Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 30 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Nilza é colocada à venda; indústria suspende produção



18/05/2010 | 07:00


A Indústria de Alimentos Nilza, que já foi líder no segmento de leite longa vida no Estado de São Paulo, está à venda, segundo informações da própria companhia. Com unidades em Ribeirão Preto (SP) e em Itamonte (MG), a empresa suspendeu a captação e o processamento de leite e mantém 250 funcionários do setor fabril em casa desde o início do mês, com os salários pagos normalmente.

A Nilza informou que não há prazo para a finalização da venda e que a negociação ocorre de forma sigilosa com algumas empresas, tanto do setor lácteo como de outras áreas. A paralisação ocorreu, ainda segundo a Nilza, para que não houvesse mais prejuízos nas operações.

A decisão do empresário Adhemar de Barros Neto, que adquiriu a companhia no fim de 2005, em vendê-la é mais um capítulo da tumultuada história de mais de 60 anos da Nilza e inclui o atual processo de recuperação judicial, homologado em outubro, para a renegociação de passivo de R$ 340,8 milhões. Adquirida por Neto após enfrentar crise quando era administrada por um pool de cooperativas paulistas e mineiras, a antiga Leites Nilza chegou a ter entre 15% e 20% do mercado de leite longa vida de São Paulo.

No início de 2009, com a crise de liquidez, a empresa fechou a unidade adquirida em agosto de 2008 da Montelac em Campo Belo (MG). Na operação de compra da empresa mineira, que incluiu a fábrica de Itamonte, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) injetou R$ 120 milhões e passou a ter 35% da indústria. A capacidade máxima de captação e processamento das duas unidades da empresa é de 1 milhão de litros de leite por mês, volume que não chegou a ser atingido.

Em março do ano passado a Nilza não conseguiu suportar a crise e entrou com pedido de recuperação judicial. Após tumultuadas negociações com os credores, a recuperação foi aprovada e homologada em outubro. Como parte da dívida renegociada judicialmente começa a ser paga em outubro, o empresário terá tempo para se desfazer da companhia.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;