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Arte de palhaço

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Alunos do curso dos Doutores da Alegria se apresentam hoje e amanhã na região


Caroline Manchini

23/06/2018 | 07:00


 Quando se ouve falar nos Doutores da Alegria é comum que a maioria das pessoas pense em artistas que, por meio da palhaçaria, levam alegria aos pacientes em hospitais. O pensamento não está errado, mas o projeto vai além. Tentar incentivar, especialmente, as crianças e tornar o tratamento menos exaustivo são missões da organização sem fins lucrativos, fundada, em 1991, por Wellington Nogueira.

Pensando em ampliar conhecimentos, foram criados alguns programas dentro do projeto maior, nomeado Doutores da Alegria e reconhecido como um dos principais cursos profissionalizantes para palhaços da América Latina. Um deles, idealizado há 14 anos, oferece formação artística para jovens de 17 a 23 anos, em situação de vulnerabilidade social.

O curso, que tem duração de dois anos e meio e contempla aulas de música, confecção de máscara, filosofia, jogos e malabares, prepara alunos para o mercado de trabalho artístico, além de apontar caminhos a serem trilhados. “Mostramos que é possível realizar o sonhos de ser palhaço”, conta o coordenador do projeto, Heraldo Firmino. “O objetivo é que consigam levar a palhaçaria com dignidade para outros lugares”, acrescenta.

O propósito foi alcançado. A sétima turma do programa, que se formará no dia 7, fará apresentações na Casa da Palavra, hoje, às 15h, em Santo André, e no Oficinas Culturais de Mauá, amanhã, às 18h. O Que Dizer De Tudo Isso? Ou…, com direção de Dagoberto Feliz, é resultado dos exercícios cênicos realizados no curso.

A escolha dos locais para as apresentações tem motivo especial. “As aulas são feitas no Centro de São Paulo e quase todos os alunos moram em periferias distantes da Capital. Sou de Mauá e levo duas horas e meia para chegar. Portanto, a ideia é transitar com a montagem nas cidades de origem de cada um e mostrar aos amigos e familiares tudo que aprendemos”, explica Jéssica Ferreira, 20 anos, integrante da turma, que conta com 22 alunos, sendo sete do Grande ABC.

Essa formação agrega mais do que simples aprendizado. É capaz de criar oportunidade de emprego e renda aos jovens das comunidades carentes. “É gratificante estabelecer conexão com o público. Quando os olhares se encontram, seja pelo riso, lágrima ou abraço, sinto a sensação de dever cumprido”, conta Jean Rocha, 25. selecionado entre centenas de candidatos. Apesar dos inúmeros caminhos que poderiam ser escolhidos, Kauan Sartori, 23, também optou pela palhaçaria. “Me sinto agente transformador e honrado por fazer parte do projeto. Os palhaços podem transformar vidas”, encerra.

O Que Dizer De Tudo Isso? Ou… – Espetáculo. Hoje, às 15h, na Casa da Palavra – Praça da Carmo, 171, em Santo André. Amanhã, às 18h, no Oficinas Culturais de Mauá – Rua dos Bandeirantes, 611. Grátis.



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