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Monitor da FGV aponta queda de 4,0% para o PIB em 2020

Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em termos monetários, PIB alcançou aproximadamente R$ 7,434 trilhões de janeiro a dezembro



19/02/2021 | 10:43


O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 4,0% no ano de 2020, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Pelo lado da oferta, indústria e serviços recuaram, enquanto a agropecuária cresceu 2,0% no ano passado. Sob a ótica da demanda, houve retração em todos os componentes, com destaque para a queda de 5,2% no consumo das famílias.

"A expressiva queda de 4,0% da economia em 2020 consolida retrações disseminadas em diversas atividades econômicas, em decorrência da pandemia de covid-19", avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial. "Os desafios para 2021 mostram-se grandes a partir deste cenário, tendo em vista que devido ao crescimento lento de 2017-2019 a economia não havia sido capaz de recuperar as perdas da recessão de 2014-2016. Com o choque adverso enfrentado em 2020, que ainda não foi totalmente eliminado, os resultados de 2014, pico da série histórica, parecem cada vez mais distantes de serem alcançados", completou.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

O PIB teve um crescimento de 3,4% no quarto trimestre de 2020 em comparação ao terceiro trimestre. Em relação ao quarto trimestre de 2019, o PIB teve uma retração de 0,8%.

No mês de dezembro, o PIB apresentou crescimento de 1,0% ante novembro de 2020. Na comparação com dezembro de 2019, houve expansão de 1,4% em dezembro de 2020, o primeiro resultado positivo após nove meses consecutivos de quedas.

Sob a ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) recuou 2,9% em 2020, puxado pelo componente de máquinas e equipamentos. As exportações caíram 1,9% em 2020, enquanto as importações apresentaram retração de 10,3%.

Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 7,434 trilhões de janeiro a dezembro, em valores correntes.

"O resultado do PIB de 2020 interrompeu a trajetória de crescimento que se estendia por três anos e retornou ao patamar de 2016. A preços constantes de 2020, o PIB de 2020, embora seja um pouco maior que o de 2016, ainda é inferior aos do período 2017 a 2019", ressaltou a nota da FGV.

A valores de 2020, o PIB per capita ficou em R$ 35.108 em 2020, menor valor desde 2008. A taxa de investimento da economia foi de 16,1% no ano passado, a maior taxa desde 2015, quando estava em 17,3%.



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Monitor da FGV aponta queda de 4,0% para o PIB em 2020

Em termos monetários, PIB alcançou aproximadamente R$ 7,434 trilhões de janeiro a dezembro


19/02/2021 | 10:43


O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 4,0% no ano de 2020, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Pelo lado da oferta, indústria e serviços recuaram, enquanto a agropecuária cresceu 2,0% no ano passado. Sob a ótica da demanda, houve retração em todos os componentes, com destaque para a queda de 5,2% no consumo das famílias.

"A expressiva queda de 4,0% da economia em 2020 consolida retrações disseminadas em diversas atividades econômicas, em decorrência da pandemia de covid-19", avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial. "Os desafios para 2021 mostram-se grandes a partir deste cenário, tendo em vista que devido ao crescimento lento de 2017-2019 a economia não havia sido capaz de recuperar as perdas da recessão de 2014-2016. Com o choque adverso enfrentado em 2020, que ainda não foi totalmente eliminado, os resultados de 2014, pico da série histórica, parecem cada vez mais distantes de serem alcançados", completou.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

O PIB teve um crescimento de 3,4% no quarto trimestre de 2020 em comparação ao terceiro trimestre. Em relação ao quarto trimestre de 2019, o PIB teve uma retração de 0,8%.

No mês de dezembro, o PIB apresentou crescimento de 1,0% ante novembro de 2020. Na comparação com dezembro de 2019, houve expansão de 1,4% em dezembro de 2020, o primeiro resultado positivo após nove meses consecutivos de quedas.

Sob a ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) recuou 2,9% em 2020, puxado pelo componente de máquinas e equipamentos. As exportações caíram 1,9% em 2020, enquanto as importações apresentaram retração de 10,3%.

Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 7,434 trilhões de janeiro a dezembro, em valores correntes.

"O resultado do PIB de 2020 interrompeu a trajetória de crescimento que se estendia por três anos e retornou ao patamar de 2016. A preços constantes de 2020, o PIB de 2020, embora seja um pouco maior que o de 2016, ainda é inferior aos do período 2017 a 2019", ressaltou a nota da FGV.

A valores de 2020, o PIB per capita ficou em R$ 35.108 em 2020, menor valor desde 2008. A taxa de investimento da economia foi de 16,1% no ano passado, a maior taxa desde 2015, quando estava em 17,3%.

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