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Mais de 1.000 pessoas estão em reabilitação pós-Covid

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pacientes submetidos a sedação relatam perdas temporárias de movimentos e dificuldade para respirar após a doença


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

22/12/2020 | 01:30


O bancário Roberto de Carvalho Galassi, 67 anos, morador de Santo André, passou 31 dias entubado após ser contaminado pela Covid-19. Ao retornar do coma induzido não tinha os movimentos, após muitos dias sendo sedado. Também sem poder falar, por causa da traqueostomia (abertura cirúrgica na traqueia), levou alguns dias até conseguir se comunicar. Com a fala restabelecida, foram ainda 15 dias de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), até ser transferido para uma clínica de tratamentos secundários, em Santo André.

Galassi é um dos mais de 1.000 pacientes no Grande ABC que precisam fazer reabilitação pós-Covid-19, tamanha extensão da doença em seus organismos. Longos períodos de sedação fazem com que o cérebro diminua os estímulos enviados aos músculos, para garantir que a pessoa fique imóvel. O resultado é que os pacientes precisam reaprender o caminho desses estímulos para voltar a se movimentar.

“Cada pequeno avanço é uma vitória. Pegar o telefone, poder discar ou atender uma ligação; tirar os óculos”, relatou o bancário. Galassi se contaminou em agosto e reconhece que relaxou nos cuidados para evitar o contato com o novo coronavírus. “Depois de um tempo em casa, acabei deixando de lado. Já atendia o entregador de comida sem máscara, ou não higienizava a embalagem com álcool”, reconheceu. O bancário passou por nova internação em UTI, quando ainda no processo de fisioterapia respiratória, foi acometido por uma embolia pulmonar.

Atualmente, faz os exercícios para recuperar a força muscular do pulmão todos os dias, além de fisioterapia motora três vezes por semana. A coordenadora da fisioterapia da Clínica Nobre, Juliana Turquetti, explicou que o paciente chegou a ter 70% do pulmão comprometido pela doença, e que apesar da melhora que vem apresentando, seu órgão ainda precisa se reacostumar a respirar sozinho.

Fisioterapeuta que cuida da recuperação motora do paciente, Marina Silva Batista explicou que Gabassi foi acometido de tetraparesia do doente crítico, imobilidade temporária causada pelo longo período de sedação. “Os músculos perdem força, ficam flácidos e a pessoa precisa reaprender a caminhar, se movimentar”, pontuou.

Otimista, Galassi espera poder retornar ao convívio da família até o Natal, e em breve, já totalmente recuperado, pretende aproveitar cada minuto da vida. “Entendi que posso morrer a qualquer momento, então vou procurar fazer o que é bom para mim”, relatou.

"Adoro viajar, acampar, quero dirigir pelas praias do Nordeste, ir de carro até Ushuaia, na Argentina”, citou. O bancário faz um alerta sobre a doença e seus riscos. “Infelizmente, vemos algumas pessoas dizendo que é uma gripinha. Estou há quatro meses tentando me recuperar, perdendo o tempo que poderia estar com a minha família, filhos e netos. É uma coisa séria, que pode nos matar, ou matar um parente, quando a gente leva o vírus para dentro de casa”, concluiu.

Sequelas motoras, respiratórias e neurológicas são as mais comuns


Os três principais grupos de sequelas da Covid-19 são respiratórios, músculo-esqueléticos e neurológicos, explicou a coordenadora do curso de fisioterapia da Estácio Carolina Azevedo Castro. A docente relata que a intervenção dos fisioterapeutas, especialmente em casos graves, deve ocorrer o mais breve possível, ainda durante a internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), para que a recuperação ocorra de forma mais breve após a alta.

Carolina afirmou que os pacientes que passam por longos períodos de internação perdem massa e força muscular e muitos desenvolvem síndrome de imobilismo e apresentam dificuldades para as tarefas mais básicas do cotidiano, como escovar os dentes ou se alimentar sozinhos.

“Ainda estamos descobrindo muita coisa em relação à Covid-19, mas o que pode ser visto é que pacientes mais idosos, ou com comorbidades cardíacas, hipertensão, diabete ou alguma doença respiratória anterior têm menos reserva para enfrentar a doença e muito provavelmente vão ter sequelas”, ponderou a docente.

O professor titular de pneumologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Elie Fiss relatou que entre as sequelas de pacientes graves está a fibrose pulmonar. Tosses persistentes também têm sido observadas em alguns dos casos. “De uma maneira geral, as pessoas têm relatado demora em retorno de olfato e paladar”, completou.

