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Debate morno a
7 dias da eleição

Montagem/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Protagonistas optam por crítica superficiais
e embate aquece somente com tema Petrobras


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

29/09/2014 | 07:00


A sete dias do primeiro turno da eleição, os candidatos à Presidência da República protagonizaram ontem debate morno na Rede Record. Os sete postulantes presentes ao evento adotaram a mesma estratégia utilizada durante a campanha e discussões frente a frente em outras situações. Os discursos dos pleiteantes não passaram de ataques superficiais a adversários diretos, sem mostrar novidades no processo ou destaque entre perguntas e respostas. Somente as denúncias de corrupção na Petrobras acenderam o evento. O derradeiro debate acontece na quinta-feira, na Rede Globo.

Líder nas pesquisas de intenções de voto, com 40%, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, aproveitou a primeira oportunidade para entrar em embate com a ex-senadora Marina Silva (PSB), segunda colocada, com 27%. “Não entendo como a senhora pode esquecer que votou quatro vezes contra a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Atitudes como esta reproduzem insegurança”, disse a petista, quando a socialista falou sobre uma das etapas de votação da proposta em que ela votou a favor, a do Fundo de Combate à Pobreza. No total do debate, Marina utilizou seu tempo classificando como “mentiras” e “boatos” críticas recebidas dos adversários na corrida eleitoral.

Em terceiro lugar nas sondagens eleitorais, com 18%, o senador Aécio Neves (PSDB) tentou por diversas vezes abordar as denúncias de corrupção na Petrobras. Como alternativa, questionou Pastor Everaldo (PSC) em relação às acusações de desvios de verba na empresa feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa. “Lamentavelmente, um diretor declarou que só ele recebeu de propina R$ 50 milhões. Por isso coloco que nós temos de reduzir o Estado, que hoje é inchado, pois velhas empresas só servem de cabide de emprego e focos de corrupção.”

A sentença provocou um dos quatro pedidos de resposta requeridos por Dilma. Apenas um foi deferido. No tempo concedido por comissão da emissora, a petista garantiu que teve tolerância zero contra a corrupção, mencionando que em seu governo não utilizou “engavetador de Justiça”, referindo-se às gestões do PSDB no Palácio do Planalto. “A Polícia Federal atuou contra todos os malfeitos. Fui a única a apresentar proposta: de transformar caixa dois em crime eleitoral. Fui eu quem demitiu o Paulo Roberto.”

Dilma acusou Aécio de querer privatizar a Petrobras. “Mudou o nome da Petrobras para Petrobrax para atrair investidores estrangeiros, candidato?”, indagou. O tucano negou querer entregar a estatal ao setor privado. “Vou reestatizar e tirar das mãos de grupo político que se aproveita da Petrobras”, respondeu o senador, que criticou também o discurso de Dilma à ONU (Organização das Nações Unidas). “Deixou perplexidade.”

O nanico Levy Fidelix (PRTB) chamou atenção ao ser contrário à união homoafetiva. “Pessoas do mesmo sexo não se reproduzem. Deixem os gays bem longe da gente”, citou, em pergunta feita por Luciana Genro (Psol).



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Debate morno a
7 dias da eleição

Protagonistas optam por crítica superficiais
e embate aquece somente com tema Petrobras

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

29/09/2014 | 07:00


A sete dias do primeiro turno da eleição, os candidatos à Presidência da República protagonizaram ontem debate morno na Rede Record. Os sete postulantes presentes ao evento adotaram a mesma estratégia utilizada durante a campanha e discussões frente a frente em outras situações. Os discursos dos pleiteantes não passaram de ataques superficiais a adversários diretos, sem mostrar novidades no processo ou destaque entre perguntas e respostas. Somente as denúncias de corrupção na Petrobras acenderam o evento. O derradeiro debate acontece na quinta-feira, na Rede Globo.

Líder nas pesquisas de intenções de voto, com 40%, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, aproveitou a primeira oportunidade para entrar em embate com a ex-senadora Marina Silva (PSB), segunda colocada, com 27%. “Não entendo como a senhora pode esquecer que votou quatro vezes contra a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Atitudes como esta reproduzem insegurança”, disse a petista, quando a socialista falou sobre uma das etapas de votação da proposta em que ela votou a favor, a do Fundo de Combate à Pobreza. No total do debate, Marina utilizou seu tempo classificando como “mentiras” e “boatos” críticas recebidas dos adversários na corrida eleitoral.

Em terceiro lugar nas sondagens eleitorais, com 18%, o senador Aécio Neves (PSDB) tentou por diversas vezes abordar as denúncias de corrupção na Petrobras. Como alternativa, questionou Pastor Everaldo (PSC) em relação às acusações de desvios de verba na empresa feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa. “Lamentavelmente, um diretor declarou que só ele recebeu de propina R$ 50 milhões. Por isso coloco que nós temos de reduzir o Estado, que hoje é inchado, pois velhas empresas só servem de cabide de emprego e focos de corrupção.”

A sentença provocou um dos quatro pedidos de resposta requeridos por Dilma. Apenas um foi deferido. No tempo concedido por comissão da emissora, a petista garantiu que teve tolerância zero contra a corrupção, mencionando que em seu governo não utilizou “engavetador de Justiça”, referindo-se às gestões do PSDB no Palácio do Planalto. “A Polícia Federal atuou contra todos os malfeitos. Fui a única a apresentar proposta: de transformar caixa dois em crime eleitoral. Fui eu quem demitiu o Paulo Roberto.”

Dilma acusou Aécio de querer privatizar a Petrobras. “Mudou o nome da Petrobras para Petrobrax para atrair investidores estrangeiros, candidato?”, indagou. O tucano negou querer entregar a estatal ao setor privado. “Vou reestatizar e tirar das mãos de grupo político que se aproveita da Petrobras”, respondeu o senador, que criticou também o discurso de Dilma à ONU (Organização das Nações Unidas). “Deixou perplexidade.”

O nanico Levy Fidelix (PRTB) chamou atenção ao ser contrário à união homoafetiva. “Pessoas do mesmo sexo não se reproduzem. Deixem os gays bem longe da gente”, citou, em pergunta feita por Luciana Genro (Psol).

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