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Cemitérios adotam medidas de higiene no Dia das Mães

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Santo André, São Bernardo, Mauá e Rio Grande da Serra mantiveram a a visitação aos túmulos com uso de máscara, mas movimento foi fraco


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

11/05/2020 | 07:00


 Foi bastante tranquilo o movimento nos cemitérios do Grande ABC ontem, Dia das Mães. Quatro cidades da região – Santo André, São Bernardo, Mauá e Rio Grande da Serra – mantiveram a visitação aos túmulos, porém o acesso aos cemitérios seguiu regras de higienização e medidas para evitar aglomerações. Nos maiores cemitérios de Santo André e São Bernardo, a visitação foi mais numerosa na parte da manhã. No período da tarde, foram poucas as pessoas que compareceram aos locais.

No Cemitério Nossa Senhora do Carmo, na Vila Curuçá, em Santo André, a circulação de pessoas foi maior pelos sepultamentos ocorridos ao longo do dia do que pelas visitas. A terapeuta holística Maria da Paz da Silva, 44 anos, foi com o neto Emanuel Ishitane, 18, estudante, visitar o túmulo da mãe. “Venho a cada dois meses. É o primeiro Dia das Mães desde que ela morreu”, relatou, emocionada.

O advogado Evangelista de Oliveira, 54, também estava visitando o túmulo da mãe, morta desde 1995. Morador da Penha, na Zona Leste de São Paulo, o advogado acha que as medidas que estão sendo tomadas para conter a pandemia de Covid-19 são exageradas. “Fechar o comércio atrapalha o Brasil. Tem que liberar, com precaução, até mesmo porque os supermercados e as feiras continuam funcionando, as pessoas também se contaminam ali”, defendeu.

A atendente de loja Thais da Silva Souza, 22, estava com o pai, o ajudante Pedro Alexandre de Souza, 52, para visitar o visitar o túmulo da mãe, que morreu há três meses. “Só não viríamos se estivesse fechado”, relatou Thais.

A Prefeitura de Santo André determinou que o funcionamento dos equipamentos fosse das 8h às 17h. Só foi permitida a entrada de pessoas usando máscaras e mantendo o distanciamento físico obrigatório. Foi disponibilizado o Pit Stop da Prevenção nas entradas principais, que foram as únicas abertas, oferecendo medição de temperatura e álcool gel para higienização das mãos.

No Cemitério Municipal da Vila Euclides, em São Bernardo, o jornalista Carlos Roberto Moreira Filho, 60, visitava o túmulo da mãe, morta há apenas três dias. A professora aposentada Sirlene Maria Borgani, 54, e o músico Celso Luiz Burgani, 62, visitavam o túmulo dos pais dela. “Meu pai partiu há oito meses. Minha mãe já tem quase três anos. Até o início da quarentena, vinha todos os domingos. Hoje estou retornando depois de mais de quase dois meses”, explicou Sirlene. O casal avalia que as medidas de distanciamento físico são adequadas e necessárias. “Tem que evitar aglomeração”, pontuou o músico.

De acordo com decreto publicado na quinta-feira, os cemitérios da cidade ofertavam álcool para higienização das mãos na entrada e saída dos visitantes, além de observar a distância de dois metros entre as pessoas.

Em Diadema, onde a visitação foi proibida neste domingo, a movimentação era apenas dos sepultamentos que ocorreram ontem. Um funcionário informou que somente três pessoas foram ao local para visitar os túmulos. Atendente em uma floricultura próxima ao cemitério municipal, Edson Paschual, 16, afirmou que o movimento de clientes caiu, ao menos, 40% com a suspensão das visitas. “Algumas pessoas não sabiam da mudança, mas a gente informou e eles nem chegaram a ir até o cemitério”, relatou.



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Cemitérios adotam medidas de higiene no Dia das Mães

Santo André, São Bernardo, Mauá e Rio Grande da Serra mantiveram a a visitação aos túmulos com uso de máscara, mas movimento foi fraco

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

11/05/2020 | 07:00


 Foi bastante tranquilo o movimento nos cemitérios do Grande ABC ontem, Dia das Mães. Quatro cidades da região – Santo André, São Bernardo, Mauá e Rio Grande da Serra – mantiveram a visitação aos túmulos, porém o acesso aos cemitérios seguiu regras de higienização e medidas para evitar aglomerações. Nos maiores cemitérios de Santo André e São Bernardo, a visitação foi mais numerosa na parte da manhã. No período da tarde, foram poucas as pessoas que compareceram aos locais.

No Cemitério Nossa Senhora do Carmo, na Vila Curuçá, em Santo André, a circulação de pessoas foi maior pelos sepultamentos ocorridos ao longo do dia do que pelas visitas. A terapeuta holística Maria da Paz da Silva, 44 anos, foi com o neto Emanuel Ishitane, 18, estudante, visitar o túmulo da mãe. “Venho a cada dois meses. É o primeiro Dia das Mães desde que ela morreu”, relatou, emocionada.

O advogado Evangelista de Oliveira, 54, também estava visitando o túmulo da mãe, morta desde 1995. Morador da Penha, na Zona Leste de São Paulo, o advogado acha que as medidas que estão sendo tomadas para conter a pandemia de Covid-19 são exageradas. “Fechar o comércio atrapalha o Brasil. Tem que liberar, com precaução, até mesmo porque os supermercados e as feiras continuam funcionando, as pessoas também se contaminam ali”, defendeu.

A atendente de loja Thais da Silva Souza, 22, estava com o pai, o ajudante Pedro Alexandre de Souza, 52, para visitar o visitar o túmulo da mãe, que morreu há três meses. “Só não viríamos se estivesse fechado”, relatou Thais.

A Prefeitura de Santo André determinou que o funcionamento dos equipamentos fosse das 8h às 17h. Só foi permitida a entrada de pessoas usando máscaras e mantendo o distanciamento físico obrigatório. Foi disponibilizado o Pit Stop da Prevenção nas entradas principais, que foram as únicas abertas, oferecendo medição de temperatura e álcool gel para higienização das mãos.

No Cemitério Municipal da Vila Euclides, em São Bernardo, o jornalista Carlos Roberto Moreira Filho, 60, visitava o túmulo da mãe, morta há apenas três dias. A professora aposentada Sirlene Maria Borgani, 54, e o músico Celso Luiz Burgani, 62, visitavam o túmulo dos pais dela. “Meu pai partiu há oito meses. Minha mãe já tem quase três anos. Até o início da quarentena, vinha todos os domingos. Hoje estou retornando depois de mais de quase dois meses”, explicou Sirlene. O casal avalia que as medidas de distanciamento físico são adequadas e necessárias. “Tem que evitar aglomeração”, pontuou o músico.

De acordo com decreto publicado na quinta-feira, os cemitérios da cidade ofertavam álcool para higienização das mãos na entrada e saída dos visitantes, além de observar a distância de dois metros entre as pessoas.

Em Diadema, onde a visitação foi proibida neste domingo, a movimentação era apenas dos sepultamentos que ocorreram ontem. Um funcionário informou que somente três pessoas foram ao local para visitar os túmulos. Atendente em uma floricultura próxima ao cemitério municipal, Edson Paschual, 16, afirmou que o movimento de clientes caiu, ao menos, 40% com a suspensão das visitas. “Algumas pessoas não sabiam da mudança, mas a gente informou e eles nem chegaram a ir até o cemitério”, relatou.

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