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Três cidades da região já contam com árvore solar comunitária

André Henriques/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estrutura transforma energia do Sol em elétrica, carrega bateria de celular e dispõe de saída USB


Francisco Lacerda
do Diário do Grande ABC

29/11/2021 | 00:01


Nas redes sociais ou nas ruas do Grande ABC já há algum tempo é possível notar a imagem futurística de uma planta tecnológica, a árvore solar. A estrutura, tubular, assemelha-se ao vegetal encontrado na natureza, mas esta não produz a fotossíntese, processo em que é capturada a luz solar e produzidas as moléculas orgânicas. Com cerca de três metros de altura e pouco mais de quatro metros de largura, com troncos, galhos e folhas, mas formados por placas solares, a árvore tecnológica transforma a energia da luz do Sol em elétrica, capaz de carregar bateria de celulares, tablets, notebooks e até mesmo bicicletas e patinetes elétricos.

O projeto, com os chamados painéis fotovoltáicos, que desenvolvem força eletromotriz – conversão de qualquer forma de energia em energia elétrica – pela ação da luz e produz corrente quando iluminada, é realizado pela Enel, concessionária de energia elétrica presente em 24 municípios da Grande São Paulo, incluindo os sete da região. O intuito, segundo a distribuidora, é o consumo consciente e eficiente da energia elétrica, o que deve levar “mais economia e consciência ambiental à população” de modo geral.

Versáteis, as árvores tecnológicas têm capacidade para geração independente e sustentável de energia e, ainda, disponibilizam saídas USB para uso coletivo dos locais onde estão inseridas. Três das sete cidades do Grande ABC já contam com o equipamento.

Santo André tem quatro na Praça da Cidadania, na Avenida Quatro, no Jardim Santo André; e duas no campus da UFABC (Universidade Federal do ABC), na Avenida dos Estados, no bairro Bangú. São Bernardo conta com duas, também no campus da UFABC, na Alameda da Universidade, no bairro Anchieta. As demais estão instaladas em Rio Grande da Serra, uma estrutura na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), na Avenida dos Autonomistas, Vila Figueiredo, e, a outra, na Prefeitura, na Rua do Progresso, no Centro.

Aislan Carlos Lima da Silva, 33 anos, autônomo, morador do Jardim Santo André, conhece o projeto de ver na TV e pelas vezes em que a mulher precisou usar os equipamentos da Praça da Cidadania. Torce para que haja inúmeros outros em diferentes pontos da cidade. “Às vezes a gente está em entrevista de emprego, por exemplo, e o celular descarrega. Tendo uma ‘palmeira’ dessa, carrega e resolve. Pode ajudar muito. Todos deveriam cuidar, porque, assim, vamos ter para sempre.”

Espécie de ‘guardião’ da Praça da Cidadania, Geso Leite, 56 anos, 45 deles no bairro, viu a formação do local. Diz que é comum observar os jovens utilizando o equipamento. “Muitos garotos que não têm internet em casa vêm para a praça, trazem cadernos para fazer matéria (lição de casa), trabalhos de escola. Carregam os celulares (nas árvores solares) e aproveitam o wi-fi.”

A estrutura serve também às pessoas de outras localidades, caso de Ryan Mateus Silva Amaral, 15, estudante, morador no bairro Cipreste. O garoto, no entanto, acha que falta divulgação do projeto. “Não sabia, só fiquei sabendo quando vim aqui (na praça), vi que dava para carregar e uso sempre. Outro dia, ao invés de carregar, descarregou. Deveriam arrumar. Seria bom se tivesse na minha vila. Ajudaria todo mundo”, sugere.

A Enel informa que no programa já foram investidos cerca de R$ 560 mil, recurso financiado pelo PPE (Programa de Eficiência Energética), da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). “O projeto das árvores solares está alinhado aos compromissos assumidos pela companhia com a Agenda 2030 das Nações Unidas e com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), especialmente com o ODS 7 – Energia Limpa e Acessível, para contribuir para o uso racional dos recursos energéticos”, afirma a gerente de sustentabilidade da distribuidora, Solange Mello.

A escolha de locais, segundo a distribuidora, é exclusiva da concessionária, normalmente em instituições com as quais realiza projetos de eficiência energética, mas que houve também parceria com a Sima (Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo) para colocação em locais públicos. “A iniciativa já instalou árvores solares em parques públicos, universidades, hospitais e prefeituras de municípios da área de concessão e beneficia todos os cidadãos”, conclui a executiva. 



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