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Ex-presidente do Santos, Laor abre o jogo em livro sobre a vida

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro fala sobre mágoa com Neymar e experiências que passou


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

21/12/2015 | 07:00


Renascido e renovado. Estas palavras definem Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, ex-presidente do Santos, que completou 73 anos semana passada. Situação que, para alguns, parecia difícil de se concretizar, por conta das más condições de saúde quando, primeiramente, o então dirigente se afastou do comando do Peixe, em 2012, e, depois, ao renunciar cargo, em maio de 2014. No entanto, com rotina voltada ao seu restabelecimento, não deixa de acompanhar o clube de coração, mas teve de se adaptar para não ser internado pela décima vez. E com uma história de vida que tem diversas reviravoltas – de menino que sofria bullying no colégio até líder estudantil; de diretor do Banespa e do Banco Central até pai de seis filhas –, decidiu escrever sua biografia, que depende agora de colaboradores para ser lançada.

“Estou 40 kg mais magro e faço fisioterapeuta três vezes por semana”, afirmou Laor, como ficou conhecido, em bate-papo exclusivo com o Diário. “Minha vida dá um romance”, disse.

Mas apesar de todas as vivências, foi a partir de novembro de 2009, quando venceu o pleito para presidir o Peixe e assumir o lugar que por dez anos foi de Marcelo Teixeira, que sua vida mudou completamente.

“Quando aceitei, contrariamente ao pedido das filhas e a recomendação dos médicos, ser presidente do Santos, passou pela cabeça ser o Santos meu único filho homem. Por um filho, o que um pai não faz? Fui para a briga. Por um lado, objetivamente fui muito bem, venci seis títulos em três anos, mas por outro apanhei, como tudo na vida. Infartei, fui internado nove vezes, passei 30 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), e meus negócios foram muito prejudicados”, contou Laor. “O principal (problema)  foi a saúde, depois a parte financeira, porque nunca recebi um centavo e minha empresa padeceu da minha falta. Em compensação, algumas coisas ditas por terceiros me fazem sentir com o dever cumprido”, emendou o ex-dirigente, que admite ser abordado nas ruas por torcedores de outros clubes e recebe elogios.

No período em que presidiu o clube, foi tricampeão do Paulista, campeão da Copa do Brasil, da Recopa Sul-Americana e da Libertadores, título que mais fez valer a pena o período à frente do Peixe. “Naquela noite no Pacaembu, ver os olhos de 40 mil valeu a pena. E não me arrependo de nada”, declarou o ex-mandatário, que ainda conseguiu a oficialização do clube como octocampeão nacional a partir da unificação dos títulos conquistados antes de 1971 – Taça Brasil entre 1961 e 1965, além do Roberto Gomes Pedrosa de 1968.

NEYMAR

Talvez um dos principais responsáveis por tornar Neymar um ídolo mundial é justamente Luís Álvaro. O que pessoas julgaram como teimosia em manter o craque por tanto tempo no Peixe, o ex-dirigente trata como fidelização de uma figura que hoje em dia é unanimidade pelo País.

“Remamos contra a maré. A tendência é histórica do futebol brasileiro, os clubes quando surgiam ídolo vendiam em primeira proposta que vinha do Exterior. O convenci (Neymar) a permanecer por mais tempo para se tornar um ídolo nacional, a exemplo do Ayrton Senna. Tal como previ, aconteceu, e hoje é um dos finalistas à Bola de Ouro”, afirmou ele, que deu aumento salarial, recusou proposta do Chelsea pelo então garoto e fez plano de carreira.

A parceria entre Neymar e Laor rendeu os principais títulos que o Peixe alcançou nos últimos anos, mas a saída do ídolo em momento de saúde fragilizada do ex-presidente criou problemas e deixou feridas: o acerto entre o jogador e o Barcelona, conduzido por Odílio Rodrigues, vice da época que o substituiu durante sua ausência, ocorreu antes do Mundial de Clubes de 2011, que teve justamente o encontro entre Santos e Barça na decisão. “Trago uma mágoa grande, porque isso, o acordo com o Barcelona, aconteceu enquanto ainda era presidente. Durante todo este tempo o pai negou acerto e aporte financeiro sobre o jogador. E eu acreditei, até que um dia vejo nos jornais que já havia assinado um contrato de 10 milhões de euros. Então passamos pelo estresse de disputar aquela partida com o melhor jogador do nosso elenco com o dinheiro do adversário no bolso. Isso fere qualquer valor de ética”, lamentou.

LIVRO

Para que o livro Laor – Paixão e Ousadia seja publicado, o ex-mandatário alvinegro pede auxílio. “Preciso que santistas, amigos, entrem no site www.bookstart.com.br/laor e ali vão ver as modalidades que podem ajudar, sendo desde a compra de livro impresso até participar de eventos comigo”, concluiu.



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