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As empresas e seus propósitos


Cíntia Bortotto

16/07/2018 | 07:17


As empresas têm buscado cada vez mais elaborar seu propósito. Elas começam a entender que estão na era da consciência. Muitas são buscadas por quem trabalha como também por quem consome, como empresas socialmente responsáveis, com consciência do porquê de elas existirem. Por exemplo, o Google, que tem como propósito ‘organizar as informações do mundo’. Com isso ele tem a simpatia tanto de quem trabalha lá quanto das pessoas que usam a empresa. Isso o diferencia em relação a outros concorrentes.

A era da consciência, segundo alguns teóricos, é algo que começou nos anos 2000. Nesse novo contexto, ter um propósito cria vantagem competitiva. Isso traz valor para a sociedade onde está instalada. Tem valor.

Os millennials, geração dos nascidos entre os anos 1980 e meados de 1990, que recheiam hoje o mercado de trabalho, buscam conectar propósitos pessoais com os da empresa. Tendo propósito, neste cenário a empresa fica mais atrativa e retém profissionais, principalmente os talentos.

De maneira geral, as marcas são mais consumidas quando as empresas mostram ao mercado que agregam valor ao mercado e à comunidade, valor para as pessoas, quando mostram que têm vínculo com a sustentabilidade. Assim, elas ficam mais ‘gostadas’. Sua marca integradora fica mais forte e você consegue vender mais.

E isso engaja demais a equipe. Se as pessoas se conectam com o propósito da empresa, elas não estão trabalhando apenas pela remuneração, bônus. Elas estão trabalhando por algo maior. O vínculo e o grau de tolerância à frustração melhoram, ela fica mais tempo na empresa, consegue construir um projeto mais longo, mais contínuo e vê significado no que está fazendo. Isso até te reconecta, enquanto ser humano, com algo maior.
E como se define um propósito? Você o encontra entendendo em primeira instância quais os valores que a empresa tem e os que ela quer ter, não hoje, mas no futuro. Existe para isso uma técnica em que se consegue construir por que você existe enquanto empresa para dentro e para fora.

Quando você consegue responder a essas perguntas, você chega no que te conecta com o mundo e que tipo de conexão você precisa ter para dentro, para existir enquanto empresa e para conectar-se com a sociedade, com o mundo. Quando se tem clareza sobre seu discurso de missão e visão interno e externo, você começa a ter clareza do que te fundamenta enquanto empresa e isso te traz o propósito.

Em geral, para chegar a esses conceitos, os acionistas precisam estar envolvidos, bem como a representação da liderança. Mas todos os funcionários acabam se envolvendo. Quem orquestra o processo geralmente é o departamento que está cuidando da cultura da companhia. O de recursos humanos faz esse papel em conjunto com marketing e área de estratégia.

Em breve retomarei este tema. Há muito conteúdo para discutirmos sobre isso.

Siga confiante e boa sorte!  



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