar em situações adversas. A comissão técnica que foi confeccionada por ele foi mantida integralmente, fizemos esforço para que todos continuassem, por isso sempre esteve presente e sempre estará. Quem conviveu com ele o ama e foi prazer enorme presentear ele e família dele com essas conquistas. A gente brinda e celebra as grandes ideias iniciadas por ele”, exaltou.

Em determinados momentos do campeonato, quando o Tigre atravessou série de jogos sem vencer ou não demonstrou atuações tão consistentes, Ricardo Catalá sofreu duras críticas de torcedores nas redes sociais. Porém, o treinador revelou que não tem conta em sites ou aplicativos deste tipo.

“Não tenho nenhuma rede social. Apesar de entender que o mundo caminhou para essa era digital e ser jovem (39 anos), tenho pensamento que elas te aproximam de quem está longe, mas te afastam de quem está perto. Prezo pelo toque, abraço, olho no olho, então não pude interagir através deste canal”, argumentou o treinador.



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