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Especialistas apontam caminhos para a esconomia


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

07/12/2002 | 18:19


O Brasil tem grande dependência do capital externo e precisa desenvolver ações de política econômica para melhorar essa situação e retomar o crescimento econômico. A avaliação é consenso entre economistas, embora haja divergências em relação à gravidade do quadro e quanto aos caminhos para que o governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, consiga tirar o Brasil da rota de inflação e estagnação da economia.

Para o economista e deputado federal Delfim Netto, o governo de Fernando Henrique Cardoso criou uma armadilha ao endividar fortemente o país para financiar sua política cambial, permitindo que o déficit em conta corrente (diferença entre o que é pago em bens e serviços e o que entra) chegasse a US$ 190 bilhões no passado recente.

Na sua avaliação, a opção é estimular as exportações para equilibrar o balanço de pagamentos. Mas ele acredita que a situação não é drástica. “Se cumprir o acordo com o FMI, o país está financiado e tem um ano para ter condições melhores.”

Delfim Netto não avalia que o movimento de especulação, que tem contribuído para jogar o dólar nas alturas, na negociação de títulos públicos ancorados no câmbio, seja algo que preocupe. “Esse capital que tem entrado é de curto prazo, que vem aproveitar as altíssimas taxas de juros, com correção cambial de 35%, mas é marginalíssimo e não tem grande importância. Dependemos muito menos desse capital”, afirmou. Para ele, a situação se deteriorou em função desse erro interno.

Já a vice-presidente do Conselho Regional de Economia, Peggy Beçak, avalia que a instabilidade interna, devido ao fato de as diretrizes do próximo governo não serem ainda muito conhecidas, tornou a especulação grande.

A economista Eliane Cardoso também considera que as incertezas em relação ao futuro da política monetária e a falta de definição de quem vai estar na direção do Banco Central fizeram aumentar a participação da dívida de curto prazo (o capital especulativo) na dívida total. “Mas o endividamento externo do Brasil nos últimos três anos se fez em grande parte por meio de investimentos diretos e não por meio de capital de curto prazo”, disse Eliane.

Para ela, o governo Lula precisará manter políticas consistentes, respeitar os contratos, inspirar confiança, manter os superávits fiscais e controlar a inflação. “A alternativa a isso é uma crise de dimensões argentinas ou venezuelanas.”

Para alguns especialistas, nem tudo são más notícias. Os números da balança de transações correntes vêm melhorando mês a mês neste ano. “Esperava-se um déficit de US$ 21 bilhões, que teria de ser financiado com recursos externos e estamos falando hoje de um déficit de US$ 7 bilhões, poderíamos até ter um quadro de superávit”, disse o sócio da consultoria de investimentos Técnica, Harold Thau.

Na sua avaliação, os ativos brasileiros estavam depreciados exageradamente. Ele considera que será importante que haja políticas responsáveis, como a redução do déficit público. “Com o quadro político melhor definido pode-se pensar em reduzir as taxas de juros”, afirmou.



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