Sobre os pacientes com comorbidade, Fiss lembrou que esses são os indivíduos com maior probabilidade de desenvolver a forma grave da doença, tendo necessidade de internação em UTI. “Talvez tenha uma relação, porque são as manifestações mais graves da doença que podem deixar sequelas”, reforçou.

Carolina afirmou que muitas vezes a pessoa que passa muito tempo internada desenvolve medos, inseguranças, ansiedade, e isso tem uma pressão sobre a saúde mental e, em alguns casos, sequelas neurológicas. “Conforme o paciente vai melhorando, ganhando confiança, ele começa a ter condições de sair desse quadro”, afirmou. A docente destacou que a pandemia de Covid-19 tem colocado em evidência a importância da atuação dos fisioterapeutas. “Com a possibilidade de uma segunda onda, esse profissional vai ser cada vez mais demandado nos hospitais”, concluiu.

Cidades começam a criar ambulatórios para atendimento

As prefeituras da região criaram serviços especializados para atendimento pós-Covid-19. Um dos primeiros ambulatórios foi aberto em Ribeirão Pires, em setembro. Entre 14 e 21 dias após a alta hospitalar, o internado em emergência ou com quadro de internação grave por coronavírus faz sua primeira consulta no Ambulatório de Atendimento a Pacientes Pós-Covid, situado no Serviço de Atenção Especializado, região central da cidade, onde é realizada a solicitação de coletas de exames laboratoriais e de imagens.

Se necessário, de acordo com a avaliação médica, o paciente tem encaminhamento para atendimento psicológico e fisioterapêutico. O período de acompanhamento pode chegar a até três meses. O agendamento é realizado pelos profissionais da rede municipal. Fazem parte da equipe médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicóloga e fisioterapeuta.

São Caetano inaugurou em outubro Ambulatório Pós-Covid e já atendeu 324 pacientes, sendo que outros 255 aguardam pelas consultas, já agendadas. Os pacientes diagnosticados com a doença são contatados 15 dias após a alta e/ou o diagnóstico, para avaliação com médico generalista e acolhimento psicológico.

Como apoio, os médicos generalistas do ambulatório contam com especialistas, equipe multidisciplinar na atenção primária à saúde e fisioterapia cardiorrespiratória. Aqueles que não forem agendados proativamente pela equipe e necessitarem do atendimento podem solicitar o agendamento pela ouvidoria da saúde, pelo telefone 4233-8100, ou pelo site ouvidoriasaudeweb.saocaetanodosul.sp.gov.br.

Também em outubro, Diadema implantou a Linha de Cuidado de Reabilitação do Paciente Pós-Covid, com foco nas altas de internações de longa duração. No momento da alta hospitalar, o paciente é agendado para avaliação de funcionalidades no CER (Centro Especializado em Reabilitação). Além disso, o Centro entra em contato com os hospitais do município para levantar informações sobre aqueles que passaram por internação prolongada, com ou sem intubação, e realiza agendamento para triagem com equipe multiprofissional. A equipe avalia se o paciente ficou com alguma alteração motora ou neurológica que necessite de reabilitação específica ou acompanhamento na UBS (Unidade Básica de Saúde). Atualmente, 64 pacientes estão em atendimento. Aproximadamente 50 já tiveram alta.

Santo André está em fase de organização de um centro de reabilitação para pacientes que ficaram com sequelas da Covid-19, especificamente respiratórias. Pacientes com outros tipos de sequela são acompanhados no fluxo normal da rede de saúde. Segundo a administração, todos que têm alta dos hospitais municipais recebem visita de profissional da atenção básica para verificar algum tipo de sequela e a necessidade de acompanhamento com pneumologista, neurologista, cardiologista ou clínicos nas unidades da rede. A Prefeitura não informou quantos já foram encaminhados para esses acompanhamentos.

São Bernardo oferta tratamento pós-Covid-19 a 640 pacientes com sequelas da doença de causa multissistêmica, especialmente pulmonar. Todas as 3.495 pessoas que tiveram alta hospitalar neste período de pandemia foram encaminhadas para as UBSs, onde passaram por avaliação. De acordo com o quadro, foram encaminhadas para o pneumologista e avaliação no ambulatório de reabilitação pulmonar ou mantiveram acompanhamento na UBS, com suporte do pneumologista matriciador. Mauá e Rio Grande da Serra não responderam.



