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Pancadões persistem na quarentena

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Festas informais são alvos constantes de denúncias no Grande ABC; Mauá, Diadema e Santo André são as cidades com mais registros dos eventos


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

11/05/2020 | 07:00


 Os pancadões – baladas informais organizadas em vias públicas com aglomeração de pessoas e veículos com som alto –, apesar de proibidos por legislações municipais e estadual, seguem com com toda a força no Grande ABC. Nem mesmo as restrições impostas pelo decreto que instituiu a quarentena em todo o Estado de São Paulo impediram a realização das festas. As aglomerações, além de perturbar o sossego dos moradores, ainda têm grande potencial para a transmissão do novo coronavírus.

Embora nos últimos três anos as prefeituras tenham intensificado programas de combate a esta prática e o Diário acompanhado diversas ações contra esse tipo de atividade, as festas continuam acontecendo normalmente. Na região, segundo as prefeituras, existem aproximadamente 21 pontos viciados, sendo 12 localizados em Mauá, cinco em Diadema e quatro em Santo André.

De 20 de março até o dia 4 de maio, foram 115 denúncias recebidas apenas pela Prefeitura de Santo André. Dos chamados, 80% foram para tentar coibir festas particulares. Os locais mapeados estão no Jardim Santo André, Jardim Alzira Franco, Capuava e no Parque Miami. A autuação em casos de flagrante tem valores que variam de R$ 1.925,23 para a primeira infração, podendo aumentar em até quatro vezes o valor diante de reincidências.

Diadema registrou 58 denúncias desde o dia 17 de março. Os locais não foram divulgados pela Prefeitura por questões de estratégias das ações operacionais, integradas pelas equipes da Romu (Ronda Ostensiva Municipal), GCM (Guarda Civil Municipal e Inspetoria de Guarda Ambiental. Na cidade, as multas variam de R$ 100 a R$1.000 e são aplicadas se foram constatadas situações como altas emissões de ruídos causadas por veículos, caixas de som, proveniente de residências e também de estabelecimentos comerciais.

Já em Mauá – município que apresenta o maior número de pancadões – o monitoramento é feito em comunidades e pontos já mapeados pela Prefeitura com o objetivo de encerrar as aglomerações, antes mesmo que as festas proibidas se iniciem. A administração ainda informou que recebe denúncias contra os eventos todos os dias, mas não revelou qual é o número exato das respectivas ocorrências.

De acordo com o que foi afirmado ao Diário pelas prefeituras, as cidades de São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires não possuem pontos viciados dos pancadões. Até o fechamento desta edição, Rio Grande da Serra não havia respondido aos questionamentos feitos pela equipe de reportagem.

Região lacra 96 estabelecimentos
Desde o início da quarentena, os comércios não essenciais tiveram de fechar as portas. Porém, comerciantes e donos de estabelecimentos descumprem as determinações de distanciamento físico, higienização e causam aglomerações, o que gerou para seis, das sete cidades, 90 comércios lacrados.

Em Santo André, já foram mais de 25 operações, nas quais 13 locais foram lacrados. Na quinta-feira, a Prefeitura flagrou casa noturna em funcionamento irregular na Rua das Figueiras, bairro Jardim. Durante a madrugada, 30 pessoas estavam no local, inclusive menores de idade. O estabelecimento foi lacrado e os responsáveis receberam multa de R$ 826.

São Bernardo realizou mais de 660 vistorias a estabelecimentos desde 22 de março. Até quinta-feira foram 28 interdições por descumprimento às medidas de segurança sanitária. A Prefeitura recebe informações e denúncias pelo número 9 4715-7902 (confira demais canais na tabela acima).

Até o momento, São Caetano apresentou o maior número de estabelecimentos lacrados, totalizando 49 ocorrências. No início da pandemia, a administração fechou o Senhor Boteco, na Avenida Goiás, que descumpriu o decreto municipal da suspensão (ou adiamento) de eventos com aglomeração. O último evento foi em 16 de março, um show de grupo de pagode que reuniu 500 pessoas em ambiente fechado.

Diadema informou que recebeu 215 notificações de estabelecimentos que descumpriram as regras de isolamento, sendo que seis comércios foram lacrados.

Já em Mauá, a cidade multou mais de 150 endereços, entre lojas de roupas, bares, salões de cabeleireiro, agências bancárias e supermercados, mas sem lacração. As ações, também realizadas pela GCM (Guarda Civil Municipal), foram em bairros como Centro, Vila Vitória, Jardim Itapark, Parque das Américas, Parque São Vicente, Capuava e Jardim Zaíra.

Ribeirão Pires informou que, desde o fim do mês de março, seis multas foram aplicadas por desobediência às medidas de controle da disseminação do novo coronavírus e que as equipes de fiscalização, junto com a GCM, permanecem em rondas.

Até o fechamento desta edição, Rio Grande da Serra não havia respondido o pedido de informações do Diário.



