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Líder do governo garante que PMDB receberá mais atenção de Lula


Do Diário OnLine
Com Agência Brasil

28/09/2007 | 14:38


O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta sexta-feira que já está acertado com o Palácio do Planalto que os senadores peemedebistas terão mais atenção do governo em relação a suas reivindicações. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou de manter contato mais estreito com os senadores.

Na quarta-feira, 12 senadores do PMDB se rebelaram e votaram contra a MP (Medida Provisória) que criaria a Secretaria Especial de Planejamento  de Longo Prazo, deixando sem cargo o ministro Mangabeira Unger e mais cerca de 700 pessoas que já haviam sido contratados para cargos comissionados.

Na ocasião, os peemedebistas mandaram um recado ao governo federal, pois estavam irritados com a demora de Lula em nomear integrantes da legenda para cargos de segundo escalão do governo.

“Não há, da parte do governo, nenhuma possibilidade de não ouvir, de não atender o PMDB. Pelo contrário, o PMDB é um partido importante da coalizão”, disse Jucá. Ele acrescentou que, se houve algum tipo de erro do governo, é preciso corrigir e, se for algum mal-entendido, que possa ser explicado.

Jucá declarou que, até a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga até 2011 a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) chegar ao Senado, provavelmente em outubro, o impasse entre PMDB e governo já deve estar resolvido.

“Até lá, as questões já estão resolvidas, encaminhadas, acalmadas, já vai estar sendo restabelecida a relação sem curto-circuito, sem nenhum tipo de interrupção”, afirmou.

Segundo Jucá, a interlocução do governo com os senadores peemedebistas será feita por meio do líder do partido no Senado, Valdir Raupp (RO). “O senador Raupp está com a bola, ele é o cara. Vamos querer que ele diga quais são as questões que estão pendentes e vamos procurar resolver”.

O líder ainda disse que, na próxima semana, o governo deve ter uma solução para a questão da Secretaria Especial de Planejamento de Longo Prazo. “O presidente determinou a análise de várias opções para resolver essa questão e já tem uma decisão: o Longo Prazo terá uma estrutura a nível de ministério para pensar o Brasil do futuro. Essa é uma decisão política já tomada pelo presidente. A forma como isso vai ocorrer vai depender da sugestão dos técnicos e da própria decisão do presidente nesta semana”.

Jucá ressaltou que, na próxima semana, as votações no Senado vão continuar. Os senadores têm 15 indicações do governo para autoridades para avaliar em plenário.

O líder refutou a relação da insatisfação dos senadores com a pressão pela volta de Silas Rondeau, ligado ao PMDB, ao Ministério de Minas e Energia. “A escolha de ministro é uma decisão do presidente da República. O Ministério de Minas e Energia é um ministério que está apontado para o PMDB. O ministro Silas vinha exercendo com muita competência esse ministério. Houve um acidente de percurso (Silas deixou o cargo depois de ver seu nome envolvido em um esquema de corrupção). O presidente está avaliando como vai conduzir essa questão. É um ministério que deverá continua sob a égide do PMDB, mas no momento que o presidente decidir”.

Franciscanos -
Já o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) chamou de “franciscanos” o grupo formado por 12 senadores que na quarta-feira votaram contra a MP da Secretaria Especial de Planejamento Estratégico. Ao todo, a bancada do PMDB tem 19 senadores.

Ele reclamou que apenas os “cardeais” do partido são ouvidos pelo Palácio do Planalto, numa referência aos senadores Romero Jucá (RR), Roseana Sarney (MA), líder do governo no Congresso, Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, e José Sarney (AP). De acordo com Salgado, o grupo quer mais “atenção” do governo. “Os franciscanos não querem um sapato de couro alemão, querem só um chinelinho novo.”


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Líder do governo garante que PMDB receberá mais atenção de Lula

Do Diário OnLine
Com Agência Brasil

28/09/2007 | 14:38


O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta sexta-feira que já está acertado com o Palácio do Planalto que os senadores peemedebistas terão mais atenção do governo em relação a suas reivindicações. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou de manter contato mais estreito com os senadores.

Na quarta-feira, 12 senadores do PMDB se rebelaram e votaram contra a MP (Medida Provisória) que criaria a Secretaria Especial de Planejamento  de Longo Prazo, deixando sem cargo o ministro Mangabeira Unger e mais cerca de 700 pessoas que já haviam sido contratados para cargos comissionados.

Na ocasião, os peemedebistas mandaram um recado ao governo federal, pois estavam irritados com a demora de Lula em nomear integrantes da legenda para cargos de segundo escalão do governo.

“Não há, da parte do governo, nenhuma possibilidade de não ouvir, de não atender o PMDB. Pelo contrário, o PMDB é um partido importante da coalizão”, disse Jucá. Ele acrescentou que, se houve algum tipo de erro do governo, é preciso corrigir e, se for algum mal-entendido, que possa ser explicado.

Jucá declarou que, até a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga até 2011 a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) chegar ao Senado, provavelmente em outubro, o impasse entre PMDB e governo já deve estar resolvido.

“Até lá, as questões já estão resolvidas, encaminhadas, acalmadas, já vai estar sendo restabelecida a relação sem curto-circuito, sem nenhum tipo de interrupção”, afirmou.

Segundo Jucá, a interlocução do governo com os senadores peemedebistas será feita por meio do líder do partido no Senado, Valdir Raupp (RO). “O senador Raupp está com a bola, ele é o cara. Vamos querer que ele diga quais são as questões que estão pendentes e vamos procurar resolver”.

O líder ainda disse que, na próxima semana, o governo deve ter uma solução para a questão da Secretaria Especial de Planejamento de Longo Prazo. “O presidente determinou a análise de várias opções para resolver essa questão e já tem uma decisão: o Longo Prazo terá uma estrutura a nível de ministério para pensar o Brasil do futuro. Essa é uma decisão política já tomada pelo presidente. A forma como isso vai ocorrer vai depender da sugestão dos técnicos e da própria decisão do presidente nesta semana”.

Jucá ressaltou que, na próxima semana, as votações no Senado vão continuar. Os senadores têm 15 indicações do governo para autoridades para avaliar em plenário.

O líder refutou a relação da insatisfação dos senadores com a pressão pela volta de Silas Rondeau, ligado ao PMDB, ao Ministério de Minas e Energia. “A escolha de ministro é uma decisão do presidente da República. O Ministério de Minas e Energia é um ministério que está apontado para o PMDB. O ministro Silas vinha exercendo com muita competência esse ministério. Houve um acidente de percurso (Silas deixou o cargo depois de ver seu nome envolvido em um esquema de corrupção). O presidente está avaliando como vai conduzir essa questão. É um ministério que deverá continua sob a égide do PMDB, mas no momento que o presidente decidir”.

Franciscanos -
Já o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) chamou de “franciscanos” o grupo formado por 12 senadores que na quarta-feira votaram contra a MP da Secretaria Especial de Planejamento Estratégico. Ao todo, a bancada do PMDB tem 19 senadores.

Ele reclamou que apenas os “cardeais” do partido são ouvidos pelo Palácio do Planalto, numa referência aos senadores Romero Jucá (RR), Roseana Sarney (MA), líder do governo no Congresso, Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, e José Sarney (AP). De acordo com Salgado, o grupo quer mais “atenção” do governo. “Os franciscanos não querem um sapato de couro alemão, querem só um chinelinho novo.”

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