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Sete partidos apóiam Aldo na disputa pela Presidência da Câmara


Das Agências

01/02/2007 | 09:36


Candidato à reeleição a Presidência da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) disputa o cargo nesta quinta com o apoio de sete partidos: PCdoB, PSB, PFL, PDT, PMN, PHS e PAN.

No decorrer da campanha, o parlamentar priorizou os contatos pessoais e suprapartidários na tentativa de garantir votos necessários para ganhar eleição no primeiro turno ou, pelo menos, uma vaga no segundo turno.

A coordenação de campanha está confiante que tem votos de todas as legendas, suficientes para disputar o segundo turno com Arlindo Chinaglia (PT-SP) ou Gustavo Fruet (PSDB-PR).

Aldo Rebelo defende propostas como o orçamento impositivo, ou seja, que o Executivo seja obrigado a cumprir o Orçamento da União aprovado pelo Congresso Nacional; a restrição da edição de medidas provisórias pelo Presidente da República; e a isonomia, ao longo do tempo, dos salários de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) com os salários do presidente da República, ministros de Estado e parlamentares.

As três propostas, todas polêmicas, estão na carta-compromisso encaminhada pelo parlamentar aos deputados federais.  O reajuste do salário dos parlamentares, de R$ 12,8 mil para R$ 24,5 mil, chegou a ser proposto por Aldo Rebelo e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no fim do ano passado.

Por conta de uma grande repercussão negativa junto à sociedade, os parlamentares foram obrigados a recuar da decisão após o Supremo Tribunal Federal conceder liminar suspendendo o reajuste auto-concedido. Rebelo e Calheiros já tinham apresentado cortes nos orçamentos da Câmara e do Senado para viabilizar o reajuste.

Natural de Viçosa (AL) e jornalista por profissão, o atual presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, começa hoje o seu quinto mandato na Casa. Ele foi eleito para a Câmara pela primeira vez em 1991.

Em 1989, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva candidatou-se pela primeira vez à Presidência da República, perdendo para o então governador de Alagoas Fernando Collor de Mello, o militante político comunista iniciava sua vida parlamentar como vereador constituinte da cidade de São Paulo.

No primeiro mandato do presidente Lula, Rebelo foi líder do governo na Câmara e ministro da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais do governo. Aldo Rebelo retornou à Câmara em 2005.

Com a renúncia do então presidente Severino Cavalcanti (PP-PE), por conta de denúncias de recebimento de propinas, Rebelo elegeu-se presidente da Casa em 28 de setembro daquele ano, disputando o cargo com o pefelista José Thomaz Nonô (AL), que já era primeiro vice-presidente.

Em um acordo político da base aliada ao governo, o petista Arlindo Chinaglia abriu mão de sua candidatura para viabilizar a eleição de Rebelo. Desta vez, os dois resolveram bater chapa em plenário para decidir quem comandará a Câmara pelos próximos dois anos.

Esta eleição repete a disputa de 2005, quando dois parlamentares governistas - Virgílio Guimarães (PT-MG) e Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) - foram para o voto no plenário. O paulista ganhou no primeiro turno, mas perdeu para Severino Cavalcanti no segundo.

A vida política de Aldo Rebelo, entretanto, é anterior à trajetória parlamentar. Em 1977, ele passou a exercer funções tanto na Direção Nacional do PCdoB quanto na Direção Regional do partido, em São Paulo.

Na época, o partido ainda estava na clandestinidade e o país começava o processo de “distensão” no governo do presidente militar Ernesto Geisel. Em 1979, ele foi secretário-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE), no momento de sua reconstrução. Em 1980, elegeu-se presidente da agremiação.

De 1980 a 1985, Rebelo esteve filiado ao PMDB. Participou, pelo partido, da campanha pelas Diretas Já e do colégio eleitoral que elegeu o então candidato Tancredo Neves à Presidência da República rompendo com 20 anos de ditadura militar. Ainda em 1985, o comunista filiou-se ao PCdoB.



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