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Mais de 1.000 pessoas estão em reabilitação pós-Covid

Pacientes submetidos a sedação relatam perdas temporárias de movimentos e dificuldade para respirar após a doença

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

22/12/2020 | 01:30


O bancário Roberto de Carvalho Galassi, 67 anos, morador de Santo André, passou 31 dias entubado após ser contaminado pela Covid-19. Ao retornar do coma induzido não tinha os movimentos, após muitos dias sendo sedado. Também sem poder falar, por causa da traqueostomia (abertura cirúrgica na traqueia), levou alguns dias até conseguir se comunicar. Com a fala restabelecida, foram ainda 15 dias de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), até ser transferido para uma clínica de tratamentos secundários, em Santo André.

Galassi é um dos mais de 1.000 pacientes no Grande ABC que precisam fazer reabilitação pós-Covid-19, tamanha extensão da doença em seus organismos. Longos períodos de sedação fazem com que o cérebro diminua os estímulos enviados aos músculos, para garantir que a pessoa fique imóvel. O resultado é que os pacientes precisam reaprender o caminho desses estímulos para voltar a se movimentar.

“Cada pequeno avanço é uma vitória. Pegar o telefone, poder discar ou atender uma ligação; tirar os óculos”, relatou o bancário. Galassi se contaminou em agosto e reconhece que relaxou nos cuidados para evitar o contato com o novo coronavírus. “Depois de um tempo em casa, acabei deixando de lado. Já atendia o entregador de comida sem máscara, ou não higienizava a embalagem com álcool”, reconheceu. O bancário passou por nova internação em UTI, quando ainda no processo de fisioterapia respiratória, foi acometido por uma embolia pulmonar.

Atualmente, faz os exercícios para recuperar a força muscular do pulmão todos os dias, além de fisioterapia motora três vezes por semana. A coordenadora da fisioterapia da Clínica Nobre, Juliana Turquetti, explicou que o paciente chegou a ter 70% do pulmão comprometido pela doença, e que apesar da melhora que vem apresentando, seu órgão ainda precisa se reacostumar a respirar sozinho.

Fisioterapeuta que cuida da recuperação motora do paciente, Marina Silva Batista explicou que Gabassi foi acometido de tetraparesia do doente crítico, imobilidade temporária causada pelo longo período de sedação. “Os músculos perdem força, ficam flácidos e a pessoa precisa reaprender a caminhar, se movimentar”, pontuou.

Otimista, Galassi espera poder retornar ao convívio da família até o Natal, e em breve, já totalmente recuperado, pretende aproveitar cada minuto da vida. “Entendi que posso morrer a qualquer momento, então vou procurar fazer o que é bom para mim”, relatou.

"Adoro viajar, acampar, quero dirigir pelas praias do Nordeste, ir de carro até Ushuaia, na Argentina”, citou. O bancário faz um alerta sobre a doença e seus riscos. “Infelizmente, vemos algumas pessoas dizendo que é uma gripinha. Estou há quatro meses tentando me recuperar, perdendo o tempo que poderia estar com a minha família, filhos e netos. É uma coisa séria, que pode nos matar, ou matar um parente, quando a gente leva o vírus para dentro de casa”, concluiu.

Sequelas motoras, respiratórias e neurológicas são as mais comuns


Os três principais grupos de sequelas da Covid-19 são respiratórios, músculo-esqueléticos e neurológicos, explicou a coordenadora do curso de fisioterapia da Estácio Carolina Azevedo Castro. A docente relata que a intervenção dos fisioterapeutas, especialmente em casos graves, deve ocorrer o mais breve possível, ainda durante a internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), para que a recuperação ocorra de forma mais breve após a alta.

Carolina afirmou que os pacientes que passam por longos períodos de internação perdem massa e força muscular e muitos desenvolvem síndrome de imobilismo e apresentam dificuldades para as tarefas mais básicas do cotidiano, como escovar os dentes ou se alimentar sozinhos.

“Ainda estamos descobrindo muita coisa em relação à Covid-19, mas o que pode ser visto é que pacientes mais idosos, ou com comorbidades cardíacas, hipertensão, diabete ou alguma doença respiratória anterior têm menos reserva para enfrentar a doença e muito provavelmente vão ter sequelas”, ponderou a docente.

O professor titular de pneumologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Elie Fiss relatou que entre as sequelas de pacientes graves está a fibrose pulmonar. Tosses persistentes também têm sido observadas em alguns dos casos. “De uma maneira geral, as pessoas têm relatado demora em retorno de olfato e paladar”, completou.

