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Gilson vai ter de indenizar Filippi


Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

25/04/2006 | 08:44


O ex-secretário de Cultura de Diadema Gilson Menezes (PC do B) foi condenado a indenizar em R$ 24 mil o prefeito José de Filippi Júnior (PT) por danos morais. O petista entrou com queixa-crime em agosto de 1997 por conta de declarações de Gilson, que, em entrevistas ao Diário nos dias 27 de junho e 8 de julho daquele ano, chamou-o de “ladrão” ao afirmar que ele deixou dívidas a pagar e um Orçamento estourado em R$ 40 milhões. À época, Filippi era o ex-prefeito e Gilson acabara de assumir o Executivo. Segundo o advogado do réu, João Fernando Lopes, cabe recurso à sentença do TJ (Tribunal de Justiça), mas talvez nem precise.

A decisão sobre o recurso depende do próprio Filippi, que até recentemente tinha Gilson como seu secretário de Cultura. “A situação se alterou. Houve uma aproximação entre eles e acredito até que haja alguma outra solução”, acredita Lopes. Procurado, Filippi não quis comentar.

Filippi também não respondeu a Gilson. O ex-secretário diz ter enviado há 15 dias ofício por escrito ao prefeito, pedindo-lhe que retirasse o processo. “Ele ainda não respondeu”, conta.

Caso o prefeito decida mesmo cobrar a indenização, terá dificuldade para receber. “Eu pagaria, mas não tenho dinheiro”, afirma Gilson, que teve os bens bloqueados pela Justiça em ação que responde na esfera cível sobre a contratação de um escritório de advocacia pela Saned (Companhia de Saneamento de Diadema), em 2000.

Tanto Gilson quanto a Prefeitura não vêem problema em manter no cargo a atual secretária de Cultura, Fátima Menezes, justamente a irmã de Gilson. “Não fico constrangido, é a posição dele. Não tem nada a ver uma coisa com a outra”, avalia o ex-prefeito.

Dois pesos –  A condenação fez o réu relembrar episódio ocorrido em 1999, quando Filippi, então deputado estadual, também entrou com representação ao Ministério Público do município denunciando o então prefeito Gilson Menezes de empregar sem concurso 16 parentes de forma direta ou indireta no Executivo. Sentindo-se insultada, a família recorreu, mas perdeu na Justiça.

“Fui chamado de corrupto. Meus filhos também foram prejudicados nesse episódio, mas nada aconteceu”, reclama Gilson. O ex-secretário de Cultura de Diadema assegura, no entanto, que não tem absolutamente nada contra o prefeito José de Filippi Júnior. “O que eu não gosto é de dois pesos e duas medidas. A Justiça me persegue. Tudo por conta de minhas posições políticas”, reclama. “Sinceramente, não acredito na Justiça. Minha revolta vem das entranhas”, desabafa o político, que deixou a Prefeitura para concorrer a um cargo na Assembléia ou na Câmara dos Deputados, em outubro.



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Gilson vai ter de indenizar Filippi

Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

25/04/2006 | 08:44


O ex-secretário de Cultura de Diadema Gilson Menezes (PC do B) foi condenado a indenizar em R$ 24 mil o prefeito José de Filippi Júnior (PT) por danos morais. O petista entrou com queixa-crime em agosto de 1997 por conta de declarações de Gilson, que, em entrevistas ao Diário nos dias 27 de junho e 8 de julho daquele ano, chamou-o de “ladrão” ao afirmar que ele deixou dívidas a pagar e um Orçamento estourado em R$ 40 milhões. À época, Filippi era o ex-prefeito e Gilson acabara de assumir o Executivo. Segundo o advogado do réu, João Fernando Lopes, cabe recurso à sentença do TJ (Tribunal de Justiça), mas talvez nem precise.

A decisão sobre o recurso depende do próprio Filippi, que até recentemente tinha Gilson como seu secretário de Cultura. “A situação se alterou. Houve uma aproximação entre eles e acredito até que haja alguma outra solução”, acredita Lopes. Procurado, Filippi não quis comentar.

Filippi também não respondeu a Gilson. O ex-secretário diz ter enviado há 15 dias ofício por escrito ao prefeito, pedindo-lhe que retirasse o processo. “Ele ainda não respondeu”, conta.

Caso o prefeito decida mesmo cobrar a indenização, terá dificuldade para receber. “Eu pagaria, mas não tenho dinheiro”, afirma Gilson, que teve os bens bloqueados pela Justiça em ação que responde na esfera cível sobre a contratação de um escritório de advocacia pela Saned (Companhia de Saneamento de Diadema), em 2000.

Tanto Gilson quanto a Prefeitura não vêem problema em manter no cargo a atual secretária de Cultura, Fátima Menezes, justamente a irmã de Gilson. “Não fico constrangido, é a posição dele. Não tem nada a ver uma coisa com a outra”, avalia o ex-prefeito.

Dois pesos –  A condenação fez o réu relembrar episódio ocorrido em 1999, quando Filippi, então deputado estadual, também entrou com representação ao Ministério Público do município denunciando o então prefeito Gilson Menezes de empregar sem concurso 16 parentes de forma direta ou indireta no Executivo. Sentindo-se insultada, a família recorreu, mas perdeu na Justiça.

“Fui chamado de corrupto. Meus filhos também foram prejudicados nesse episódio, mas nada aconteceu”, reclama Gilson. O ex-secretário de Cultura de Diadema assegura, no entanto, que não tem absolutamente nada contra o prefeito José de Filippi Júnior. “O que eu não gosto é de dois pesos e duas medidas. A Justiça me persegue. Tudo por conta de minhas posições políticas”, reclama. “Sinceramente, não acredito na Justiça. Minha revolta vem das entranhas”, desabafa o político, que deixou a Prefeitura para concorrer a um cargo na Assembléia ou na Câmara dos Deputados, em outubro.

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