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Bolsas de NY fecham em baixa com dúvidas sobre viabilidade de pacote de Biden



15/01/2021 | 18:24


As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta sexta-feira em baixa, e registraram perdas na semana, em meio a dúvidas sobre a viabilidade do pacote fiscal trilionário anunciado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden. A volatilidade no mercado acionário americano também aumentou com o início da temporada de balanços corporativos.

O Dow Jones recuou 0,57%, a 30.814,26 pontos, o S&P 500 teve queda de 0,72%, a 3.768,25 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,87%, a 12.998,50 pontos. Na comparação semanal, as perdas foram de 0,91%, 1,48% e 1,54%, respectivamente.

Biden vai propor um pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão. Entre as principais medidas, está o pagamento direto de US$ 1,4 mil a cidadãos americanos, para complementar os US$ 600 aprovados anteriormente, o que soma US$ 2 mil. No entanto, há a percepção entre analistas de que o projeto encontrará obstáculos no Congresso, mesmo com a maioria democrata na Câmara e no Senado.

"Somos lembrados de que a onda azul não garante a ratificação em massa da agenda do presidente eleito, por mais que o próximo governo goste de supor que seja esse o caso", afirmam analistas do BMO Capital Markets. A Capital Economics, por sua vez, estima que qualquer proposta de estímulos precisará ter metade do montante proposto pelo democrata para ser aprovada.

A cautela no exterior também aumentou após a Pfizer anunciar que irá reduzir o ritmo de fornecimento de vacinas contra o coronavírus a países europeus, por conta de uma "reorganização" da capacidade produtiva. Posteriormente, contudo, a farmacêutica informou voltará ao cronograma original de entrega de vacinas à União Europeia em 25 de janeiro.

No S&P 500, o subíndice do setor de energia liderou as perdas (-4,03%), seguido pelo do setor financeiro (-1,8%). As ações da ExxonMobil caíram 4,81%, a US$ 47,89, após a informação de que a petroleira americana é investigada por suspeita de supervalorizar um ativo-chave da bacia permiana, uma de suas propriedades de petróleo e gás mais importantes.

O setor financeiro, por sua vez, deu a largada para a temporada de balanços nos EUA, com resultados mistos de grandes bancos. A ação do JPMorgan, que surpreendeu em lucro e receita, recuou 1,79%, a US$ 138,64. O papel do Wells Fargo, que registrou receita abaixo do esperado, cedeu 7,80%, a US$ 32,04. Já a ação do Citi, que também frustrou em receita, teve perda de 6,93%, a US$ 64,23.

A ação do Twitter caiu 1,33% nesta sexta, a US$ 45,18, e 12,2% na semana, após ter banido o presidente dos EUA, Donald Trump, citando suposta incitação à violência. Na semana passada, apoiadores do republicano invadiram o Congresso para tentar impedir a certificação da vitória de Biden, o que levou à aprovação do impeachment de Trump na Câmara pela segunda vez.

O WhatsApp, por sua vez, adiou uma atualização de sua política de privacidade após a reação de alguns usuários sobre a forma como os dados seriam compartilhados com o Facebook, controlador do aplicativo de mensagens. A ação da companhia de Mark Zuckerberg subiu 2,33%, a US$ 251,36.



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Bolsas de NY fecham em baixa com dúvidas sobre viabilidade de pacote de Biden


15/01/2021 | 18:24


As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta sexta-feira em baixa, e registraram perdas na semana, em meio a dúvidas sobre a viabilidade do pacote fiscal trilionário anunciado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden. A volatilidade no mercado acionário americano também aumentou com o início da temporada de balanços corporativos.

O Dow Jones recuou 0,57%, a 30.814,26 pontos, o S&P 500 teve queda de 0,72%, a 3.768,25 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,87%, a 12.998,50 pontos. Na comparação semanal, as perdas foram de 0,91%, 1,48% e 1,54%, respectivamente.

Biden vai propor um pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão. Entre as principais medidas, está o pagamento direto de US$ 1,4 mil a cidadãos americanos, para complementar os US$ 600 aprovados anteriormente, o que soma US$ 2 mil. No entanto, há a percepção entre analistas de que o projeto encontrará obstáculos no Congresso, mesmo com a maioria democrata na Câmara e no Senado.

"Somos lembrados de que a onda azul não garante a ratificação em massa da agenda do presidente eleito, por mais que o próximo governo goste de supor que seja esse o caso", afirmam analistas do BMO Capital Markets. A Capital Economics, por sua vez, estima que qualquer proposta de estímulos precisará ter metade do montante proposto pelo democrata para ser aprovada.

A cautela no exterior também aumentou após a Pfizer anunciar que irá reduzir o ritmo de fornecimento de vacinas contra o coronavírus a países europeus, por conta de uma "reorganização" da capacidade produtiva. Posteriormente, contudo, a farmacêutica informou voltará ao cronograma original de entrega de vacinas à União Europeia em 25 de janeiro.

No S&P 500, o subíndice do setor de energia liderou as perdas (-4,03%), seguido pelo do setor financeiro (-1,8%). As ações da ExxonMobil caíram 4,81%, a US$ 47,89, após a informação de que a petroleira americana é investigada por suspeita de supervalorizar um ativo-chave da bacia permiana, uma de suas propriedades de petróleo e gás mais importantes.

O setor financeiro, por sua vez, deu a largada para a temporada de balanços nos EUA, com resultados mistos de grandes bancos. A ação do JPMorgan, que surpreendeu em lucro e receita, recuou 1,79%, a US$ 138,64. O papel do Wells Fargo, que registrou receita abaixo do esperado, cedeu 7,80%, a US$ 32,04. Já a ação do Citi, que também frustrou em receita, teve perda de 6,93%, a US$ 64,23.

A ação do Twitter caiu 1,33% nesta sexta, a US$ 45,18, e 12,2% na semana, após ter banido o presidente dos EUA, Donald Trump, citando suposta incitação à violência. Na semana passada, apoiadores do republicano invadiram o Congresso para tentar impedir a certificação da vitória de Biden, o que levou à aprovação do impeachment de Trump na Câmara pela segunda vez.

O WhatsApp, por sua vez, adiou uma atualização de sua política de privacidade após a reação de alguns usuários sobre a forma como os dados seriam compartilhados com o Facebook, controlador do aplicativo de mensagens. A ação da companhia de Mark Zuckerberg subiu 2,33%, a US$ 251,36.

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