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Pancadões persistem na quarentena

Festas informais são alvos constantes de denúncias no Grande ABC; Mauá, Diadema e Santo André são as cidades com mais registros dos eventos

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

11/05/2020 | 07:00


 Os pancadões – baladas informais organizadas em vias públicas com aglomeração de pessoas e veículos com som alto –, apesar de proibidos por legislações municipais e estadual, seguem com com toda a força no Grande ABC. Nem mesmo as restrições impostas pelo decreto que instituiu a quarentena em todo o Estado de São Paulo impediram a realização das festas. As aglomerações, além de perturbar o sossego dos moradores, ainda têm grande potencial para a transmissão do novo coronavírus.

Embora nos últimos três anos as prefeituras tenham intensificado programas de combate a esta prática e o Diário acompanhado diversas ações contra esse tipo de atividade, as festas continuam acontecendo normalmente. Na região, segundo as prefeituras, existem aproximadamente 21 pontos viciados, sendo 12 localizados em Mauá, cinco em Diadema e quatro em Santo André.

De 20 de março até o dia 4 de maio, foram 115 denúncias recebidas apenas pela Prefeitura de Santo André. Dos chamados, 80% foram para tentar coibir festas particulares. Os locais mapeados estão no Jardim Santo André, Jardim Alzira Franco, Capuava e no Parque Miami. A autuação em casos de flagrante tem valores que variam de R$ 1.925,23 para a primeira infração, podendo aumentar em até quatro vezes o valor diante de reincidências.

Diadema registrou 58 denúncias desde o dia 17 de março. Os locais não foram divulgados pela Prefeitura por questões de estratégias das ações operacionais, integradas pelas equipes da Romu (Ronda Ostensiva Municipal), GCM (Guarda Civil Municipal e Inspetoria de Guarda Ambiental. Na cidade, as multas variam de R$ 100 a R$1.000 e são aplicadas se foram constatadas situações como altas emissões de ruídos causadas por veículos, caixas de som, proveniente de residências e também de estabelecimentos comerciais.

Já em Mauá – município que apresenta o maior número de pancadões – o monitoramento é feito em comunidades e pontos já mapeados pela Prefeitura com o objetivo de encerrar as aglomerações, antes mesmo que as festas proibidas se iniciem. A administração ainda informou que recebe denúncias contra os eventos todos os dias, mas não revelou qual é o número exato das respectivas ocorrências.

De acordo com o que foi afirmado ao Diário pelas prefeituras, as cidades de São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires não possuem pontos viciados dos pancadões. Até o fechamento desta edição, Rio Grande da Serra não havia respondido aos questionamentos feitos pela equipe de reportagem.

Região lacra 96 estabelecimentos
Desde o início da quarentena, os comércios não essenciais tiveram de fechar as portas. Porém, comerciantes e donos de estabelecimentos descumprem as determinações de distanciamento físico, higienização e causam aglomerações, o que gerou para seis, das sete cidades, 90 comércios lacrados.

Em Santo André, já foram mais de 25 operações, nas quais 13 locais foram lacrados. Na quinta-feira, a Prefeitura flagrou casa noturna em funcionamento irregular na Rua das Figueiras, bairro Jardim. Durante a madrugada, 30 pessoas estavam no local, inclusive menores de idade. O estabelecimento foi lacrado e os responsáveis receberam multa de R$ 826.

São Bernardo realizou mais de 660 vistorias a estabelecimentos desde 22 de março. Até quinta-feira foram 28 interdições por descumprimento às medidas de segurança sanitária. A Prefeitura recebe informações e denúncias pelo número 9 4715-7902 (confira demais canais na tabela acima).

Até o momento, São Caetano apresentou o maior número de estabelecimentos lacrados, totalizando 49 ocorrências. No início da pandemia, a administração fechou o Senhor Boteco, na Avenida Goiás, que descumpriu o decreto municipal da suspensão (ou adiamento) de eventos com aglomeração. O último evento foi em 16 de março, um show de grupo de pagode que reuniu 500 pessoas em ambiente fechado.

Diadema informou que recebeu 215 notificações de estabelecimentos que descumpriram as regras de isolamento, sendo que seis comércios foram lacrados.

Já em Mauá, a cidade multou mais de 150 endereços, entre lojas de roupas, bares, salões de cabeleireiro, agências bancárias e supermercados, mas sem lacração. As ações, também realizadas pela GCM (Guarda Civil Municipal), foram em bairros como Centro, Vila Vitória, Jardim Itapark, Parque das Américas, Parque São Vicente, Capuava e Jardim Zaíra.

Ribeirão Pires informou que, desde o fim do mês de março, seis multas foram aplicadas por desobediência às medidas de controle da disseminação do novo coronavírus e que as equipes de fiscalização, junto com a GCM, permanecem em rondas.

Até o fechamento desta edição, Rio Grande da Serra não havia respondido o pedido de informações do Diário.

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