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Alegria em forma de música

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Miriam Gimenes

09/08/2015 | 07:00


Dizem que baiano não nasce, estreia. E nada melhor do que um ritmo essencialmente soteropolitano para dar uma guinada nos rumos da música popular brasileira. O axé music, marcado por uma mistura de ritmos, completa três décadas de existência e continua fazendo as pessoas tirarem ‘o pé do chão’ em todo o País – feito que não se limita apenas ao Carnaval.

Considerada a rainha do Axé, Daniela Mercury tem orgulho do seu feito. “Dei forma e conceito ao meu gênero musical. Fui interventora acrescentando instrumentos, fazendo bases musicais com até 90 canais de instrumentos.” A baiana, que já fez shows em vários países, diz ser um orgulho chegar na Alemanha, por exemplo, e ver as pessoas cantando suas músicas. “Temos de dar valor ao que é brasileiro, nosso. As pessoas têm mania de desvalorizar o Brasil”, reclama.

Daniela lembra que no início de carreira, quando veio para São Paulo oferecer a música Swing da Cor às rádios, diziam que fazia ‘muita batucada’. “Hoje sou conhecida no mundo inteiro, são 20 anos de carreira internacional, shows, milhões de discos vendidos. O último disco (Canibália) foi considerado um dos mais importantes do ano pelo New York Times. Eu levei um gênero novo para o mundo”, comemora. Ela tem razão. Foi sua música Canto da Cidade, lançada em 1992, que fez o Brasil, e depois o mundo, se render de uma vez ao ritmo.

Axé, segundo ela, é uma saudação religiosa do candomblé usada para desejar boa sorte, felicidade, bons fluidos. “E o nosso ritmo é isso, divertido, alegre, vibrante, romântico e emocionante.” Mas como ele foi batizado? O jornalista e crítico musical baiano Hagamenon Brito, por meio de textos irônicos, acabou chamando aquela mistura de ritmos como ‘axé’, termo usado à época para designar o brega. É lógico que os cantores não gostaram de início, mas depois o termo foi aceito. O ‘music’ foi um plus para ele ganhar o mundo. Funcionou.

 

LEGADO

O fato é que antes, durante e depois do sucesso de Daniela, diversos talentos entraram na fôrma do ritmo baiano. Luiz Caldas, Chiclete com Banana, Sarajane, Cheiro de Amor, Margareth Menezes, É o Tchan, Araketu, Asa de Águia, Banda Mel, Babado Novo (Claudia Leitte), Banda Eva (Ivete Sangalo), Netinho, Olodum, Harmonia do Samba, Carlinhos Brown, Terra Samba, Jammil, entre outros, entoaram músicas lançadas no Carnaval e que ditam ritmo até hoje.

Para comemorar o aniversário do gênero, o Canal Viva fará o Globo de Ouro Palco Viva, que contará com dez programas a serem apresentados a partir do dia 19 de outubro. Eles serão gravados no Teatro Castro Alves, em Salvador, de amanhã até o dia 19, e vão receber nomes consagrados do gênero. Serão mais de 80 artistas para dar voz a mais de 70 hits do Axé. A apresentação será de Márcio Garcia e Carolina Dieckmann.   



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