Sobre os pacientes com comorbidade, Fiss lembrou que esses são os indivíduos com maior probabilidade de desenvolver a forma grave da doença, tendo necessidade de internação em UTI. “Talvez tenha uma relação, porque são as manifestações mais graves da doença que podem deixar sequelas”, reforçou.

Carolina afirmou que muitas vezes a pessoa que passa muito tempo internada desenvolve medos, inseguranças, ansiedade, e isso tem uma pressão sobre a saúde mental e, em alguns casos, sequelas neurológicas. “Conforme o paciente vai melhorando, ganhando confiança, ele começa a ter condições de sair desse quadro”, afirmou. A docente destacou que a pandemia de Covid-19 tem colocado em evidência a importância da atuação dos fisioterapeutas. “Com a possibilidade de uma segunda onda, esse profissional vai ser cada vez mais demandado nos hospitais”, concluiu.

Cidades começam a criar ambulatórios para atendimento

As prefeituras da região criaram serviços especializados para atendimento pós-Covid-19. Um dos primeiros ambulatórios foi aberto em Ribeirão Pires, em setembro. Entre 14 e 21 dias após a alta hospitalar, o internado em emergência ou com quadro de internação grave por coronavírus faz sua primeira consulta no Ambulatório de Atendimento a Pacientes Pós-Covid, situado no Serviço de Atenção Especializado, região central da cidade, onde é realizada a solicitação de coletas de exames laboratoriais e de imagens.

Se necessário, de acordo com a avaliação médica, o paciente tem encaminhamento para atendimento psicológico e fisioterapêutico. O período de acompanhamento pode chegar a até três meses. O agendamento é realizado pelos profissionais da rede municipal. Fazem parte da equipe médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicóloga e fisioterapeuta.

São Caetano inaugurou em outubro Ambulatório Pós-Covid e já atendeu 324 pacientes, sendo que outros 255 aguardam pelas consultas, já agendadas. Os pacientes diagnosticados com a doença são contatados 15 dias após a alta e/ou o diagnóstico, para avaliação com médico generalista e acolhimento psicológico.

Como apoio, os médicos generalistas do ambulatório contam com especialistas, equipe multidisciplinar na atenção primária à saúde e fisioterapia cardiorrespiratória. Aqueles que não forem agendados proativamente pela equipe e necessitarem do atendimento podem solicitar o agendamento pela ouvidoria da saúde, pelo telefone 4233-8100, ou pelo site ouvidoriasaudeweb.saocaetanodosul.sp.gov.br.

Também em outubro, Diadema implantou a Linha de Cuidado de Reabilitação do Paciente Pós-Covid, com foco nas altas de internações de longa duração. No momento da alta hospitalar, o paciente é agendado para avaliação de funcionalidades no CER (Centro Especializado em Reabilitação). Além disso, o Centro entra em contato com os hospitais do município para levantar informações sobre aqueles que passaram por internação prolongada, com ou sem intubação, e realiza agendamento para triagem com equipe multiprofissional. A equipe avalia se o paciente ficou com alguma alteração motora ou neurológica que necessite de reabilitação específica ou acompanhamento na UBS (Unidade Básica de Saúde). Atualmente, 64 pacientes estão em atendimento. Aproximadamente 50 já tiveram alta.

Santo André está em fase de organização de um centro de reabilitação para pacientes que ficaram com sequelas da Covid-19, especificamente respiratórias. Pacientes com outros tipos de sequela são acompanhados no fluxo normal da rede de saúde. Segundo a administração, todos que têm alta dos hospitais municipais recebem visita de profissional da atenção básica para verificar algum tipo de sequela e a necessidade de acompanhamento com pneumologista, neurologista, cardiologista ou clínicos nas unidades da rede. A Prefeitura não informou quantos já foram encaminhados para esses acompanhamentos.

São Bernardo oferta tratamento pós-Covid-19 a 640 pacientes com sequelas da doença de causa multissistêmica, especialmente pulmonar. Todas as 3.495 pessoas que tiveram alta hospitalar neste período de pandemia foram encaminhadas para as UBSs, onde passaram por avaliação. De acordo com o quadro, foram encaminhadas para o pneumologista e avaliação no ambulatório de reabilitação pulmonar ou mantiveram acompanhamento na UBS, com suporte do pneumologista matriciador. Mauá e Rio Grande da Serra não responderam.

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