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Morador de São Caetano
poupa em média R$ 9 mil


Pedro Souza
do Diário do Grande ABC

09/08/2011 | 07:00


São Caetano pulou uma posição no ranking das cidades com maior saldo da caderneta de poupança per capita do País. Agora, o município é dono do segundo lugar, com média de R$ 9.000 aplicados na modalidade por pessoa. A cidade da região está atrás da liderança por apenas R$ 83 da primeira colocada, que é Garibaldi, do Rio Grande do Sul.

O valor é proveniente de R$ 1,3 bilhão aplicado na caderneta, contabilizado por 51 agências bancárias de São Caetano. O montante representa quase cinco vezes o total acumulado na modalidade informado por seis agências da primeira colocada, Garibaldi, que somam R$ 278,8 milhões.

Os dados são de cruzamento de informações realizado pela equipe do Diário. Foi considerado o último relatório do Banco Central de estatísticas bancárias municipais, referente a maio, e o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O terceiro lugar nacional em poupança per capita ficou com a cidade paulista Águas de São Pedro, com R$ 8.949. Santo André, segunda mais bem colocada da região, figura na 46ª posição, com R$ 4.302. O município, apesar de distante do auge da lista, escalou oito posições em relação ao mesmo período do ano anterior.

CARACTERÍSTICA - São Caetano ocupa a segunda colocação por causa da característica de investimento que predomina em sua população, avaliou o superintendente regional do Banco do Brasil, José Henrique Gonçalves. Com experiência na gerência de uma das agências do banco na cidade, ele explicou que as pessoas seguem aspecto cultural de que a poupança é o melhor negócio, pois o risco é o mais baixo do mercado financeiro. "Eles são muito conservadores", pontuou. Completou que a população é pequena e a renda do trabalhador é alta. "E quando têm altas quantias, acabam direcionando à poupança."

Mas o executivo lembrou que a poupança também é muito procurada por outro tipo de investidor, situação comum em todo o País. "Aquelas pessoas que têm pouco dinheiro", disse.

O empresário Leandro Noboru Aoi se enquadra nesta situação. Ele começou as aplicações na poupança em 2004, mas sem um objetivo de consumo. "Eu queria guardar um dinheiro, separadamente da conta-corrente", contou, lembrando que na época era tentação deixar o dinheiro na conta. "Quando tinha dinheiro, gastava tudo", ironizou.

Apesar de utilizar a modalidade como reserva e meio rentável, Aoi pensa em novos investimentos. Mas ainda analisa essas ferramentas.

RISCO - O aprendizado sobre outros investimentos é obrigatório para o pequeno investidor. E com a Bolsa de Valores de São Paulo repelindo os pequenos investidores, com queda acumulada no ano de 29,7%, comprova que as opções mais atraentes atualmente para preservar dinheiro, com baixo risco, são a poupança e a renda fixa, avaliou o corretor de investimentos Heitor Esplugues.

Os ganhos com a poupança são, em média, de 6% ao ano. Na renda fixa, se prefixada na Selic, gera cerca de 12,5%, fora tributos.



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