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A indústria 4.0


Cintia Bortotto

25/06/2018 | 07:30


Estamos vivendo uma fase única na história. A indústria 4.0 é considerada a quarta revolução industrial. Trata-se de um conjunto de sistemas que permite o total controle do que acontece no chão de fábrica e isso é feito por meio de aparelhos avançados, de robôs, sensores, tecnologia de ponta no chão de fábrica ou em galpões onde se precisa ter controle do estoque, por exemplo. Refere-se a tudo que é vinculado à indústria.

Tráfico de robôs, o torque digital que pode ser usado para que o operário faça menos força para construir um carro ou caminhão, o rastreamento através de leitores digitais de cada peça de cada produto, inteligência artificial, big data, internet das coisas, impressoras 3D: tudo isso faz parte da indústria 4.0.

Ela muda as organizações em vários sentidos. Em primeiro lugar, porque ela busca por tecnologia e substitui empregos perigosos por robôs, em atividades que antes eram feitas com mais risco por humano. Além disso, ela traz mais precisão e mais produtividade. Alguns estudos da Mckinsey apontam que, quando se começa e entrar no processo de indústria 4.0, o aumento de produtividade pode chegar a até 26%.

Ela também tem mudado a forma de trabalho. Para se trabalhar com tecnologia de ponta, muitas vezes você tem que trabalhar em times, colaboração, redes. Por isso, ela estimula os processos ágeis nas empresas.
<EM>A indústria 4.0 afeta diretamente a gestão das pessoas. Com muita tecnologia disponível, em geral não há tanta mão de obra que conheça. Então é necessário fazer uma gestão muito inspiradora para este público novo. E para você ganhar velocidade é necessário trabalhar em rede, em squads – times multidisciplinares –, onde se percebe muito rápido o que precisa ser feito e se consegue fazer entregas menores, pequenas. Com a aquisição de tecnologia de ponta, a criatividade, inovação tornam-se mais e mais diferenciadas.

Ela deve mudar a forma como o trabalho é concebido hoje, principalmente a forma como a indústria trabalha. Tem inteligência artificial que tenta simular o aprendizado do humano por conexões ou captura de imagens, a realidade mista, a internet das coisas. Por exemplo, aquela ideia que parecia impossível de buscar através da sua geladeira movimentar toda uma cadeia e chegar na indústria para fazer uma compra de algo que está faltando é algo bastante possível hoje.

Quando você junta tanto a tecnologia disponível, você tem a possibilidade, por exemplo, de criar robôs que trabalhem ao lado de humanos, algoritmos que substituem meses de trabalho. Com os drones, mapear estoque que um humano demoraria meses, é possível em horas. Vemos muitas tendências de tecnologia que, combinadas, a gente nem sabe ainda quantificar tudo que pode acontecer nos próximos tempos.

O agrobusiness vem usando muito a indústria 4.0, por exemplo, na biotecnologia. Exemplo é o mapeamento e o entendimento, por meio de sensores, de como o sol afeta a plantação, como potencializar os resultados. A medicina também, estudando o que a gente pode usar dentro do corpo com nanotecnologia para diminuir problemas de doenças graves.

Um desafio a este momento que o mundo vive é a educação especificamente aqui no Brasil. Precisamos formar pessoas capazes tanto de usar essas tecnologias como a juntá-las depois.  



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