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Nomes do MTST viram réus na invasão do triplex

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dalecio, de São Bernardo, e Andreia, de Santo André, foram denunciados junto com Boulos pelo MPF


Daniel Tossato

27/02/2021 | 05:03


Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) no Grande ABC, Anderson Dalecio (PT), de São Bernardo, e Andreia Barbosa da Silva (Psol), de Santo André, viraram réus juntamente com o ex-prefeiturável da Capital Guilherme Boulos (Psol), líder do movimento nacional, pela invasão ao triplex do Guarujá, imóvel pivô da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Justiça Federal acolheu a denúncia oferecida pelo MPF (Ministério Público Federal) contra o trio. A decisão foi da juíza Lisa Taubemblatt, da 6ª Vara Federal de Santos, no Litoral. Boulos, Dalecio e Andreia têm dez dias para responder às acusações preliminares.

A invasão ao triplex do Guarujá aconteceu em abril de 2018, como forma de protesto à detenção de Lula. O petista foi condenado pelo hoje ex-juiz Sergio Moro por corrupção, acusado de receber o imóvel como propina da OAS em troca de contratos com governos petistas. Lula ficou preso na superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, no Paraná, durante 580 dias. Ele nega todas as acusações.

Para o MPF, ficou configurado crime de “destruir ou danificar a coisa própria que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção”. O artigo do Código Penal citado é o 346º, que estabelece ainda pena de seis meses a dois anos de detenção, mais multa.

Dalecio foi candidato a vereador de São Bernardo pelo PT. Recebeu 942 votos. Andreia buscou vaga na Câmara de Santo André. Obteve 2.541 adesões.
Boulos criticou a acusação do MPF, que classificou como “nova farsa do triplex”. “A decisão de agora mostra, mais uma vez, a Justiça Federal sendo conivente com as atrocidades promovidas no âmbito da Lava Jato, que estão novamente em evidência com a divulgação de mais conversas comprometedoras entre procuradores”, disse o político, por nota.

“Os advogados que acompanham o caso consideram a denúncia absurda e afirmam que a decisão, por ser inconsistente, certamente será revista. Há certeza de que Boulos não praticou nenhum crime e também convicção da inocência dos militantes do MTST, já expressa na recusa, por reiteradas vezes, de ofertas de acordo do Ministério Público e no pedido de julgamento antecipado do caso – que não foi atendido”, emendou.

Lula chegou a ser denunciado pela invasão do triplex, acusado de incitar Boulos ao ato, mas a Justiça Federal não acolheu o pedido.

Dalecio e Andreia compartilharam nota do MTST sobre a denúncia. “Recebemos com espanto a notícia do acolhimento da denúncia contra Guilherme Boulos e mais dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto. O caso é uma aberração jurídica, agora legitimada pela Justiça Federal. Trata-se de um processo farsesco e viciado, iniciado por uma denúncia inconsistente. Militantes do MTST que participaram de manifestação política da Frente Povo Sem Medo juntamente com dezenas de ativistas estão sendo criminalizados por terem denunciado a persecutória e injusta condenação do ex- presidente Lula no caso do triplex. Advogados do MTST defendem a absoluta inocência dos militantes envolvidos e combaterão a decisão pelos meios legais.”
 



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Nomes do MTST viram réus na invasão do triplex

Dalecio, de São Bernardo, e Andreia, de Santo André, foram denunciados junto com Boulos pelo MPF

Daniel Tossato

27/02/2021 | 05:03


Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) no Grande ABC, Anderson Dalecio (PT), de São Bernardo, e Andreia Barbosa da Silva (Psol), de Santo André, viraram réus juntamente com o ex-prefeiturável da Capital Guilherme Boulos (Psol), líder do movimento nacional, pela invasão ao triplex do Guarujá, imóvel pivô da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Justiça Federal acolheu a denúncia oferecida pelo MPF (Ministério Público Federal) contra o trio. A decisão foi da juíza Lisa Taubemblatt, da 6ª Vara Federal de Santos, no Litoral. Boulos, Dalecio e Andreia têm dez dias para responder às acusações preliminares.

A invasão ao triplex do Guarujá aconteceu em abril de 2018, como forma de protesto à detenção de Lula. O petista foi condenado pelo hoje ex-juiz Sergio Moro por corrupção, acusado de receber o imóvel como propina da OAS em troca de contratos com governos petistas. Lula ficou preso na superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, no Paraná, durante 580 dias. Ele nega todas as acusações.

Para o MPF, ficou configurado crime de “destruir ou danificar a coisa própria que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção”. O artigo do Código Penal citado é o 346º, que estabelece ainda pena de seis meses a dois anos de detenção, mais multa.

Dalecio foi candidato a vereador de São Bernardo pelo PT. Recebeu 942 votos. Andreia buscou vaga na Câmara de Santo André. Obteve 2.541 adesões.
Boulos criticou a acusação do MPF, que classificou como “nova farsa do triplex”. “A decisão de agora mostra, mais uma vez, a Justiça Federal sendo conivente com as atrocidades promovidas no âmbito da Lava Jato, que estão novamente em evidência com a divulgação de mais conversas comprometedoras entre procuradores”, disse o político, por nota.

“Os advogados que acompanham o caso consideram a denúncia absurda e afirmam que a decisão, por ser inconsistente, certamente será revista. Há certeza de que Boulos não praticou nenhum crime e também convicção da inocência dos militantes do MTST, já expressa na recusa, por reiteradas vezes, de ofertas de acordo do Ministério Público e no pedido de julgamento antecipado do caso – que não foi atendido”, emendou.

Lula chegou a ser denunciado pela invasão do triplex, acusado de incitar Boulos ao ato, mas a Justiça Federal não acolheu o pedido.

Dalecio e Andreia compartilharam nota do MTST sobre a denúncia. “Recebemos com espanto a notícia do acolhimento da denúncia contra Guilherme Boulos e mais dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto. O caso é uma aberração jurídica, agora legitimada pela Justiça Federal. Trata-se de um processo farsesco e viciado, iniciado por uma denúncia inconsistente. Militantes do MTST que participaram de manifestação política da Frente Povo Sem Medo juntamente com dezenas de ativistas estão sendo criminalizados por terem denunciado a persecutória e injusta condenação do ex- presidente Lula no caso do triplex. Advogados do MTST defendem a absoluta inocência dos militantes envolvidos e combaterão a decisão pelos meios legais.”
 

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